<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909</id><updated>2011-10-10T00:58:54.956-07:00</updated><title type='text'>peduvido</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-4845966798183175376</id><published>2010-06-29T04:38:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T04:44:28.238-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/TCncbty0_3I/AAAAAAAAA-Q/WshsV1o93VU/s1600/23256.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488159989635022706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 365px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/TCncbty0_3I/AAAAAAAAA-Q/WshsV1o93VU/s400/23256.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Terreno Baldio volta à ativa com shows na capital paulista&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Lizandra Pronin&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Formada no início dos anos 70, a banda de rock progressivo Terreno Baldio lançou dois álbuns - "Terreno Baldio" e "Além das Lendas Brasileiras" - para depois encerrar as atividades. Mais tarde, na década de 90, se reuniram para relançar o primeiro álbum, desta vez em inglês.Mais de trinta anos depois da estréia, o grupo está de volta. O primeiro álbum ganhou uma versão em CD, remasterizada por Cesare Benvenuti, que produziu os dois primeiros discos da banda.A formação atual do Terreno Baldio conta com João Kurk (voz), Mozart Mello (guitarra), Roberto Lazzarini (teclados), Edson Ghilardi (bateria), Geraldo Vieira (baixo) e Cássio Polleto (violino).O Terreno Baldio tem dois shows marcados na capital paulista: no dia 01 de julho se apresenta no Wild Horse e no dia 14 do mesmo mês, no SESC Vila Mariana. Confira o serviço dos shows:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;01/07/2010 - São Paulo/SPWild Horse Music Bar - Al. dos Pamaris, 54Horário: 21h00Ingressos: R$ 12,00Informações: 11 5049-1171 / &lt;a href="http://www.wildhorsemusicbar.com.br/" target="_blank"&gt;http://www.wildhorsemusicbar.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;14/07/2010 - São Paulo/SPSESC Vila Mariana - Rua Pelotas, 141 Horário: 20h30Ingressos: R$ 12,00 (inteira), R$ 6,00 (meia) e R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)Informações: 11 5080-3000 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Notícia capturada em 29/06/2010, no excelente site: &lt;a href="http://www.territoriodamusica.com/rockonline/noticias/?c=23256"&gt;http://www.territoriodamusica.com/rockonline/noticias/?c=23256&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-4845966798183175376?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/4845966798183175376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=4845966798183175376' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4845966798183175376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4845966798183175376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2010/06/terreno-baldio-volta-ativa-com-shows-na.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/TCncbty0_3I/AAAAAAAAA-Q/WshsV1o93VU/s72-c/23256.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-4621751997644942834</id><published>2010-06-24T12:44:00.000-07:00</published><updated>2010-06-24T12:49:44.290-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/TCO2BI_NWEI/AAAAAAAAA-A/qaEam0B7bMs/s1600/nuvem%2520cigana.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486428901776119874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 279px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/TCO2BI_NWEI/AAAAAAAAA-A/qaEam0B7bMs/s400/nuvem%2520cigana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Clássicos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Nuvem Cigana&lt;br /&gt;Lô Borges&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esse disco faz parte de inúmeras listas dos discos inesquecíveis da música brasileira e universal, por se tratar de uma verdadeira inspiração delicada e complexa, sem alardes e sem malabarismos. Esse é o jeito de ser e estar do Clube da Esquina: ambientações etéreas, camadas sonoras, encadeamentos harmônicos inusitados e muito clima para viajar nas letras, nas melodias e nas sonoridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuvem Cigana é o quinto disco de Lô Borges, nascido como Salomão Borges Filho, em 1952, em BH. Lô Borges é dono de algumas raridades musicais brasileiras, cheias de uma sensibilidade privilegiada. Com Milton Nascimento, em Clube da Esquina, lançado em 1972, ele espantou os velhos jargões, com apenas 19 anos. Em seu primeiro disco solo, lançado em 1973, Lô Borges - o conhecido disco do “tênis”, ele ousou e experimentou, além do seu tempo. Em A Via Láctea, de 1979, ele mergulhou na mais pura harmonia. Com Os Borges, de 1980, ele revelou intimidades. Em 1982, com Nuvem Cigana, ele deitou em uma cama de sonhos e deixou o encantamento lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delicadeza é a melhor tradução para esse disco. Palavras como nuvem, sol, vento, ares, voar, sonhar estão presentes em todas as faixas. Todas ao mesmo tempo ou em grupos interligados. Mas esse é um disco para fazer voar, nunca para revoar. Aqui o espanto fica por conta da descoberta de inúmeros detalhes, que vai acontecendo ao longo das audições. Esse é um disco de espaços, para ser ouvido no volume máximo, ao pé de uma serra, se for a da Flona, melhor ainda. Esse é um disco de harmonias em cascatas, que se derramam sobre seres vivos e ativados. Esse é para emocionar, para sentir saudade, para se completar em outra parte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486429639803320482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 290px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/TCO2sGWmuKI/AAAAAAAAA-I/Xy9J_2xxkBs/s400/1204306935_lo_borges_2__credito_sylvio_coutinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Nas dez imperdíveis músicas de Nuvem Cigana você vai encontrar um pouco de Beatles, um pouco de rock progressivo, um pouco de jazz, um pouco de música clássica, um outro pouco de música sacra, mais ainda um pouco de vocais inusitados, mas nenhuma obviedade e nenhum clichê imediatista da mbp. Além disso, você vai encontrar um montão de talento e generosidade lisérgica, que vai garantir a sua viagem para qualquer lugar mágico. A primeira audição desse disco pode não impressionar, pois ele é feito de detalhes. Se a música em sua vida não é apenas uma trilha de comercial, esse disco é uma verdadeira reserva de criatividade especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicas como “Todo prazer”, “A força do vento”, “Uma canção” e “Nuvem cigana”, servem tanto para curar velhas feridas como para embalsamar a alma. De fato, esse não é um disco para principiantes, não tem melodias fáceis e nem instrumentação simplória. Mas, quem tem bom gosto não precisa de maiores esclarecimentos, é só apertar o play e viajar, suba além da vegetação, aproveite bem as termas e deixe o vento se apresentar como o rumo. Lembre-se de não colocar cinto de segurança e esqueça completamente qualquer saída de emergência, você não precisar de nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de toda essa riqueza de composição, harmonia e melodia, ainda existe a genialidade de participações sempre geniais de Wagner Tiso, Toninho Horta e Flávio Venturini, responsáveis por texturas delicadas, arranjos inspirados e passagens memoráveis, como por exemplo, o solo de guitarra de Toninho Horta na instrumental “Vai, vai, vai”, capaz de provocar arrepios no mais sórdido forrozeiro de plantão. Realmente esse é um disco sobre nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficha Técnica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;1- Todo Prazer (Lô Borges e Ronaldo Bastos).&lt;br /&gt;Guitarra – Fernando Rodrigues, Lô Borges e Luis&lt;br /&gt;Cláudio Venturini; piano – Telo Borges; sintetizador –&lt;br /&gt;Flávio Venturini; bateria – Mário Castelo; baixo&lt;br /&gt;elétrico – Paulinho Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- A Força Do Vento (Rogério Freitas). Guitarra –&lt;br /&gt;Fernando Rodrigues, Lô Borges; piano elétrico – Telo&lt;br /&gt;Borges; baixo – Paulinho Carvalho; percussão –&lt;br /&gt;Robertinho Silva; bateria – Mário Castelo; percussão&lt;br /&gt;– Aleuda; arranjador – Toninho Horta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Vida Nova (Lô Borges e Murilo Antunes). Guitarra e&lt;br /&gt;violão - Lô Borges; piano elétrico – Telo Borges;&lt;br /&gt;baixo elétrico – Paulinho Carvalho; bateria – Mário&lt;br /&gt;Castelo; guitarra e arranjo – Toninho Horta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Vai, Vai, Vai (Lô Borges). Violão, vocal e viola de 12&lt;br /&gt;cordas – Lô Borges; baixo elétrico – Paulinho&lt;br /&gt;Carvalho; bateria – Robertinho Silva; caxixi, guitarra&lt;br /&gt;e vocal – Toninho Horta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Uma Canção (Lô Borges e Ronaldo Bastos). Violão&lt;br /&gt;ovation – Lô Borges.&lt;br /&gt;6- Nuvem Cigana (Lô Borges e Ronaldo Bastos).&lt;br /&gt;Guitarra – Fernando Rodigues, Lô Borges; bateria e&lt;br /&gt;pandeiro – Robertinho Silva; baixo elétrico –&lt;br /&gt;Paulinho Carvalho; piano – Telo Borges; arp –&lt;br /&gt;Wagner Tiso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- Ritatá (Telo Borges). Percussão – Aleuda e&lt;br /&gt;Robertinho Silva; baixo elétrico e vocal – Paulinho&lt;br /&gt;Carvalho; arp – Wagner Tiso; guitarra – Toninho&lt;br /&gt;Horta; bateria – Mário Castelo; voz, vocal, arp e&lt;br /&gt;piano – Telo Borges&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- Viver, Viver (Lô Borges, Márcio Borges e Murilo&lt;br /&gt;Antunes). Bateria e Cuatro venezuelano – Beto&lt;br /&gt;Guedes; percussão – Aleuda; arp e violão – Lô&lt;br /&gt;Borges; voz – Milton Nascimento; baixo elétrico –&lt;br /&gt;Paulinho Carvalho; piano – Telo Borges; percussão –&lt;br /&gt;Robertinho Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9- O Vento Não Me Levou (Lô Borges e Ronaldo&lt;br /&gt;Bastos). Guitarra e arp – Lô Borges; arp – Flávio&lt;br /&gt;Venturini; baixo elétrico – Paulinho Carvalho; bateria&lt;br /&gt;– Robertinho Silva; percussão – Mário Castelo; piano&lt;br /&gt;– Telo Borges&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10- O Choro (Lô Borges). Violino – Alfredo Vidal,&lt;br /&gt;Bernardo Bessler, Carlos Eduardo Hack, giancarlo&lt;br /&gt;Pareschi, Walter Hack, Robert Eduard Jean Arnaud;&lt;br /&gt;violoncelo – Jacques Morelenbaum, Jorge Kundert&lt;br /&gt;Ranevsky (Iura); viola de arco – Arlindo Figueiredo&lt;br /&gt;Penteado, José Dias de Lana; flauta – Mauro Senise,&lt;br /&gt;Paulo Guimarães, Danilo Caymmi, Celso&lt;br /&gt;Woltzenlongel; afoxé – Dazinho; ganzá – Fernando&lt;br /&gt;Rodrigues; violão – Lô Borges; clarinete – Netinho;&lt;br /&gt;piano – Telo Borges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produtor: Ronaldo Bastos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-4621751997644942834?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/4621751997644942834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=4621751997644942834' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4621751997644942834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4621751997644942834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2010/06/classicos-nuvem-cigana-lo-borges-esse.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/TCO2BI_NWEI/AAAAAAAAA-A/qaEam0B7bMs/s72-c/nuvem%2520cigana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-6400727948170989964</id><published>2010-01-18T07:27:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T07:38:15.454-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/S1R_8tlcu-I/AAAAAAAAA9k/CAHEYaoLT-A/s1600-h/GeorgeHarrison.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/S1R_qCFq8rI/AAAAAAAAA9c/c5Dr-oXnhq4/s1600-h/RALPJHCA7TDHWMCAK822AXCA61RXNTCADCZ0ZOCA99FZ5TCACAE6OPCA6QZOQICA9Y5U96CAMTPUD0CAW2JUHGCAONSSRCCAH91BF0CA5NYXGWCANGPLKBCAOZVIC5CAE73WDZCA2XCDQ1CAH1PJRM.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/S1R_fcRdaCI/AAAAAAAAA9U/xcoOLg_E0z8/s1600-h/George+Harrison+-+Living+in+a+Material+World+%5B1973%5D+-+Capa.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 242px; DISPLAY: block; HEIGHT: 316px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428103629030385698" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/S1R_fcRdaCI/AAAAAAAAA9U/xcoOLg_E0z8/s400/George+Harrison+-+Living+in+a+Material+World+%5B1973%5D+-+Capa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;Históricos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Living in the material world&lt;br /&gt;A música etérea de George Harrison&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em seu terceiro disco, após o término dos Beatles, George Harrison continuava apresentando ao mundo a sua devoção espiritual e sua intensa dose de humanismo, turbinada com harmonia simples, melodias inesquecíveis, musicalidade sutil e certeira, além de um trabalho de guitarra slide simplesmente encantador, com a força de um mantra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse disco fecha o ciclo de sucesso absoluto da primeira fase da carreira solo do principal músico dos quatro fabulosos, após a separação histórica da banda mais popular do mundo. Depois de dois álbuns triplos extremamente respeitados pela crítica e venerados pelo público mundial – All things must pass e Concert for Bangladesh – George Harrison chega ao ponto máximo da sua celebrada simplicidade sofisticada, com Living in the material world. Além de rebuscar ainda mais a sua busca intensa nos mistérios do Oriente, via Índia e seus gurus, George mostra toda a sua habilidade com melodias, incríveis melodias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um daqueles discos imperdoáveis, que marcam a sua vida nem que você não queira, basta dar ouvidos. O tempo não importa para essa obra monumental. Os inúmeros violões acústicos, as diversas cores de slide e guitarra havaiana, as texturas dos pianos, as levadas maneiras de baixo e bateria, além de uma verdadeira avalanche de melodias inebriantes, fazem de Living in the material world um passaporte para o paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faixa de abertura, Give me Love (give me peace on earth), é uma música eterna, com uma camada de violões acústicos e um arranjo de guitarra slide que são de pura magia, de encantamento. Essa é uma das maiores composições de todos os tempos, exatamente pela simplicidade. Imperdível. Inestimável. Sue me, sue you blues, segunda faixa, segue a mesma linha, um pouco mais rockeira e com slide ao violão. Da mesma forma imperdível. As duas faixas tão o rumo da viagem espiritual do disco, voltado para o mergulho oriental, em busca do equilíbrio, da paz e do amor ao próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The light that has lighted the world, terceira faixa, é uma balada introspectiva e espiritual, com mensagem reflexiva e melodia intensa, com destaque maior para as teclas. Don’t let me wait too long, quarta faixa, é uma daquelas levadas de violão acústico que pregam em seu ouvido e inundam a sua alma. Você canta essa música junto, sem saber a letra, guiado pela melodia que tem um poder de encanto especial. Mais trabalho especial de slide e mais delicadeza fenomenal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Who can see it, quinta faixa, é outra balada espiritual, com direito a guitarra com modulação, que ora parece phase mutron e ora parece um flanger saturado. A faixa seguinte é a que dá título ao disco. É a que tem mais pegada de rock’n’roll. Conta com a participação especial de Ringo, dobrando a bateria com o também lendário Jim Keltner . A faixa é bem humurada, mas não deixa de ter a sua crítica aos hábitos consumistas. Tem belos solos de sax e slide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Lord loves the one (that loves the Lord), sétima faixa do disco mantém também a reflexão espiritual e mantém também o encantamento. Mais slide e mais melodia mágica. Essa é uma daquelas faixas que vai se infiltrando aos poucos em sua memória, para nunca mais sair. O trabalho de metais dessa música é também duradouro, resiste facilmente ao tempo. Be here now, oitava faixa do disco, é lenta e profunda, própria para ser ouvido com a alma. Existe nessa música uma camada de órgão impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Try some buy some, oitava faixa, é a que tem melodia mais próxima dos Beatles, acompanhada pela textura intensa de uma orquestra inteira. Grande momento do disco. The Day the world gets round, também traz acompanhamento envolvente de cordas e também tem seu foco voltado para a devoção. Essa é outra melodia registrada com a marca George Harrison. O disco termina de forma profunda e reflexiva com that’s all, única faixa em que a guitarra de George Harrison aparece de forma mais evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa obra excepcional foi gravada em 1973, no estúdio da Apple, em Londres. Fizeram parte desse pergaminho Nick Hopkins e Gary Wright nos teclados; Klaus Vourmann no baixo; Jim Keltner na bateria, mais as participações de Ringo Starr e Jim Gordom; George Harrison nas guitarras e violões; Jim Horn no sax e flauta; e Zakir Hussein nas tablas. As cordas foram conduzidas por John Barham. Em 2006 e EMI lançou uma versão remasterizada desse disco, com duas faixas bônus. Não perca tempo, embarque imediatamente nessa viagem astral. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-6400727948170989964?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/6400727948170989964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=6400727948170989964' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/6400727948170989964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/6400727948170989964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2010/01/historicos-living-in-material-world.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/S1R_fcRdaCI/AAAAAAAAA9U/xcoOLg_E0z8/s72-c/George+Harrison+-+Living+in+a+Material+World+%5B1973%5D+-+Capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-8001429687136450398</id><published>2009-12-31T04:15:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T04:23:34.152-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SzyXRcKtpiI/AAAAAAAAA8E/W4D503x7Bhw/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421374377321932322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 270px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SzyXRcKtpiI/AAAAAAAAA8E/W4D503x7Bhw/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Clássicos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A música inquieta de James Blood Ulmer em&lt;br /&gt;Are you glad to be in America&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No início dos anos 80 um disco surpreendente sacudiu as bases do rock , do jazz, do funk e da cena punk. “Are you glad to be in America” é uma daquelas raridades eternas, que não envelhece com o passar dos tempos e dos modismos. James Blood Ulmer é um artista singular, com uma carreira de muitas produções e muitas facetas. Uma delas é essa liberdade sonora apresentada nesse objeto voador alucinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Blood Ulmer apareceu para a música através do jazz e do soul, tocando sua guitarra semi-acústica de forma inusitada. Entre vários artistas dessa época, início dos anos 60, ele desenvolveu um trabalho significativo ao lado de Art Blakey e Joe Henderson, mas foi com Ornett Coleman que ele definiu sua pegada e sua visão musical. Era o período das vanguardas e das fusões dentro do jazz. Esses sotaques e tendências foram apresentadas por Ornette Coleman a James Blood Ulmer, que passeou por elas até chegar ao blues, estilo atual desse lisérgico guitarrista da Carolina do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Blood Ulmer formou vários grupos, fez discos solos e participou em discos de uma pá de artistas. Sua discografia é longa e dividida entre o experimentalismo e a música de raiz. Na sua fase mais inquieta é possível encontrar facilmente a genialidade desse guitarrista negro, que tem estilo próprio e um som original, sem cópias e sem enganações de clichês prostituídos. Sua fase experimental não é para qualquer ouvido. É preciso ter cultura musical para entender e aceitar seus vôos rasantes e suas manobras vertiginosas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421374620338407362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SzyXfleWx8I/AAAAAAAAA8M/oPFzkFAykuQ/s400/James%2520Blood%2520Ulmer%2520new.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Fora os seus discos solos, vale a pena conferir suas bandas revolucionárias: Music Revelation Ensemble com David Murray and Ronald Shannon Jackson; Phalanx, com o excepcional saxofonista George Adams; e a sensacional banda Odyssey, com o baterista Warren Benbow e o violinista Charles Burnham. Seus últimos três discos têm uma pegada de blues do Delta, sendo que o último Bad Blood in the City: The Piety Street Sessions (Hyena, 2007), foi produzido por Vernon Reid, guitarrista do Living Colour. Esse disco ganhou prêmios e foi considerado pela crítica como um dos melhores de todos os tempos. Mesmo assim James Blood Ulmer ainda se mantém à margem do grande esquema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Are you glad to be in America é irônico e sarcástico o tanto quanto o título sugere. Nesse disco e em outros da mesma época, como Revealing (1977); Tales of Captain Black (1978); Freelancing (1981) e Black Rock (Columbia, 1982), James Blood Ulmer mistura free-jazz , rock , minimalismo, blues , soul, funk e música tribal numa só pegada alucinada de improvisação geral em estúdio. O clima é de música atonal, notas soltas e improvisações viscerais a partir de uma célula musical que se repete o tempo inteiro em diversas texturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas músicas são cantadas: jazz is the teacher (funk is the preacher) e a faixa título. As frases da guitarra de James Blood Ulmer soam descontínuas e fragmentadas, com timbre gordo , captadores duplos ligados no talo, sem aquela frescura de um chorus limpo , ligado em um combo poyitone, de som bem limpo e educado. Porra nenhuma disso. O som é cru e sem perdão. As escalas usadas pelo louco da Carolina do Sul são exóticas e ao mesmo tempo modais e pentatônicas. Ele não pensa em escalas quando toca, simplesmente mete a mão. Por isso fez sucesso na cena punk, só que ele sabe tocar e os sujinhos não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas das faixas mais piradas do jazz alternativo estão aqui nessa obra de valor inestimável. James Blood Ulmer juntou David Murray, no sax tenor; Oliver Lake, no sax alto; Olu Dara, no trompete; Amim Ali, no baixo ; e os bateristas Calvin Weston e Ronald Shannon e produziu o som mais tosco que uma banda de jazz pode tocar. Suas linhas progressivas de frases, que se repetem em contra-ponto ou simultâneas, parecem ter sido gravadas através de grandes compressores, que deixam tudo muito na cara, sem alternativas para o ouvinte, a não ser mergulhar de cabeça nessa lisergia geral. Escute qualquer faixa desse disco e sua vida de ouvinte não será mais a mesma, muito menos a sua concepção de guitarra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-8001429687136450398?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/8001429687136450398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=8001429687136450398' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/8001429687136450398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/8001429687136450398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2009/12/classicos-musica-inquieta-de-james.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SzyXRcKtpiI/AAAAAAAAA8E/W4D503x7Bhw/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-5838187810842192946</id><published>2009-08-05T14:20:00.000-07:00</published><updated>2009-08-05T14:28:02.993-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/Snn4eHlDzYI/AAAAAAAAA6k/sd4uQS_V2tE/s1600-h/jp.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366593627302907266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 303px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/Snn4eHlDzYI/AAAAAAAAA6k/sd4uQS_V2tE/s400/jp.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;Clássicos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffff66;"&gt;&lt;strong&gt;Joelho de Porco 1978&lt;br /&gt;Anarquia, pauleira e atitude&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esse é aquele tipo de disco que quanto mais obscuro fica, maior é a surpresa que você sente ao ouvir. Há quem diga que foi uma regressão da banda, depois do clássico São Paulo 1554/Hoje. Isso é pura frescura. É coisa de quem procura delimitar simetrias no rock, que já nasceu totalmente assimétrico. Esse disco é conhecido como o do paletó, como o engomado, ou como o da rosa, ou simplesmente desconhecido pela maioria, ou mais ainda, não reconhecido por muitos, o que é pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda começou em 1972, formada por Tico Terpins, lançou um compacto, em 1973, e quatro lps, respectivamente em 1976, 1978, 1983 e 1988. A banda teve várias formações desde a primeira móia: Tico Terpins: violão, guitarra base e voz; Walter Baillot: guitarra solo; Próspero Albanese: bateria e voz; Conrado Assis: guitarra, piano e voz; e Rodolfo Ayres: baixo e voz. As substituições foram acontecendo, saídas, entradas e retornos, mas o estilo se manteve fiel às influências do hard rock, da contracultura e do anarquismo punk, sem militâncias ou amarras a rótulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos falam que o disco mais importante da banda, a melhor pegada e o mais pauleira de todos é o “São Paulo 1554/hoje”, primeira bolacha do bando, realmente um grande disco, histórico. Eu prefiro o ambíguo “Joelho de Porco”, lançado em 1978, não só pela presença de Wander Taffo pilotando as guitarras, mas também pela presença inesquecível de Billy Bond. Esse disco traz algumas regravações de clássicos do primeiro disco e um breve repertório de inéditas. Os arranjos revelam a maneira brasileira de fazer rock’n’roll. Escutar essas faixas hoje é um misto de enciclopedismo e exercício de fugas, diante de um macabro perfil roqueiro tupiniquim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Billy Bond já era um experimentado homem de frente no universo roqueiro. Giuliano Canterine é o verdadeiro nome desse italiano naturalizado argentino, que atormentava as boas famílias hermanos no final da década de 60 com a banda de rock pesado Billy Bond y La Pesada. Nessa época ele já era produtor de polêmicos shows, e já era persona não grata aos macacos da ditadura argentina. Essa sua bagagem artística foi responsável por alguns dos shows mais bizarros do rock setentista brasileiro. A ironia corrosiva já fazia parte da verve anarquista do Joelho de Porco, quando ele chegou para empunhar o microfone principal. Mas com ele a coisa tomou um ar satírico, cínico, canastrão, meio cafajeste, meio pervertido.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366593958458239810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 290px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/Snn4xZOpK0I/AAAAAAAAA6s/rbWERrnkE78/s400/joelho_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A formação da banda nesse disco é Tico Terpins, extremamente carismático e inteligente, no baixo e vocais; Wander Taffo nas guitarras elétricas e acústicas; Juba na bateria, Paulo Stevez nos teclados e Billy Bond nos vocais e na putaria. O som é paulada do começo ao fim. Quando digo paulada eu não digo heavy, eu digo pegada, eu digo atitude, eu digo estética, propósito, meta. A primeira música dessa obra rara é “O Rapé”, de linguagem cifrada, uma crônica sobre a vida marginal dos anos setenta e as ligações psicodélicas. Logo nessa faixa Wander Taffo mostra suas armas. Timbre valvulado, com solo turbinado por um phase de leve. A pegada é hard, mas tem um leve toque progressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“São Paulo By Day” é a primeira regravação do primeiro LP. Mudanças de andamento e interpretação irônica pontuam essa outra crônica paulistana. O final dessa música é hilariante, a fusão de um hino religioso com a rude realidade da metrópole provoca um contraste no mínimo tosco. É para ouvir no talo, com os falantes berrando. “Paulete Mon Amour” é uma espécie de country-folk, acústica, cínica e simpática. É mais uma crônica da marginalia paulista. Na voz andrógina de Billy Bond ficou muito massa. A quarta faixa do disco é a incendiária “Rio de Janeiro City”, que começa com Wander Taffo torrando a escala da guitarra em um solo insano. Essa é para ser tocada em P.A., coloque no repete e balance o cabeção que você viaja. Stevez também faz um puta solo de órgão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Feijão com Arroz” lembra algumas coisas obscuras de David Bowie. É outra crônica dos esquecidos em forma de rock’n’roll, com direito à citação de Maysa e autoflagelação de Billy. “Aeroporto de Congonhas” é outra regravação do primeirão. É um verdadeiro clássico do rock brasileiro. Imperdível. Crônica corrosiva do processo de aniquilação urbana de São Paulo. Porrada na cara dos que não fazem nada. “Golden Acapulco” é sátira pura ao chamado espírito purista do rock, com direito a citação dos Beatles e Mexico Lindo, deles mesmos.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366594277610968194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/Snn5D-KlVII/AAAAAAAAA60/k-xSkUCrx5Y/s400/Joelho_jornal.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;“Boeing 723897” é outra regravação, como também é outro clássico do cancioneiro rebelde da república dos abandonados. Essa é para ser ouvido no volume mais alto possível. Várias citações aparecem nesse arranjo. Wander Taffo faz um impagável e verdadeiro solo alucinado em 6/8. “Mandrake” é a faixa que fecha o álbum num carnaval satírico, com a concessão cínica de Nelson Rodrigues e Chacrinha. Essa faixa enterra de vez qualquer aspiração heróica da música popular brasileira. Existem discos essenciais para se compreender que nada deve ser essencial ou supremo, que tudo não passa de uma grande farsa. Esse disco é um deles. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-5838187810842192946?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/5838187810842192946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=5838187810842192946' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/5838187810842192946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/5838187810842192946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2009/08/classicos-joelho-de-porco-1978-anarquia.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/Snn4eHlDzYI/AAAAAAAAA6k/sd4uQS_V2tE/s72-c/jp.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-1114709374375055044</id><published>2009-07-31T07:48:00.000-07:00</published><updated>2009-07-31T07:59:23.272-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SnMGNkQblzI/AAAAAAAAA5k/N_zsXqGPsKI/s1600-h/OBarulhodoSoldoMeioDiaPanticoRochaeMarcusDias_MED.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364638411269052210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SnMGNkQblzI/AAAAAAAAA5k/N_zsXqGPsKI/s400/OBarulhodoSoldoMeioDiaPanticoRochaeMarcusDias_MED.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffff66;"&gt;&lt;strong&gt;O Barulho do Sol do Meio Dia&lt;br /&gt;Pantico Rocha e Marcus Dias&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um disco que traduz com correção o que de mais significativo está sendo feito no pop brasileiro. A parafernália musical de Pantico é mais atual do que qualquer fastfood que sirva a bossa-nova requentada com aparatos eletrônicos. Esse Barulho é independente, nascido às margens do grande esquema circense montado na música popular brasileira. Não é um lançamento, mas é novíssimo, sem invencionice e sem complexo de Mary Shelley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caririense Pantico Rocha é um músico de primeira grandeza, com um currículo impecável junto a nomes consagrados da MPB. Hoje ele integra a banda de Lenine, a mesma que está presente em O Barulho do Sol do Meio Dia, com todo o peso da modernidade. A produção do disco ficou ao encargo do inimitável Jr. Tolstoi, o mais antenado guitarrista pop brasileiro, o bruxo dos timbres, o feiticeiro das ambiências, o mágico das colocações econômicas e texturas etéreas. Jr. Tolstoi reinventou o conceito de virtuose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcus Dias é o parceiro das letras, é o poeta, dono das visões inclusivas. Pantico pilota a sua bateria metrônomo com um swing impagável e precisão cirúrgica. Guila é quem fornece o chão, através do seu baixo arquitetado para o time jogar no ataque o tempo todo. Jr. Tolstoi é responsável pelo encantamento acústico e elétrico, além das guitarras ele toca mini-moog. O disco ainda conta com as participações especiais de Lenine, Pedro Luís, Catatau e Silvério Pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco abre em grande estilo com a música título. Pantico não é um grande cantor, mas não compromete em nada, mesmo porque ele canta bem melhor do que muitos por aí, que se dizem do ofício. Os delays de Tolstoi criam a sincronia dos universos derivados da letra levemente fantástica de Marcus Dias. São texturas por cima de texturas, ponteadas por ripinique hipnótico tocado por Pantico. No final da música Tolstoi extrai uns ganidos exóticos de um pedal whammy. Essa faixa é preciosa.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364638868142385042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 321px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SnMGoKPhZ5I/AAAAAAAAA5s/vM4Kxq9Dkgc/s400/pantico_lenine_blog_1221609940.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;“A visita” é uma faixa de letra inusitada, que lembra de imediato as viagens de Itamar Assumpção. Trêmulos e alavancas leves dão ambientação ao inesperado da letra. “Sambinha de chinela” é um samba bem sincopado, com uma guitarra com delay envolvendo a melodia. Lenine empresta a sua voz e o seu talento especial a esse samba de Pantico. “Resenha” tem letra filosófica e voz modificada de Pantico. Essa faixa tem a marca e a guitarra de Fernando Catatau, guitarrista e líder do Cidadão Instigado, uma das bandas mais originais do universo alternativo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Conchavo” tem peso e medida. É uma das faixas em que a influência de Lenine se mostra mais forte, alternando distorção e arpejos de guitarra limpa. “Balança” é acústica e deliciosamente de terreiro, malandra e maliciosa. Tem a participação e a pegada peculiar de Pedro Luís, conservado em ironia constante. “Vamos empatar” é climática, cheia de texturas, ambiências e timbres descolados de guitarra, com bateria extremamente econômica, mas fundamental. Esse é um dos grandes trunfos de Pantico: a versatilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ilha” tem a orquestração diferente de todas as outras faixas, com acordeon, corn inglês e guitarra. É a mais poética de todas, voltando ao tom fantástico da primeira poesia. Imperdível. “A ceia” é meio caribenha, meio creole, sem ser por inteira, apenas sugerida, com letra intelectualizada, cheia de citações. “Os Lobos” é simplesmente irresistível, com pegada rockeira de primeira linha. A guitarra de Tolstoi é de um swing único nessa faixa. Essa é aquela para ser detonada numa penca de decibéis alucinados. “Côco sabido” fecha o disco em grande estilo, da mesma forma que ele foi aberto em solenidade. Tem a participação de Silvério Pessoa. Essa faixa é descaradamente nordestina e também invocadamente irresistível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande lance de Pantico em seu disco é que ele não é ególatra. A bateria tem o seu lugar de bateria. Pantico não se esforça, de forma nenhuma, em chamar a atenção para o seu instrumento, sendo ele um dos melhores bateristas brasileiros da atualidade. Esse é um disco de composição, é um disco de parceria, de cumplicidade. É um disco sem armações. Feito por quem estava muito à vontade para fazer. E por isso mesmo ele ficará, pois não tem data de vencimento.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-1114709374375055044?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/1114709374375055044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=1114709374375055044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1114709374375055044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1114709374375055044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2009/07/o-barulho-do-sol-do-meio-dia-pantico.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SnMGNkQblzI/AAAAAAAAA5k/N_zsXqGPsKI/s72-c/OBarulhodoSoldoMeioDiaPanticoRochaeMarcusDias_MED.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-8752090547370295299</id><published>2009-07-30T12:42:00.000-07:00</published><updated>2009-07-30T12:46:16.477-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SnH4KK1nxEI/AAAAAAAAA5E/lFuIximP92g/s1600-h/5020discos-macacobong-artistaigualpedreiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364341484766610498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 363px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SnH4KK1nxEI/AAAAAAAAA5E/lFuIximP92g/s400/5020discos-macacobong-artistaigualpedreiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Macaco Bong&lt;br /&gt;Instrumental sem macacada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma surpresa boa sempre rola bem. Quem me apresentou o som do Macaco Bong foi Manoel Barros, velho amigo de inúmeras viagens sonoras, transubstanciadas no velho Cariri cearense, com os pés sempre alocados no universal. Combatemos juntos na trincheira cultural dos sebos, eu com o Et Cetera e ele com o Alan Poe. Ele resiste firme com o Solaris, reduto de cultura e bons tempos. Sempre nos encontramos e falamos sobre música e a mercadoria sonora, essa puta velha, cheia de truques e manhas seculares. O Macaco apareceu no último encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Power trio cuiabano surpreende de várias formas. É rock instrumental, mas não é pirotecnia guitarrística esclerosada dos fritadores de plantão. É independente, mas não tem parentesco nenhum com a merdologia indie que assola os universos paralelos e alternativos. É fora do eixo sul-sudeste, mas não tem a pretensão de resgatar porra nenhuma da cultura popular. Além disso, não cabe em nenhum rótulo ou tags existentes na falida imprensa especializada. Macaco Bong é rock instrumental sem macacadas e sem a sombra sorumbática da virtuose. O que já é muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda já foi um quarteto e já lançou dois Eps. Macaco Bong nasceu em 2004, em Cuiabá (MT). Recentemente a banda lançou o seu primeiro cd “Artista Igual Pedreiro”, que faz parte do excelente projeto do selo Trama: Álbum Virtual da Trama, em que você tem disponibilizado trabalhos integrais de artistas com downloud grátis, inclusive com direito a capa, fotos e extras. São iniciativas como essas que mantêm arestas para a verdadeira música respirar livremente, em meio ao intenso mercado escravo dos jabás. Eis o endereço da redenção: &lt;a href="http://www.tramavirtual.com.br/"&gt;http://www.tramavirtual.com.br/&lt;/a&gt;. O endereço específico da banda Macaco Bong é : &lt;a href="http://www.tramavirtual.com.br/macaco_bong"&gt;http://www.tramavirtual.com.br/macaco_bong&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente a banda é integrada por Bruno Kayapy (guitarra), Ynaiã Benthroldo (batera) e Ney Hugo (baixo). O som que essa garotada faz é uma mistura de rock, jazz, psicodelia, hardcore, noise, hard e pop. As dez faixas do disco apresentam uma verdadeira parede sonora, com texturas modais, mudanças de andamento, ruídos, climas, dinâmicas e tensões sonoras da mais fina origem da vagabundagem musical do rock’n’roll. Os timbres mudam, mas não com tanta freqüência. Praticamente não existem solos, só em duas músicas: “Bananas For you all” e “Compasso em ferrovia”. O som do Macaco Bong é para quem não se preocupa em encontrar a peça mais intelectualizada ou a composição mais fodona do universo.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364341713235626738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 323px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SnH4Xd84SvI/AAAAAAAAA5M/CI37vZUu18Q/s400/154842.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Os destaques ficam por conta da magnífica “Fuck you lady”, com belas passagens acústicas e climas em oitavas de muita inspiração. A super densa, dissonante e psicodélica “Noise James”, com uma pegada de peso, com uma guitarra saturada na válvula e mudanças de timbres sutis. A super climática, com belo tema em oitavas e timbre de guitarra praticamente limpo, “Bananas For You All”, com direito a um solo econômico, com texturas de delay e chorus. E a mais surpreendente de todas, “Compasso em Ferrovia”, climática, meio jazz-rock, com solo modal e um sustain de guitarra infinito, que prenuncia uma parede experimental de ruído e tensão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Macaco Bong é a prova de que nem tudo está perdido na cena rockeira brasileira. Se por um lado o rock brasileiro vive do pastiche comercial de bandas como NXZero e outras porcarias do gênero, por outro lado o caminho indie é repleto de porcarias que imitam outras porcarias gringas. Mas existe um caminho do meio, bem ao estilo Macaco Bong, capaz de proporcionar prazeres inimagináveis, com ou sem trocadilho.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-8752090547370295299?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/8752090547370295299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=8752090547370295299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/8752090547370295299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/8752090547370295299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2009/07/macaco-bong-instrumental-sem-macacada.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SnH4KK1nxEI/AAAAAAAAA5E/lFuIximP92g/s72-c/5020discos-macacobong-artistaigualpedreiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-815697619972421580</id><published>2009-06-03T10:02:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T10:04:07.320-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/Sias5VEBGVI/AAAAAAAAAzs/_PxXLPSRZJ0/s1600-h/%257BDDD57D58-3071-41C0-BB1A-F11898D0B556%257D_caetano2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343148108828186962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/Sias5VEBGVI/AAAAAAAAAzs/_PxXLPSRZJ0/s400/%257BDDD57D58-3071-41C0-BB1A-F11898D0B556%257D_caetano2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffff66;"&gt;&lt;strong&gt;Caetano Veloso em Juazeiro do Norte&lt;br /&gt;A sagração da iconoclastia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O dia 30 de maio de 2009 entrou carnavalescamente pela porta dos fundos da história cultural da tribo Cariri. Uma das cenas mais grotescas já encenadas no teatro rabelístico caririense anunciou a premência do burlesco: quando Caetano Veloso entrou no Palco da Aplausos, encontrou uma platéia com mil e uma cadeiras de plásticos na cabeça. Estava fundada, pois, naquela noite sem devolução, a versão da inversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da alegórica transferência localizada da bunda e do assento, Caetano Veloso inverteu muito mais, colocou no lugar da província o universal; a arte no lugar da desarticulação; no lugar da idolatria a iconoclastia; o ontológico no lugar da antologia; no lugar do envolvido ele colocou o evoluído, que trouxe consigo o futuro para uma imensa parte daquela gente presa ao passado mumificado. Assim a chuva demonizada em forma líquida, indesejada pelas pranchinhas e pelo brilho fácil das jóias folheadas, veio em forma de uma inesperada inundação estética civilizatória, provinda de uma banda pós-moderna e de um artista atemporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem foi para o show esperando encontrar um Caetano milagreiro, capaz de reacomodar o que já estava acomodado nos recônditos miseráveis dos barzinhos de ponta de rua, encontrou um Veloso exorcista, capaz de reduzir a migalhas os seus demônios cultivados e os demônios incultos, possuidores de boa parte da platéia, que confundiu espetáculo musical com evento social e ingresso com convite para a proclamação da inutilidade da primavera no baile do Lions Club, só faltaram as doações generosas de alimentos não perecíveis para as vítimas – coitadas - das cheias, elas mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caetano Veloso estava e sempre esteve íntegro artisticamente. Com um repertório impecável para quem o concebe livre para criar e um repertório imperdoável para quem o conserva cativo para lembrar, Caetano cantou, dançou e profanou a sagração dos medíocres. A maioria das músicas do repertório do show está no disco novo “Zii e Zie”. A parte menor das músicas do repertório, e nem por isso minúscula, faz parte do período do exílio do compositor e de outras fases de sua carreira extensa e internacional, com mais de quarenta discos de inéditas lançados no mercado interno e externo.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343148192499486946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 359px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/Sias-Mwz0OI/AAAAAAAAAz0/GP57Tcw_9cI/s400/capacaetanoj.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Mais pitoresco do que os guarda-chuvas na platéia, que lembraram as arquibancadas do Romeirão em dia de Icasa e Guarani, foram as reações dos “emergentes”, imbecilizados pela falta de civilidade e enfeitados pelo excesso de penduricalhos inócuos, ao vaiarem e apuparem Caetano Veloso com expressões como bicha e outras idiotices, a cada música nova apresentada. Enquanto isso, do outro lado, no avesso desse universo de baixarias, outra parte do público se deliciava com aquela chuva fina, sutil e translúcida de talento, competência, profissionalismo, estética contemporânea e arte, que Caetano Veloso e a Banda Cê, fizeram cair sobre a Aplausos, para lavar de uma vez por todas o lixo cultural que ainda teimava em ecoar entre aquelas paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa postura com requinte de camelódromo e de cobrador de van, apresentada por uma boa parte da platéia de grife, é mais do que compreensível e lamentável, pois quem tem sido educado intensamente pela filosofia de cabaré e álcool dos Aviões do Forró, Solteirões do Forró e outras macacadas do forró, não poderia jamais reagir positivamente à poesia de vanguarda de Caetano Veloso, principalmente em uma roupagem tão refinada e alternativa proporcionada pelo trio Pedro Sá, Marcelo Callado e Ricardo Dias Gomes, respectivamente, guitarra e baixo, bateria, piano e baixo. Seria tão impossível quanto esperar de um vendedor de discos piratas da São Pedro uma conceituação sobre o dodecafonismo de Schoemberg. Não é à toa que ele foi vaiado em Fortaleza também, pois filha de peixe piranha é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caetano Veloso se renova a cada ano e se distancia a cada ano do grosso de sua antiga platéia dos anos 60, 70 e início dos 80. A maioria nunca ouviu falar em Artic Monkeys, Pixies, Sofa Surfers ou Cidadão Instigado. Bem antes do disco Cê, de 2006, que Pedro Sá é o escudeiro de Caetano Veloso. Com ele veio a pegada mais roqueira, mais dissonante, mais distorcida e mais experimental. Mas experimentalismo não é novidade para quem protagonizou o Tropicalismo e lançou discos como Araçá Azul e Jóia. Dessa vez, em lugar do concretismo na poesia e da estética hippie na música, está o existencialismo político e o minimalismo dissonante, que Pedro Sá trouxe como herança da banda carioca “As Mulheres que só dizem sim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver e ouvir Caetano Veloso em plena criatividade foi ter certeza que ele é, sem dúvidas, um dos mais importantes artistas brasileiros de todos os tempos, não só pelo serviço prestado, mas também pela continuidade de um caminho completamente alheio ao óbvio e ao pastiche. O que se viu no palco da Aplausos foi um artista vivo, atuante, diametralmente oposto ao conformismo, livre do exibicionismo, do virtuosismo e do formato comercial. A partir da perspectiva imobilizada dos museus e afins, bem como do asseio anômalo dos entrepostos de verduras e contrabandos do Paraguai, nada mais natural do que boa parte da platéia não ter entendido nada, inclusive a dedicatória de duas músicas em memória de Augusto Boal. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-815697619972421580?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/815697619972421580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=815697619972421580' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/815697619972421580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/815697619972421580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2009/06/caetano-veloso-em-juazeiro-do-norte.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/Sias5VEBGVI/AAAAAAAAAzs/_PxXLPSRZJ0/s72-c/%257BDDD57D58-3071-41C0-BB1A-F11898D0B556%257D_caetano2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-3739691645887250462</id><published>2009-05-12T11:22:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T11:29:23.274-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/Sgm-wI6TBaI/AAAAAAAAAyM/VUOX0V-ovRM/s1600-h/orquestra_imperial_carnaval_so_ano_que_vem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335004967832061346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 289px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/Sgm-wI6TBaI/AAAAAAAAAyM/VUOX0V-ovRM/s400/orquestra_imperial_carnaval_so_ano_que_vem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Esqueça&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Orquestra Imperial - Carnaval só ano que vem&lt;br /&gt;Nem tudo o que balança é swing&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O mercado fonográfico brasileiro é muito peculiar, às vezes brinca amadoristicamente de ser profissional e outras profissionalmente leva a sério ser amador. Esse é o caso da numerosa banda Cult Orquestra Imperial, que tem um magote de músicos da cena carioca, que nasceu com o intuito de “resgatar” a verdadeira essência cultural da gafieira e adjacências, mas que não passa de uma banda extrapolada demograficamente, que resolveu compor o seu próprio material, saindo do barzinho sem o barzinho sair dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao vivo e tocando o repertório dos outros essa banda é perfeita e com pouquíssimas cenas de canastrice musical. Em estúdio e tocando o próprio repertório a banda parece encenar um decadente teatro de revista, sem pique e sem a menor criatividade e isso é o que mais surpreende do que espanta, tendo como referência os inúmeros talentos envolvidos no projeto, que de início parecia despretensioso e que gora resolve entrar para o campo autoral. O disco “Carnaval só ano que vem”, é bem gravado, bem executado, mas é morno, extremamente morno. Sendo que em alguns momentos o disco se torna radicalmente careta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A escolha da faixa de abertura, “O mar e o ar”, não poderia ter sido pior, com o desafinado Rodrigo Amarante cantando um samba canção sem a menor convicção de que um cantor não vive sem ser um ator musical. O xilofone e a guitarra havaiana ainda tentam dar um ar mágico às coisas do mar, sem que as ondas sirvam para surfar. A faixa dois, “Não foi em vão”, é um samba com um dos arranjos mais quadrados de metais da música popular brasileira, tão careta que chega a dar saudade de Lincon Olivetti. A faixa seguinte, “Ereção”, celebra o ambiente sensual dos bailes de gafieira e trata da ereção, tão comum nas danças coladas. A mídia amiga afirma que esse é o lado bem humorado da banda, mas que na realidade é a baba do babaca.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A faixa “Jardim de Alah” é um lenga lenga sem fim, é o jeito Rodrigo Amarante de cantar fazendo escola. A caretice dos metais prossegue em rota épica, ganhando os mares e os bares, com ar de fim de festa. A faixa seguinte, “Rui de mes souvenirs”, é uma espécie de bolero-bossa-samba cantado em francês, pense numa porcaria que não deveria ter entrado no repertório nem como faixa bônus. A saga dos metais argonautas continua, com notas alongadas e naufrágios aprofundados. A Orquestra tem inúmeros cantores e colocam logo Rodrigo Amarante para cantar uma rumba, que acabou transformando a música, “Yarusha Djaruba”, em um sonrisal dissolvido em uma cuba-libre, com rum do Paraguai.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335005156642883378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 449px; CURSOR: hand; HEIGHT: 117px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/Sgm-7ISThzI/AAAAAAAAAyU/Z3JEFIzXsT4/s400/orque01.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A faixa seguinte, “Era bom”, é um sambão quadrado, pé-duro, guarda roupa de quitinete, com direito a todos os laraialás possíveis e imagináveis, bem como uma letra que mistura metalinguagem sobre as próprias raízes sambistas e sexo de quinta categoria. Os metais continuam reféns de arranjos dignos de Roberto Carlos se apresentado em um cassino do Panamá. A outra faixa, “Salamaleque”, é outro sambão quadrado, pé-duro, guarda roupa de quitinete, com direito à rima esperta de pileque com salamaleque, essa é dose de fubuia de renovação. Mas em se falando em letra tenebrosa, nada supera a poética ginasial de “Ela rebola”: “Ela rebola pra lá / ela rebola pra cá / mas pra mim bola ela não dá / ela rebola pra cá / ela rebola pra lá / mas bola pra mim eu sei que ela lalalah...” Essa babaquice monumental é de autoria de Jorge Mautner, que participa da última faixa do disco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O disco se encaminha para o final com, “De um amor em paz”, outra música que deveria ter ficado de fora do repertório, outro lenga lenga sobre o amor, com os metais enchendo o saco com um arranjo de sinfonia para velório. Nina Becker não cante essa música mais nunca, pelo amor aos seus fãs. Só na última faixa, “Supermercado do amor”, é que a verdadeira Orquestra Imperial dá as caras, mas aí já é tarde e o baile está acabando e só resta pegar duas conduções de volta para casa, arrependido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Provável formação:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;THALMA DE FREITAS (voz) - NINA BECKER (voz) - MORENO VELOSO (percussão e voz) - RODRIGO AMARANTE (voz) - WILSON DAS NEVES (voz e percussões) - NELSON JACOBINA (guitarra e violão) - BARTOLO (guitarra) - PEDRO SÁ (guitarra) - RUBINHO JACOBINA (teclado) - BERNA CEPPAS (sintetizadores e percussão) &amp;amp; KASSIN (baixo) -.DOMENICO LACELOTTI (bateria) - STEPHANE SAN JUAN (percussão) - BODÃO (percussão) -.LEO MONTEIRO (percussão eletrônica) - FELIPE PINAUD (flauta) - MAX SETTE (trompete e flugelhorn) - BIDU CORDEIRO (trombone) - MAURO ZACHARIAS (trombonista) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-3739691645887250462?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/3739691645887250462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=3739691645887250462' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/3739691645887250462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/3739691645887250462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2009/05/esqueca-orquestra-imperial-carnaval-so.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/Sgm-wI6TBaI/AAAAAAAAAyM/VUOX0V-ovRM/s72-c/orquestra_imperial_carnaval_so_ano_que_vem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-8296490365775865964</id><published>2009-05-11T14:23:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T14:28:42.437-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SgiX6z99cJI/AAAAAAAAAx0/ICL8zvT4N6k/s1600-h/Little_Joy_-_Little_Joy_-_capa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334680795258646674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SgiX6z99cJI/AAAAAAAAAx0/ICL8zvT4N6k/s400/Little_Joy_-_Little_Joy_-_capa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Esqueça&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Little Joy&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Sonífero para cavalo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Através das esquinas que norteiam o chamado rock alternativo brasileiro é possível perceber que o pastiche e o simulacro dominam o que praticamente já nasceu dominado, com raríssimas exceções. Além da falta de originalidade e de talento, o que pesa ainda mais é a cara de pau de posar para imprensa como novidade. Esse é o caso do embrulho no estômago chamado Little Joy, liderado por Rodrigo Amarante, ex-Los Hermanos e Fabrizio Moretti, do The Strokes, que já nasceu possuído, com cara de ressaca e com o barulho de moedas velhas no bolso da calça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desde o último (?) lançamento do Jumbo Electro e de outras porcarias do gênero, eu não tinha escutado um disco tão ruim. Até parece que faz parte da estética indie não saber cantar e não saber tocar porra nenhuma. Mas a imprensa especializada em mercado adora esse ar blasé, essa melancolia de corno de balcão de bodega, essa sonolência de lombra de chá de zabumba, esse cheiro constante de merda sonora. O disco do Little Joy reinaugura a estética do entulho: só ocupa espaço e não serve para nada, nem mesmo para promoção dos dias dos namorados arrependidos de ter transformado um fica num problema.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas o último disco de estúdio dos Los Hermanos já anunciava o cansaço, o marasmo, a falta de criatividade da dupla de compositores da banda. É tanto que a ele se seguiram o horripilante ululante “Nós”, de Marcelo Camelo, e depois esse glorioso barbeador enferrujado, prostrado na margem direita do rio Tietê, que atende pelo singelo nome Little Joy (um trocadilho para pequeno prazer) engendrado nas entranhas da frieira mais macabra do dedo mínimo do pé esquerdo de Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti. Sem que a ficha tenha dado o ar da graça, eles, ainda como Los Hermanos, lançaram o pastelão da impostura, ao vivo, na Fundição Progresso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O disco abre até com vontade de enganar o mais incauto dos desconfiados com a faixa “The next time around”, uma balada indecisa em ir para frente ou ir para trás, embalada com uma das letras mais babacas do disco. O clima retrô permanece na segunda faixa, “Brand new start”, uma das poucas que se salvam nessa inesquecível ruma de músicas ruins. “Play the part”, terceira faixa do disco, se supera em todos os sentidos: mal cantada, mal arranjada, mal tocada, melodia ridícula, letra imbecil, e o vocal de fundo... bem, o vocal de fundo é trágico, sem conseguir nenhuma raspa de comicidade. Essa faixa é só para quem segura o ovo esquerdo de Rodrigo e vigia o direito. Ruim é pouco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“No ones better sake” é a única faixa que presta de verdade e tem uma pegada mais parecida com alguma coisa, mas nada que possa salvar a bruxinha se afogando. Logo em seguida o travesseiro definitivo é servido, uma obra prima de mediocridade. O famigerado vocal de fundo reaparece em “Unattainable”, cantada por Binki Shapiro, através da verdadeira fórmula do diazepan, e se prolonga em forma de anestesia para elefante na faixa seguinte, “Shoulder to shoulder”, que tem o solo de guitarra mais cretino do disco, e “With strangers”, que tenta parecer o lado imóvel do Los Hermanos. Aliás, dizer que existe alguma coisa musical nesse disco é muita generosidade. Little Joy é realmente pequeno e sem significado ou significante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já estamos na faixa oito do disco, “Keep me in mind”, e a cretinice se instala de vez. Essa faixa é um pastiche desacelerado dos Strokes, que vexame, que mico, justamente para quem já participou diretamente de dois dos maiores discos da história do rock brasileiro: “Bloco do eu sozinho” e “Ventura”. Não vou nem comentar a presença do músico Moretti, por que de fato ela não aconteceu, ainda mais com esse timbre ridículo de caixa e bumbo. Acho até que ele deveria ter arranjado algum tempo no Brazil e feito um curso intensivo com Pantico ou Pupilo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas o pastiche continua na faixa seguinte, “How to hang a warhol”, em que parece que Juliann Casablancas, vocalista e líder dos Strokes, depois de tomar trezentas caipirinhas nos cabarés da Lapa, resolve dar uma canja.Binki Shapiro, namorada de Fabrizio e modelo profissional volta a atacar em, “Don`t watch me dancing”. Ao longo dessa cansativa audição, não sei se a banda tenta parecer Cat Power ou Cowboy Junkies, mas see que ela não conseguiu um mínimo de legitimidade. No entanto o tratamento mais radical contra a insônia só termina onze faixas depois, com “Evaporar”, um letárgico Rodrigo Amarante desfiando uma pífia filosofia sobre o tempo, que só faz reafirmar a certeza de que o primeiro disco do Little Joy é uma verdadeira perda de. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eis os responsáveis:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fab Moretti – guitarra / vocais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Binki Shapiro – vocais / teclados&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rodrigo Amarante – vocais / guitarra / teclados&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todd Dahlhoff - baixo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Noah Georgeson – guitarra / teclados&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-8296490365775865964?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/8296490365775865964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=8296490365775865964' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/8296490365775865964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/8296490365775865964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2009/05/little-joy-sonifero-para-cavalo-atraves.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SgiX6z99cJI/AAAAAAAAAx0/ICL8zvT4N6k/s72-c/Little_Joy_-_Little_Joy_-_capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-6882876997262235249</id><published>2009-02-25T11:38:00.000-08:00</published><updated>2009-02-25T11:41:55.180-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SaWejMnxrAI/AAAAAAAAAvk/UMJbfReAAsI/s1600-h/icky.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306822063446666242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 328px; CURSOR: hand; HEIGHT: 347px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SaWejMnxrAI/AAAAAAAAAvk/UMJbfReAAsI/s400/icky.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffff66;"&gt;&lt;strong&gt;Ick Thump – White Stripes&lt;br /&gt;A excelência do som cru&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Virtuosismo não existe no universo bizarro do White Stripes. Meg não toca porra nenhuma de bateria e Jack White engana direitinho na guitarra. Isso é o essencial. Esse é o segredo. Simplicidade e autenticidade. Se fosse o cuzão de David Weckel na bateria, não funcinava. Se fosse o debilóide Malmsteen (sei nem se é assim que se escreve, foda-se) também não funcionava. Tem que ser cru, só assim a verdadeira dimensão desse som aparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E digo mais, atitude, eis a questão. De que adiantam trezentas notas por segundo, quinhentos acordes complexos em um emaranhado cerebral de andamentos? No rock isso não funciona. O que vale é pegada e palco, sem parafernálias. O recado dado cuspido, em adrenalina ultra-exaltada. O exagero é parte da identificação. O nariz aponta por sobre os prédios e a nuvem suja de carbono e metais pesados. A agonia de estar vivo dentro de um ônibus transuburbano é o combustível da urgência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escute “Ick Thump” sem se preocupar com rótulos, isso fica para farmácia, que tem os genéricos em fila, ao lado das marcas de classe. É claro que é show busines, aqui não tem nenhum otário. É claro que existe uma força de mercado. Mas quem pode viver sem isso? Quem é seminal? Quem vive numa caverna que não seja digital? Aponte pelo menos um. A questão não é filosófica, é existencial, sem ser existencialista.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306822239855208642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 375px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SaWetdy2aMI/AAAAAAAAAvs/wF7KBx8wyN8/s400/250px-Meg_White_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Meg é ex-esposa de Jack. Casaram-se em setembro de 1996 e separaram-se em 2000. E daí? Mege só usa dois pratos, caixa e bumbo. Tons, surdos e cimbals são terras estrangeiras para ela. E daí? O que importa é que ela toca alto, só perde o tempo de vez em quando. Jack White tem obsessão pelas válvulas e cordas de grosso calibre. O volume é estrondoroso. Ele só conhece as pentatônicas e algumas escalas de blues. E daí? O que vale é o conjunto da obra, estranha, escatológica, seminal, vindo diretamente das entranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para contrariedade geral dos puristas e das frescuras diversas, eles vendem assim mesmo e seu público não é formado por babacas universitários que se lombram o tempo inteiro. Eles estão fora da mesmice alternativa, nossa que nojo. A batida de Jack não é diretona, plein, plein, plein, plein até torrar o saco. Nem existe melancolia no olhar junkie de Meg. Esse é o sexto álbum dessa dupla, que segundo a crítica do primeiro, estaria fadada ao fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ick Thump” foi lançado em cd, em vinil 180 gramas (com tratamento hipnótico) e lançado em pen drive de 512 MB[8]. Há duas versões: uma retratando artisticamente Jack, e a outra retratando Meg. A produção será limitada a 3 333 unidades de cada um, já são raridades, disputadas à tapa. O álbum já vendeu milhões. E daí? O que importa é o som cru na caixa, fazendo o circuito integrado do seu som gozar de volume. Isso é energia pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias faixas merecem destaque, aliás o disco inteiro é maluco.”Ick Thump” é uma porrada de abertura, com Jack aloprando com o pedal Whammi, em oitavas alucinadas. O riff é estranho, parece uma gaita de foles, que é usada de verdade em outra faixa do disco. O timbre da guitarra nessa música demonstra o que você encontrará ao longo do disco inteiro. Timbres valvulados, gordos e cremosos, no talo. “300 M.P.H. Torrential Outpour” merece uma atenção especial, pela sua melodia delicada, em meio ao furacão geral do disco.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306822380992620194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 231px; CURSOR: hand; HEIGHT: 303px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SaWe1rkoZqI/AAAAAAAAAv0/-5jq4eG2Q00/s400/180px-Jack_White_WF.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;“Conquest” também já foi um hit em uma outra encarnação. Simplesmente demais. O seu senso de humor é fundamental. Sua passionalidade é pura adrenalina. Imperdível. Madonna deveria escutar todo dia, talvez ela apressasse a menor pausa e nos deixasse em paz de uma vez por todas. “Brone Broke” é um direto no fígado. Suja e bela. “Litle Cream Soda” já nasceu clássica. É porrada, velho. É de tirar o fôlego, guitarra detonada em grande estilo. “Rag and Bone” é a mais charmosa do disco, cheia de blues, etílica como devem ser todas essas referências. Também imperdível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Marty for my Love for You” é o tipo de faixa que você escuta e não esquece mais. Tem uma introdução sombria de órgão e guitarra imperdível. O clima de badala caminha para uma segunda parte arrasadora. Essa é a sua trilha sonora para espantar o tédio. Você ainda tem “Catch Hell Blues” na manga para espantar aquela visita indesejada. Não morra antes de escutar “Ick Thump”, essa é uma obrigação. Essa é uma das poucas vezes em que o sistema chuta o próprio rabo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-6882876997262235249?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/6882876997262235249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=6882876997262235249' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/6882876997262235249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/6882876997262235249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2009/02/ick-thump-white-stripes-excelencia-do.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SaWejMnxrAI/AAAAAAAAAvk/UMJbfReAAsI/s72-c/icky.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-4350343923506468375</id><published>2009-02-25T10:17:00.000-08:00</published><updated>2009-02-25T10:21:42.840-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SaWLqe8v45I/AAAAAAAAAvM/Dm_rhGfBDZ0/s1600-h/africabrasil-jorgeben.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306801297904624530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SaWLqe8v45I/AAAAAAAAAvM/Dm_rhGfBDZ0/s400/africabrasil-jorgeben.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffff66;"&gt;&lt;strong&gt;Jorge Bem – África Brasil&lt;br /&gt;Fusão acima de tudo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Antes mais nada, desculpem o hiato, um estio de postagens, pura falta de tempo. Falo com meus possíveis leitores. Rafael tem pelo uns vinte leitores. Caso eu tenha nenhum, não faz mal, eu escrevo defendendo o anonimato, essa referência obrigatória dos dias atuais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Bem nunca foi uma unanimidade. Ainda bem. Sempre tentaram rotular sua música, nunca conseguiram, ainda bem. Quando ele apareceu com o seu primeirão: “Samba Esquema Novo”, ele foi acusado de ter traído o movimento eterno do samba. Ainda bem que ele traiu essa merda de movimento purista. Isso era 1963, ano de véspera do golpe militar, outra merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda por quinze discos Jorge se manteria fiel ao violão. Mesmo sem agradar a gregos e troianos e sem amenizar a pecha de traidor do movimento. Ele sempre foi acusado de ser alienado ou até mesmo alienígena, em terras de resistência pura aos anos de chumbo. É verdade que os vendidos ao sistema existiam de ruma e magote. Não era o seu caso, que seguia, nem sempre em paz, em sua auto-missão de procurar novos rumos para a fatídica música popular brasileira. Mais conhecido lá fora do aqui. Mais respeitado lá fora do que aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade “aqui” é uma cesta cheia de pequi, em que a mídia se encarrega de mitificar o mais do mesmo, em que os diferentes se esforçam para não caírem na marginalia geral da ignorância cultural. Só em seu décimo sexto disco é que Jorge Ben resolve plugar sua guitarra, ainda bem. O resultado é um brado mais alto, além das terras tupiniquins. “África Brasil” surge como um manifesto de movimento nenhum, é um tributo sincero à espontaneidade. Claro, tudo muito intencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem fale em trilogia: “Tábua de Esmeralda”, de 1972; “Solta o Pavão”, de 1974; e “África Brasil”, de 1976. mas entre esses lançamentos existem ainda “Gil e Jorge”, ao vivo, um verdadeiro desbunde geral, irresistivelmente antológico, de 1975, um audacioso álbum duplo; e Jorge Bem à L’Olympia, outro disco ao vivo, tocado, gravado e lançado na França, também de 1975. Realmente todos esses discos representam uma grande fase de Jorge Ben, responsável pela sedimentação do prestígio desse músico dono de uma linguagem própria, um inventor.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306801391574952610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 355px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SaWLv75fqqI/AAAAAAAAAvU/5RnlxVk3c4w/s400/60851.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, “África Brasil” é único, como diria Torquato Neto, pessoal e intransferível. Eis uma propriedade universalmente sem posses, ainda bem. Esse bólide destruidor de redutos reúne rock, funk, samba, batuque, candomblé, jazz, bossa e o que você possa imaginar de swing, de síncopes, de fragmentos estéticos. Esse é o inventor dentro do seu laboratório. Como peça de estranhamento a sua retórica toma as rédeas daquilo que não se quer com um único prumo. Os temas passeiam pelo esoterismo, pelo existencialismo e pelas sutilezas surreais de uma sociedade nada pacata, nada inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ponta de lança africano” é o que se pode chamar de abertura de um trabalho. Devia ser tombada como patrimônio imaterial. É pra ser ouvida no talo, sem a menor consideração pelo silêncio sagrado. Esse é um testemunho vivo da cultura brasileira. Sem palavras. Escute meu velho, ou então fique nessa sua merdinha de mundo bitolado. Umbabarauma é o nome do cara. A guitarra phase de Jorge abre alas, em um verdadeiro batalhão de choque. Swing. Swing. Swing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hermes Trismegisto escreveu” é um a espécie de releitura de um tema do disco “Tábua de Esmeralda”. É histórica, sem nenhum perdão. Essa é uma banda em grande forma. Arranjo simples e certeiro como um canivete em beco escuro. Pura marginalia. É impossível ficar parado. Depois vem “O filosofo”, ironicamente bela, trata da simplicidade com uma elaborada linguagem musical. Uma das melhores introduções de todos os tempos. Uma verdadeira aula sobre música popular pra idiota nenhum confundir balanço com bossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meus filhos; meu tesouro” é um verdadeiro achado. Cheia de malícias e malandragens. Um dos textos mais atuais. É quando a contemporaneidade pede pinico. Ironia fina. Continue com o volume no talo, qualquer coisa compre outros autofalantes, vale a pena. “O plebeu” é uma verdadeira pérola retirada das entranhas do universo pop de Jorge Ben. O gênio revisita seus ancestrais com a elegância de um ogan. “Taj Mahal” é outra releitura, agora em versão alucinada e definitiva. A metaleira dá o tom apoteótico. Aqui o som já virou festa. Uma batida de guitarra inimitável. É só dele essa pegada.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306801664830128338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 257px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SaWL_12mwNI/AAAAAAAAAvc/xZkebTrY9h4/s400/disco_jorgeben.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;“Xica da Silva” é outro clássico que também devia ser tombado como patrimônio imaterial. O timbre do baixo de Dadi na introdução dessa música é um caso à parte, inesquecível e documental. O arranjo vocal é outra instituição pop. Essa é a levada esperta, o groove falado. “A história de Jorge” é simplesmente deslumbrante, com introdução de percussão antológica e destaque para os teclados de José Roberto Bertrami, da histórica banda Azymuth, uma das mais importantes do jazz moderno universal. Swing. Swing. Swing. Ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Camisa dez da Gávea” é outro clássico, com pegada de terreiro africano. Uma fábrica de timbres. Continue com o volume no talo, sem concessões. “Cavaleiro do cavalo imaculado” é a que tem mais pegada, é a que tem mais pique, acelerada e épica, não menos do que étnica. Você já devia ter trocado as caixas de som e deixado mais algumas de reserva. “África Brasil (Zumbi)” é outra espécie de releitura. Todo disco histórico tem que ter uma faixa de abertura que diga logo a que veio e uma faixa de encerramento pra deixar o rastro na história. Esse é caso de “África Brasil”, demais, demais, demais... nunca é demais ouvir esse disco histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda: só tem fera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Bem – guitarra phase e voz&lt;br /&gt;Dadi – baixo&lt;br /&gt;Pedrinho – bateria&lt;br /&gt;José Roberto Bertrami – teclados e arranjos de orquestra&lt;br /&gt;João Bum – piano&lt;br /&gt;Luna – surdo&lt;br /&gt;Neném – cuíca&lt;br /&gt;Gustavo / Joãozinho / Canegal e Doutro – percussão&lt;br /&gt;Djalma Correia / Hermes e Ariovaldo – tumbas, congas e atabaques&lt;br /&gt;Joãozinho e Wilson das Neves – timbales&lt;br /&gt;Darcy – piston&lt;br /&gt;Márcio Montarroios – piston com bacus berry&lt;br /&gt;Bigorna – sax e flauta&lt;br /&gt;Oberdam – sax&lt;br /&gt;Regina / Evinha / Claudinha e Marisa Waldyr - vocais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá direto ao assunto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://moscafree.blogspot.com/2008/03/jorge-ben-frica-brasil-1976.html &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-4350343923506468375?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/4350343923506468375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=4350343923506468375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4350343923506468375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4350343923506468375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2009/02/jorge-bem-africa-brasil-fusao-acima-de.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SaWLqe8v45I/AAAAAAAAAvM/Dm_rhGfBDZ0/s72-c/africabrasil-jorgeben.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-6588624312777874212</id><published>2009-01-19T10:33:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T10:40:56.569-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SXTIV8QrjrI/AAAAAAAAAr8/4VkWNBJJ7og/s1600-h/Carlos%2520Santana%2520Buddy%2520Miles%25201972.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SXTIGg-mK2I/AAAAAAAAAr0/iNYw9D8tQOg/s1600-h/200px-Carlos_Santana_%2526_Buddy_Miles%2521_Live%2521.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293075476324428642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SXTIGg-mK2I/AAAAAAAAAr0/iNYw9D8tQOg/s400/200px-Carlos_Santana_%2526_Buddy_Miles%2521_Live%2521.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Achados e perdidos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffff66;"&gt;&lt;strong&gt;Carlos Santana &amp;amp; Buddy Miles! Live!&lt;br /&gt;Um vulcão psicodélico&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As bandas do início dos anos 70 tinham uma característica de longas improvisações nas músicas durante os shows. Geralmente o clima de criatividade se alongava por vários e vários minutos. Muitos shows tinham um repertório extremamente reduzido, alguns chegando ao absurdo de quatro músicas, devido aos longos improvisos. Nem sempre o resultado era agradável. O que não é de forma nenhuma o caso desse show de Santana e Miles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final dos anos 60 e início dos 70 os festivais eram a grande moda, eventos que reuniam milhares de pessoas e uma gama de atrações. O Summer Festival, acontecido em janeiro de 1972, em Diamond Head, uma cratera de um extinto vulcão, em Honolulu, Havaí, entrou definitivamente para a história após o registro em vinil do show de Santana e Miles, que recebeu o subtítulo de “Energy for the universe from the Center of a volcano”. De fato, a energia desse disco é qualquer coisa do outro mundo. É acachapante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santana tinha se projetado para o mundo todo após o festival de Woodstock. A mistura sonora da sua banda, que fazia um rock misturado ao blues, ao funk, ao swing das percussões latinas e aos elementos psicodélicos da cena californiana, tinha o respeito da crítica e vendia milhões de discos. Buddy Miles era figura constante dos movimentos negros e tinha em seu currículo, além dos seus trabalhos solos, a participação na cultuada Eletric Flag e na mais cultuada ainda Band of the Gypses de Jimmy Hendrix. Esse projeto de tocar juntos não tinha a menor chance de dar errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formação da banda tinha duas guitarras, uma com Carlos Santana e outra com Neal Schon; tinha duas baterias, uma com Buddy Miles e a outra com Greg Errico; Ron Johnson no baixo; Robert Hogins no órgão; Luis Gasca no trompete; Hadley Caliman no sax e flauta; e a incendiária trupe da percussão Coke Scovedo nos timbales, Victor Pantoja, James Mingo Lewis e Michael Carabello nas congas e outros instrumentos. Todos os vocais principais ficaram por conta de Buddy Miles e suas interpretações bem particulares.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293075741346074290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SXTIV8QrjrI/AAAAAAAAAr8/4VkWNBJJ7og/s400/Carlos%2520Santana%2520Buddy%2520Miles%25201972.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O disco abre com “Marbles”, uma composição de J. Mclauglin, com um linha de órgão abrindo os trabalhos, mostrando logo de cara o swing da banda. Nessa faixa Santana faz um solo dentro do seu estilo, com muito sentimento, escalas pentatônicas, bends aloprados, texturas inusitadas de wha e volume ensurdecedor. Sem intervalos a banda passa para “Lava”, o swing é mantido e Santana continua solando alucinadamente. O que eu acho incrível em Santana é a capacidade dele mudar de timbre em um mesmo solo, explorando todas as cores do grave e do agudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seqüência vem “Evil Ways”, clássico de Santana, com direito a levada mais acelerada, vocal inflamado, percussão de palmas, grande solo de órgão, solo modal de sax inspiradíssimo, um solo de trompete virtuoso e naipe de metais. Essa versão acabou se tornando um clássico do clássico. Depois de uma convenção meio embolada das duas baterias, a banda entra em “Faith Interlude”, um clima de percussão e vocal inflamado, preparando para “Then Changes”, sucesso de Buddy Miles, em uma de suas versões mais legais. É impossível alguém ficar apático a esse swing. Simplesmente demais. O solo de Santana nessa música é cheio de fuzz e levadas de wha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco fecha com uma longa improvisação de vinte e quatro minutos na música “Free form funkafide filth”. Essa faixa condensa todo o psicodelismo do período, com sons experimentais e liberdade de criação. Os solos de Santana revelam toda a sua investida na busca espiritual oriental, que tinha como parceiro de viagem Mclaughlin, George Harrison e tantos outros. O solo de sax dessa faixa também é uma viagem e tanto. Essa música é para ser detonada em volume máximo, no 11, sem a menor piedade. Esse disco é um grande achado. Não perca a oportunidade de escutá-lo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-6588624312777874212?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/6588624312777874212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=6588624312777874212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/6588624312777874212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/6588624312777874212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2009/01/achados-e-perdidos-carlos-santana-buddy.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SXTIGg-mK2I/AAAAAAAAAr0/iNYw9D8tQOg/s72-c/200px-Carlos_Santana_%2526_Buddy_Miles%2521_Live%2521.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-2290958886153171635</id><published>2009-01-19T07:24:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T07:31:55.954-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SXSbo0C54uI/AAAAAAAAArk/GCkxL3kCGWg/s1600-h/200px-MahavishnuOrchestraInnerMountingFlamealbumcover.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293026587535074018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SXSbo0C54uI/AAAAAAAAArk/GCkxL3kCGWg/s400/200px-MahavishnuOrchestraInnerMountingFlamealbumcover.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Clássicos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Inner Mouting Flame – Mahavishnu Orchestra&lt;br /&gt;Uma viagem sonora e espiritual&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;No início dos anos 70 existia uma tendência natural entre a maioria dos jovens de quebrar barreiras, de desencanar fronteiras, de provocar misturas e ridicularizar preconceitos. Também existia uma onda revolucionária na política, marcada por grandes conflitos internacionais. A economia estava em crise, devido à alta do petróleo. Havia também um encanto ingênuo com a indústria pop, viabilizada pelo excesso de exposição facilitado pelo avanço da mídia e pela conquista de mercados através de vendas exorbitantes para o momento. Em contra ponto a essa tensão gerada por esses fenômenos, surgia também uma busca espiritual gerada pelo fascínio das filosofias orientais, além de um fortalecido movimento em defesa e preservação do meio ambiente. A Mahavishnu Orchestra é uma mistura de tudo isso, com uma desconcertante legitimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formação essencialmente elétrica dessa super banda fazia parte de um processo de radicalização musical frente ao purismo cultural do jazz, que não admitia fusões e nem amplificações, dirá distorções. A Mahavishnu seguia a trilha aberta por artistas como Miles Davis, Weather Report, Frank Zappa, Lifetime, Colosseum e outros, através da fusão do jazz a outros gêneros, como o rock, o blues, o soul, o clássico e a música de vanguarda, além de outros inúmeros elementos estéticos. A ordem era misturar sem constrangimentos ou barreiras. Obviamente a indústria cultural agradecia e apoiava todas as experimentações, o que representava para ela carne fresca no mercado. Tanto é que “Inner Mounting Flame atingiu o décimo primeiro posto da parada da Billboard. Uma verdadeira façanha para a música instrumental. Para os artistas era a fama e a fortuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio às experimentações da música de vanguarda clássica, ao free jazz, ao glam rock, ao rock progressivo, aos proto-punks e ao apelo venal da música pop, aparece o jazz fusion da Mahavishnu Orchestra, tocado em volume extremo, através de uma agressividade complexa, cheia de texturas, virtuosismos, improvisações, atitude pop, técnica, estética e muita competência criativa. A própria formação da banda já era a alegoria da quebra de barreiras, todos da formação original, iniciada exatamente nesse disco, são de países diferentes. A idéia era fazer mesmo um som universal, que congregasse inúmeras linguagens, misturando tensão e relaxamento, a partir de uma visão musical sem fronteiras, o que você vai encontrar no primeiro disco da banda "Inner Mouting Flame".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líder da banda, o impossível e iluminado guitarrista John McLaughlin vinha da Inglaterra. O visceral e pesado baterista Billy Cobham é panamenho. O violinista Jerry Goodmam, ex-membro da lendária banda de jazz-rock The Flock, é americano, dono de um vocabulário que abrange do clássico ao folk, do rock ao experimentalismo. O hiper elétrico e eletrônico tecladista Jan Hammer é theco. O reservado baixista Rick Laird é irlandês. Todos eles com currículos extremamente respeitados. Juntos eles protagonizaram shows lendários e incendiários, como também deixaram um verdadeiro legado musical de originalidade, talento e competência. Um deles é “Inner Mounting Flame”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco foi lançado em 1971, com produção de John McLaughlin e trabalhos de engenharia por Don Puluse. “Inner Mounting Flame” tem som na cara em altíssimo volume, destacando o timbre distorcido de válvulas fritando da guitarra de corpo sólido - double neck SG, da Gibson - de Mclaughlin, contrariando a mesmice cansativa dos timbres limpos de guitarras acústicas jumbo com chorus leve e amplificadores politone da maioria dos guitarristas de jazz tradicional. A mixagem também destaca o som pesado da bateria de Billy Cobham, que tem uma pegada diametralmente oposta àquela dos bateristas de jazz tradicional, que pedem desculpas por tocarem seus instrumentos.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293027035094784466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 376px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SXScC3VdGdI/AAAAAAAAArs/0NhUn3uSQmM/s400/MO3a.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O disco abre em grande estilo com “Meeting of the spirits”, um dos clássicos do jazz-rock, com riff poderoso de guitarra e violino,convenções, mudanças de andamento e passagens climáticas de tirar o fôlego. A improvisação de guitarra dessa faixa é simplesmente espetacular. “Dawn” é uma balada cheia de carisma, conduzida inicialmente pelos acordes invertidos de Jan Hammer e pelo violino melódico de Jerry Goodmam, logo seguido por um solo de timbre abafado de Mclaughlin, que leva a uma mudança de andamento e um instigante improviso de violino, com volta final para o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Noonward race” começa com um duelo de guitarra e bateria incendiário e delirante, peso total. Depois que a banda entra no tema você se depara com um impressionante solo de violino com mutron. Essa faixa é para detonar os alto-falantes disponíveis e indisponíveis. O solo de piano eletronicamente modificado de Jan Hammer é outra pérola. Os improvisos seguidos assumem um nítido clima de palco, com gravação ao vivo. Essa faixa é arrasadora. “A lótus on irish streams” é uma viagem espiritual, calma, exotérica e acústica, com melodia inspirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vital transformation” começa com um groove poderoso de bateria, Billy Cobham detonando em sua bateria de peças acrílicas. Depois o tema segue caminhos mágicos, com passagens climáticas. Depois disso é improvisação espetacular de guitarra e mais guitarra. A força de improvisação de Mclaughling é capaz de quebrar as moléculas existentes na sala. “The dance of maya” é um dos maiores clássicos de todos os tempos do jazz-rock. Essa faixa tem um clima épico, com harmonia circular, mudanças de andamentos inusitadas e improvisações históricas e uma arrebatadora levada blues sem precedentes. Faixa obrigatória para qualquer um peduvido esperto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“You know, you know” também tem o mesmo clima de encantamento da faixa anterior. Começa lentamente, com a exposição do tema, vai ganhando volume e corpo aos poucos. É a mais climática do disco. “Awakening” fecha o disco da mesma forma que ele foi aberto, com um som magistral, com um peso instrumental extremamente visceral, com convenções espetaculares e escalas rápidas, todo mundo tocando junto. Depois abre para os improvisos massacrantes. É também uma faixa para detonar a parede do vizinho. Essa música é rápida o bastante para criar em suspense as expectativas para o próximo disco da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Inner Mounting Flame” é simplesmente imperdível. Ouvindo esse disco você vai descobrir as inúmeras chupadas descaradas de alguns “virtuoses” contemporâneos. Não vacile. Vá direto para a audição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.torrentreactor.net/torrents/933136/The-Mahavishnu-Orchestra-with-John-Mclaughlin-The-Inner-Mounting-Flame-(MFSL)-P-1971(Pugz-256k-mp3) &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-2290958886153171635?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/2290958886153171635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=2290958886153171635' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/2290958886153171635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/2290958886153171635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2009/01/clssicos-inner-mouting-flame-mahavishnu.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SXSbo0C54uI/AAAAAAAAArk/GCkxL3kCGWg/s72-c/200px-MahavishnuOrchestraInnerMountingFlamealbumcover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-544576413877784339</id><published>2009-01-19T04:01:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T04:05:10.059-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SXRsAqiUf_I/AAAAAAAAArU/1EmK7AqZvDI/s1600-h/200px-TomWaits-BoneMachine.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292974220741214194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SXRsAqiUf_I/AAAAAAAAArU/1EmK7AqZvDI/s400/200px-TomWaits-BoneMachine.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Clássicos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffff66;"&gt;Bone Machine – Tom Waits&lt;br /&gt;O existencialismo surreal de um trovador&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Alguns o rotulam como experimentalista, outros o tratam como maldito e alguns fazem referências reservadas à sua relação estreita com o bizarro e o grotesco, como se fora fruto de uma mente atormentada. Muitos dão às costas à sua estética musical, fugindo dela como os cães fogem das entidades soturnas da noite. Já outros percebem o poder das suas letras e das suas composições, que funcionam como toras de madeira que flutuam ofertadas após um naufrágio trágico. No entanto, poucos têm a devoção que eu tenho por Tom Waits e seu universo existencialista e surreal, enquanto que sagrado e profano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente não é uma experiência comum ouvir Tom Waits. Sua figura em palco também não é menos estranha. Suas letras extrapolam de todas as formas o tradicional e as receitas de flatulências fartas do mundo pop. Sua voz... Sua voz?! Bem, sua voz é simplesmente um instrumento de travessia entre as dimensões da vida e da morte. Ela é rouca, áspera, grave, soturna, contundente, misteriosa, cínica, irônica, confessional, lírica, sentimental, estratosférica e esquisitamente poderosa em seu encantamento de tudo aquilo que respira e vibra, mesmo que de vidro, de aço, de plástico, de carne, sangue e ossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O muro para Tom Waits pode representar uma clausura enquanto fechado em seus fetiches pós-modernistas ou uma libertação enquanto destronado pelas alternativas de convivência com o decadente e ilusório, que se tornou o mundo da alta tecnologia, com suas exclusões clássicas, suas mercadorias, seus consumos e seus acúmulos de lucros. Mas nunca representa para ele o lugar ideal para sentar a bunda e ficar apreciando a paisagem de aniquilamento, com a baba descendo pelo canto da boca. Por isso que ele é infinitamente radical. Por isso que a sua alma é habitada por subúrbios, por trilhos de metrô que se cruzam em uma malha subterrânea, por transeuntes maculados pela vida, que desafogam ou afogam suas mágoas em templos, em infernos ou em bares enfumaçados.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292974404307264898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 271px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SXRsLWX4JYI/AAAAAAAAArc/MOJ-WaVL0Qg/s400/17090101-17090103-large.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Tom Waits nunca gasta por conta. Sua música é minimalista em seu instrumental, mas transborda elementos em seu entrelaçamento estético. É possível escutar em suas composições traços do blues, do gospel, do rock, da música de cabaré, do jazz, da vanguarda, das trilhas de filmes e de teatro, entre outros itens mais exóticos como o tribalismo e os ruídos. Suas letras são existenciais, com traços fortes do surrealismo, além de um vasto rebotalho urbano, em que a vida, a morte, as demências, os assassinatos, as prostitutas, o amor e o esplendor vivenciados nos cantos e recantos das metrópoles são abordados com freqüência. O olhar de Tom Waits é povoado por ruas, avenidas, pontes, viadutos, carros, vitrines, prédios, terrenos baldios, lixos e mais lixos, vez ou outra parques, além do ser humano em suas mais variadas vertentes, com ou sem segredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bone Machine” é o décimo quarto disco de Tom Waits, realizado em 1992, pela Island Records. Esse é um disco referencial em sua carreira, não só pelos prêmios arrebatados e pelo deslumbramento da crítica especializada do mundo todo, mas também pela preservação da ousadia sonora e pela liberdade de criação. O disco foi gravado em uma sala de cimento cru, provedora de uma rica textura de ecos sutis, do Prairie Sun Recording studios, na California. A instrumentação, orquestração e arranjos são tão bizarros quanto às temáticas das composições, algumas já clássicas do cancioneiro alternativo internacional. A crítica alardeou as participações de Les Claypool, do Primus, e de Keith Richards, dos Stones. No entanto, elas passam apenas a fazer parte de um universo particular do autor, sem a menor chance de roubarem a cena ou qualquer coisa que o valha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dissonâncias permanecem, bem como um certo ar teatral das interpretações. As percussões metálicas povoam todo o disco, além de guitarras acústicas, distorcidas e com timbres inusitados, fazendo companhias a pianos e baixos acústicos encharcados de melancolia soturna. Vez ou outra aparece uma bateria pela metade. Esse é o mesmo caso de alguns sopros. A mixagem das músicas também preserva o estranhamento característico desse autor, que é um dos mais inquietos e radicais de todos os tempos. O resultado final é um dos discos mais importantes da cena contemporânea, simplesmente único. Prefiro não falar das faixas e mandá-los diretamente para a audição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.torrentreactor.net/find/tom-waits-bone-machine &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-544576413877784339?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/544576413877784339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=544576413877784339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/544576413877784339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/544576413877784339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2009/01/clssicos-bone-machine-tom-waits-o.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SXRsAqiUf_I/AAAAAAAAArU/1EmK7AqZvDI/s72-c/200px-TomWaits-BoneMachine.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-1413718062161221608</id><published>2009-01-06T10:21:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T10:27:22.496-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SWOiUuzHmhI/AAAAAAAAAqc/4kaq0atXxtU/s1600-h/Digitalizar0003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288248864506616338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 392px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SWOiUuzHmhI/AAAAAAAAAqc/4kaq0atXxtU/s400/Digitalizar0003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;&lt;strong&gt;As Claras - Bá Freire&lt;br /&gt;Música brasileira para brasileiros gringos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um disco repleto de brasilidade e muito sentimento musical é o que você encontra em “Às Claras”, terceiro disco de Ba Freyre, esse paraibano de coração caririense e voz internacional. Dono de harmonias sofisticadas e melodias que extrapolam em sensibilidade, Ba reaparece em disco com a maturidade própria de quem está há muito tempo na estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ba tem uma ligação muito forte com o Cariri. Aqui ele fez parte da grande banda “Ases do Ritmo”, com uma formação inesquecível: Cleivan Paiva, Hugo Linard, Demontie de Lamone, Neno Batera, Fanca, Jairo Starkey e Bill Soares, que depois faria parte do “Papa Poluição”, lendária banda de rock-rural. Depois Ba liderou um dos grupos mais promissores da música nordestina daquele período: “Aves de Arribação”, participando com destaque em vários festivais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo contava então com essa formação: Ba Freyre; Cleivan Paiva; Izanio Santos, que também fez parte do “Ases do Ritmo”,; Demontier de Lamone; e Tapioca (Audizio Gomes), também conhecido como Audizinho, que também fez parte dos Ases do Ritmo e do grupo “Nessa Hora”, que acompanhava Abidoral Jamacaru.Depois de conseguir ganhar prestígio no meio artístico de São Paulo, o grupo acabou se desfazendo e cada um seguiu seu caminho artístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ba lançou seu primeiro disco, “Nação Cariri”, depois de desenvolver uma sólida carreira de shows e parcerias importantes em São Paulo, como Tom Zé e Zeca Bahia. Como todos de sua geração, sofreu na pele a imensa dificuldade para lançar o trabalho em vinil, pois o mercado era extremamente fechado e os custos eram exorbitantes. Mesmo assim lançou esse disco com composições com o seu parceiro maior Rosemberg Cariry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muitas andanças Ba viaja para Israel e lá consegue se destacar em diversos festivais de jazz, devido à sua forte formação musical brasileira. Lá ele formou sua banda e fez carreira reconhecida nacionalmente naquele país e lançou seu segundo disco, sendo esse ao vivo. Já com um nome feito e uma reputação de cantor e compositor de latin jazz, Ba Freyre desenvolveu sua carreira pela Europa, participando de vários festivais, chegando a abrir um show de Gal Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Às Claras” é uma espécie de balanço geral de todas essas experiências. É um disco que tem bossa, samba, xote, bolero, funk e baladas, além da étnica “Bahia Lugar de Amor”, faixa que fecha o disco, apontando para uma mistura de ritmos e culturas. Todas as faixas do disco respiram, inspiram e transpiram a brasilidade musical de Ba Freyre, formado na escola nordestina de Luiz Gonzaga e Hermeto Pascoal, bem como no delírio harmônico da bossa-nova. O disco conta com o apoio dos músicos Ítalo Almeida, teclados e arranjos; Cainã Cavalcante, violões, guitarras, cavaquinhos e violas; e Miguéias de Sousa, baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os destaques vão para as faixas “Acender”, um sambossa de harmonia elegante e melodia sofisticada; “O canto da volta”, um baião irresistível, cheio de manhas e malandragens de quem conhece esse ritmo com identidade legítima; “Toma lá dá cá”, um sambafunk com groove classudo, cheio de grife brasileira; “Deusa do Oriente”, uma pegada étnica com swuingue policultural, com ecos da África e de Cuba; “Céu da boca”, uma parceria minha e dele, nascida na mansidão do Parque Ibirapuera, de São Paulo, em uma tarde inesquecível: pelas cores, pelos brilhos, pela viagem, e pela amizade selada em grande harmonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Flor da Magia” é uma faixa que merece destaque especial, pela sua harmonia e pela sua melodia, além da interpretação inspirada de Ba Freyre. A letra é de Zeca Bahia, autor de várias músicas inesquecíveis, como “Porto Solidão”. O tratamento acústico dado a essa composição faz dela uma das grandes canções de 2008. Essa é uma grande composição, rara em nosso cenário atual e que confirma o talento nato de compositor desse paraibano de Souza. Além de todo esse talento indiscutível, Ba é um músico extremamente moderno e um cantor de mão-cheia, com uma afinação perfeita e um timbre de voz que recebeu com agrado a generosidade do tempo. É com uma satisfação imensa que eu digo: que bom rever você meu amigo! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-1413718062161221608?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/1413718062161221608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=1413718062161221608' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1413718062161221608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1413718062161221608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2009/01/as-claras-b-freire-msica-brasileira.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SWOiUuzHmhI/AAAAAAAAAqc/4kaq0atXxtU/s72-c/Digitalizar0003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-3017879940447624175</id><published>2009-01-05T08:26:00.001-08:00</published><updated>2009-01-05T08:28:11.921-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SWI03JFYXVI/AAAAAAAAAqM/8A5ux1GSaGA/s1600-h/CapaCD_Cabelos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 286px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SWI03JFYXVI/AAAAAAAAAqM/8A5ux1GSaGA/s400/CapaCD_Cabelos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287847034422320466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 102);" class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cabelos de Sansão – Tiago Araripe&lt;br /&gt;A força continua presente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ontem, dia 04 de janeiro de 09, foi o lançamento do cd remasterizado “Cabelos de Sansão”, de Tiago Araripe, editado pelo selo Saravá, de Zeca Baleiro. O palco escolhido foi o do teatro do Sesc em Crato. Foi um dia para rever amigos e relembrar momentos importantes de minha trajetória em São Paulo, na qual vivenciei todo o período de efervescência cultural da Lira Paulistana, em que esse trabalho de Tiago está inserido.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;No início dos anos 80 a cidade de São Paulo foi arrebatada por uma cena artística musical revolucionária, com as tendências independentes apresentando suas alternativas de criação e difusão, enquanto que o esquemão apostava suas fichas na rebeldia fake do chamado brock e no pastiche pop da sonoridade plastificada dos Olivetes e Massadas da vida. Eram tempos de crise e de esperança, pois prenunciava no horizonte a concretização do fim da criminosa ditadura militar.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Além dos chavões de praxe, nomes como Ritchie; Itamar Assumpção; Absynto; Grupo Um; Radio Táxi; Aguilar e Banda Performática; Marquinhos Moura; Arrigo Barnabé; Tiago Araripe; Tetê Spíndola; Eliete Negreiros; Pé Ante Pé; Rumo; Premê; Língua de Trapo; RPM; Rosangela; Jessé; e tantos outros tragáveis e intragáveis dividiam inusitadamente o mesmo tanto que extremadamente as atenções e as intenções. Aparentemente havia espaço para todos, no entanto os independentes conquistavam terreno com unhas e dentes.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Para mim foi um momento de grandes descobertas e muito dinamismo. Por minha conta eu misturava, a partir de um radicalismo jamais repetido, Derrida e Lacan com Leonardo Boff e Ariano Suassuna; Zappa e Sun Ra com João do Vale e Elomar; Foucoult e Barthes com Leminsk e Mautner; Husker Dü e Sonic Youth com Medusa e Tiago Araripe; além de outras receitas mais insondáveis envolvendo de Blavatsky a Heisenberg, de Walter Smetack a Terj Rypdal. Tudo isso relembrado em lampejos, ouvindo Tiago Araripe falar mansamente sobre a sua trajetória em São Paulo e a concepção desse grande disco.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O LP foi lançado em 1982 e o cd remasterizado foi lançado no início de 2008. Só agora, no início de 2009 eu tive a oportunidade de colocar as mãos, os ouvidos, a alma e a mente sobre essa sonoridade, agora entendida por mim como transcendental, devido a tantos portais abertos e reabertos por esse autor que sempre esteve para mim tão próximo e tão anonimamente íntimo, seja através do Papa Poluição, que tive a oportunidade de assistir em Fortaleza e Recife, ou seja através das citações carinhosas e inúmeras dos seus companheiros Beto Carrera e Bill Soares, com quem convivi intensamente durante a montagem do show “Notícias Populares”, de Bá Freire.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O tratamento dado ao disco pelo selo de Zeca Baleiro é de uma elegância ímpar. São visíveis o carinho e o respeito ali depositados. Revisitar esse disco depois de tanto tempo, mais de vinte anos, é confirmar que os anos 80 deram frutos saborosos para quem soube enxergar. O disco é absurdamente atual, inclusive em seu senso de humor, como em Meg Magia, por exemplo, uma deliciosa crônica existencial. A musicalidade da banda Sexo dos Anjos permite a longevidade da estética de colagens de Cabelos de Sansão, bem como a lírica epicizante de Tiago garantem um perfeito senso de orientação entre tantas galáxias e nebulosas. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Quando eu ouvi pela primeira vez, no rádio, a música Coração Cometa, anunciada por Maurício Kubrusly, em um programa que ele tinha numa das rádios Fm de São Paulo, – que não lembro qual e nem o nome do programa – em que ele apresentava raridades e novidades, bem como os independentes, eu senti que naquela voz existia uma força criativa sendo trabalhada. Naquele momento eu senti uma grande satisfação e euforia por identificar ali o Crato e o Cariri. Essa sensação eu não havia sentido no show de lançamento e nem nos outros dois shows que eu assisti dele naquele período. O rádio tem essa magia.&lt;/p&gt;    &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Quando eu ouvi ontem Tiago cantando Cabelos de Sansão; Cine Cassino; Fios da Ligth; Estrela do Mar; Redemoinho e Asa Linda; eu senti que aquela força ainda estava ali, agora trabalhada e serena, convivendo equilibradamente entre o passado e o presente. Isso fez com que no palco brotassem novas flores e novos frutos em portais iridescentes, acomodados em uma áurea de sensatez e coerência contagiante. A busca espiritual tem essa magia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-3017879940447624175?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/3017879940447624175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=3017879940447624175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/3017879940447624175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/3017879940447624175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2009/01/cabelos-de-sanso-tiago-araripe-fora.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SWI03JFYXVI/AAAAAAAAAqM/8A5ux1GSaGA/s72-c/CapaCD_Cabelos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-4853833142148393074</id><published>2008-12-27T15:44:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T15:48:13.892-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SVa-f39a3-I/AAAAAAAAAp8/x_baC10DAWk/s1600-h/3_2485_capa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 150px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SVa-f39a3-I/AAAAAAAAAp8/x_baC10DAWk/s400/3_2485_capa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284620667572641762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;   &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 102); font-style: italic;"&gt;Vitrine&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 102);" class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Coração do Homem Bomba Vol. 1– Zeca Baleiro&lt;br /&gt;A volta dos que nunca se foram&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Zeca Baleiro volta em dose dupla, depois de três anos sem lançar um cd de inéditas. Depois do morno &lt;i&gt;Baladas do Asfalto e Outros Blues, &lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;os dois volumes intitulados como &lt;i&gt;O Coração do Homem Bomba&lt;/i&gt;, fincam definitivamente as raízes do Baleiro entre os autores referenciais da musica popular brasileira contemporânea, que atravessa uma das suas piores crises autorais depois da ditadura militar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Muita baboseira tem sido escrita para desmistificar a sofisticação da criação musical, na tentativa de legitimar uma pretensa simplicidade estética das novas composições de Zeca Baleiro nesse projeto. Pura perca de tempo, pura futilidade. Ele não se reinventa, ele não se recicla, nem se debruça sobre o descompromisso, nem se volta para o brega-chic, nem nega as tendências radicais de vanguarda, nem a quilo, nem a metro e nem a litro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Zeca continua sendo apenas o mesmo, aparando as afetações e depurando suas influências, ele apenas está construindo sua carreira com coerência e honestidade. Seu sotaque maranhense permanece nítido, seus decibéis tropicalistas continuam audíveis e sua universalidade não precisa mais de legenda, bem como o seu humor mantém o charme especial de sua obra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Além de toda uma musicalidade permanente, que não perde o prumo e se expande facilmente a cada novo trabalho, o Baleiro tem se revelado um pesquisador das sonoridades coloquiais de nossa linguagem popular. Além disso, a banca de bombons de Zeca ainda oferece drops de versões especiais, com edições limitadas, só para colecionadores. Isso tudo em um só caldeirão não pode ser simples nunca. Pode até parecer simples, mas não é. Existe uma diferença sutil, mas fundamental, entre o imediato e o imediatismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Rock, ska, samba, samba-rock, forró, balada, e revisitações diversas fazem parte do cardápio do &lt;i&gt;O Coração do Homem Bomba, &lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;e tudo misturado, com muito humor e certa dose de cinismo indispensável. A produção enxuta de Zeca Baleiro e Evaldo Luna deixa tudo em seu devido lugar, sem exageros e sem economias retrós. A climática “Geraldo Vandré”, faixa que encerra o Vol. 1, resume em grande estilo a assinatura dessa produção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O disco abre com uma vinheta que anuncia o que se pretende: trabalhar a dualidade do cotidiano imperativo. Tratado aqui na sonoridade dos instrumentos, na sonoridade das palavras, no significado das letras e nas versões das músicas de outros autores. O coração do homem bomba é uma mistura de sentimento e pragmatismo. Tum Tum e bum é a própria distensão dual entre o imaterial e o material, entre o bem e o mal, entre a vida e a morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style=""&gt;Essa dualidade está presente em todas as músicas e vinhetas, em desdobramentos plurais e singulares. Fruto de uma visão poética desnudada da pretensão da tese, munida da observação e da linguagem trabalhada. A sonoridade e a significação de má, na faixa “Você é má”, é o retrato fiel dessa busca lúdica do poeta, que mergulha no maniqueísmo existencial dos anos dois mil, com um humor corrosivo o tanto que simpático, traduzido em neologismos, trocadilhos e assonâncias inesperadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Os destaques são especiais dentre as músicas especiais de um repertório que acerta o alvo por completo, sem terrorismos e horrores. “Você não liga pra mim” é incrivelmente irresistível, um ska sem fronteiras. “Alma não tem cor” é um clássico do Karnak que virou um clássico do Baleiro, imperdível e pronto para repetições exaustivas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;“Aquela prainha” é uma abordagem irônica da ocupação interventora dos gringos no litoral nordestino. “Você é má” é sem explicação, uma obra prima bissexta. “Bola dividida” é um clássico dos anos 70, de Luiz Ayrão, que recebe a etiqueta da grife Baleiro de versões. “Toca Raul” é uma crônica viva de turnês, deliciosamente mitológica. “Geraldo Vandré” é aquela música que faz com que você compre um disco. &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-4853833142148393074?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/4853833142148393074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=4853833142148393074' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4853833142148393074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4853833142148393074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/12/vitrine-o-corao-do-homem-bomba-vol.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SVa-f39a3-I/AAAAAAAAAp8/x_baC10DAWk/s72-c/3_2485_capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-7231871038424940759</id><published>2008-12-22T13:01:00.000-08:00</published><updated>2008-12-22T13:04:43.061-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SVAAqm9UvKI/AAAAAAAAApU/kE0Zygf5xtA/s1600-h/1056399_lenine_musica_180_199.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 199px; height: 180px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SVAAqm9UvKI/AAAAAAAAApU/kE0Zygf5xtA/s400/1056399_lenine_musica_180_199.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282723094917856418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 255, 102);"&gt;Vitrine&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;       &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Labiata&lt;br /&gt;A permanência de Lenine&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Todo o espaço conquistado pelo compositor pernambucano, Lenine, está confirmado com o lançamento do seu novo disco, “Labiata”. Está confirmado com estilo, com elegância, com a apologia certeira de que o menos é muito mais e de que nada vale o virtuosismo se a criatividade e a originalidade não são suas guias. “Labiata” não é coisa que se finda, é coisa que se ilumina lentamente, ao sabor do devaneio, com ou sem trocadilhos.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Diz Lenine que o nome é de uma orquídea, em entrevista para Anderson Dezan, do site de notícias Ultimosegundo, ele afirma: “Três coisas me impressionam neste tipo de orquídea. Em primeiro lugar, a beleza da flor, sua exuberância. Depois, a diversidade da ocorrência dela. São mais de 40 mil espécies espalhadas pelo mundo e é possível encontrá-la no meio do deserto da Austrália, como no Tibete. Em terceiro lugar, a resistência. Ela tem essa capacidade de ser uma flor delicada e robusta. Esses três significantes permeiam o que é a música popular brasileira: a beleza, a diversidade e a resistência”.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;“Labiata” é o oitavo disco de Lenine e o primeiro de estúdio, depois de dois discos ao vivo: MTV acústico e InCité; e de uma trilha para balé Breu, encomendada pelo Grupo Corpo. Duas peculiaridades acompanham esse novo trabalho, o lançamento simultâneo em vinil e a composição integral das músicas feita em estúdio, em pleno período de gravação. Além disso, vale ressaltar a produção requintadamente equilibrada de Jr. Tolstoi e a manutenção da banda base do último disco, com o caririense Pantico, na bateria e Jr. Tolstoi, nas guitarras, efeitos e intervenções; mais o baixo de Guila.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O disco tem as participações super especiais do Quinteto da Paraíba; de Pedro Luís e A Parede; Arnaldo Antunes, em uma expressão sonora e parcerias; Carlos Muñez; e China. Além disso, os três filhos de Lenine fazem vocais na faixa que fecha o disco, “Continuação”, uma das duas músicas de autoria total de Lenine, a outra música é “Martelo Bigorna”, que abre o disco. As outras composições, todas inéditas, Lenine divide com velhos parceiros, como Lula Queiroga, Bráulio Tavares, Dudu Falcão e Paulo César Pinheiro. Dentre essas parcerias existe uma póstuma, com Chico Science, “Samba e Leveza”, dedicada a Goretti, irmã de Chico, que viabilizou a parceria.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O estilo é o mesmo, harmonias dissonantes e levada sincopada, com melodias simples em cima de letras espertas, distantes dos imediatismos de mercado que empesteiam a crise institucionalizada da música popular brasileira. Os traços rockeiros de Jr. Tolstoi permanecem em sua pegada visceral e extremamente contemporânea. Aliás, Jr. Tolstoi é o sideman que qualquer cantor ativo e renovado precisa. Ele é senhor de sua parafernália de efeitos e sabe como poucos guitarristas da nova geração, fazer uma cama de texturas para que a base flua, com peso e delicadeza ao mesmo tempo. O trabalho desse guitarrista esperto, com pedal whammi, na faixa “O céu é muito”, parceria com Arnaldo Antunes, é eficiente, técnico e criativo.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Em seu trabalho de produção, Tolstoi deu a medida exata ao violão de Lenine e fez com que o cantor pernambucano também tocasse guitarra, com timbres limpos descolados. Mesmo nas faixas mais acústicas, que tiram o sono de qualquer produtor, Tolstoi manda bem nas captações e mixagens. As levadas funk das composições de Lenine, também foram bem tratadas, com a cozinha recebendo o devido destaque. Ao longo do disco, Tolstoi utiliza-se de filtros diversos, delays, compressores e reverbs bem dosados, sem a crueza patética de alguns discos indies e sem a plastificação de magazine de alguns discos atuais da MPB.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Os destaque ficam por conta das faixas “Martelo Bigorna”; “A Mancha”, com excelente letra de Lula Queiroga; “O céu é muito”, “É fogo”, tremenda levada; “Ciranda praieira”, extremamente climática, com intervenções, ruídos e efeitos de whammi na guitarra de Jr. Tolstoi; e a excelente “Excesso exceto” , o casamento perfeito entre o peso e a leveza, uma das poucas letras em que Arnaldo Antunes se livra do marasmo eterno do seu eterno nominalismo. Esse é um disco raro em meio a tanta porcaria lançada no mercado, visando as vendas de fim de ano. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-7231871038424940759?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/7231871038424940759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=7231871038424940759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/7231871038424940759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/7231871038424940759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/12/vitrine-labiata-permanncia-de-lenine.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SVAAqm9UvKI/AAAAAAAAApU/kE0Zygf5xtA/s72-c/1056399_lenine_musica_180_199.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-317592167631351204</id><published>2008-12-13T08:08:00.000-08:00</published><updated>2008-12-13T08:12:18.770-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SUPejP-eTFI/AAAAAAAAAoE/v7ImX0Xh1QE/s1600-h/sambrasatriothumbvs2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279307885373705298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 306px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SUPejP-eTFI/AAAAAAAAAoE/v7ImX0Xh1QE/s400/sambrasatriothumbvs2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffff66;"&gt;&lt;em&gt;Achados e Perdidos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Sambrasa Trio&lt;br /&gt;Em som maior&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esse é um disco único por vários motivos. É o único disco do trio. É o primeiro registro sonoro de Hermeto Pascoal como band lead. Esse disco é único por que tem um registro todo especial, que é uma música de Hermeto Pascoal e outra de José Neto, seu irmão. Além disso, esse é o disco em que é possível perceber o ponto exato em que Hermeto Pascoal começa a abrir as asas para vôos mais altos, dentro de um estilo próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sambrasa Trio faz parte da chamada onda jazz samba, uma fusão sonora dos fins da década de 50 e inícios da década de 60 do século XX. Tendo a bossa nova como referência e o predomínio do piano, com harmonias e improvisos jazzísticos sobre uma base rítmica brasileira, o jazz samba sofria influências diretas do be bop, do hard bop, do cool jazz e alguns lampejos da música modal. Além, é claro, do chorinho e do samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de um panorama contemporâneo o samba jazz estava além do tradicional, que eram aqueles arranjos orquestrais ainda dentro dos parâmetros estéticos do swing, pois já apresentava encadeamentos harmônicos dissonantes e linhas de improvisação mais complexas. No entanto, o samba jazz estava aquém das experiências de vanguardas da música concreta, do minimalismo, do abstracionismo e do free jazz, que exploravam a atonalidade, os fragmentos harmônicos, os ruídos e as intervenções diversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco “Em Som Maior” foi gravado em 1965, mas ainda sofria o clima de efervescência cultural brasileira da era JK, com as projeções do cinema novo, o respaldo literário de Guimarães Rosa e a quebra de fronteiras da bossa nova. São os últimos resquícios desse clima de festa e realização, pois já era o governo de Castelo Branco e os horrores da ditadura militar já maquinavam os seus aniquilamentos materiais e imateriais, logo em breve a repressão criminosa estaria nas ruas, nos corações e nas cabeças.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279308020302272162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SUPerGn81qI/AAAAAAAAAoM/gFc7C2i_az0/s400/hermetopascoal.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Como Hermeto Pascoal, Airton Moreira e Humberto Cleyber, existiam inúmeros músicos brasileiros de altíssimo nível que tinham as casas noturnas de São Paulo e Rio de Janeiro como o espaço sagrado para o desenvolvimento da música instrumental brasileira. Artistas como Eumir Deodato, César Camargo Mariano, Amilton Godoy, Sérgio Mendes, Paulinho da Costa, Raul de Sousa, João Donato, Heraldo do Monte, Théo de Barros, e tantos outros, sobreviviam de pequenos cachês das casas noturnas, nutrindo a esperança de um lugar ao sol, ou à lua, o que era mais coerente. Quase todos foram embora do país e retornaram com nome internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fórmula do trio já era bem experimentada, entre os mais famosos estão o Zimbo Trio e o Tamba Trio. Airton Moreira e Humberto Cleyber já haviam formado o Sambalanço Trio, com César Camargo Mariano ao piano. Mas foi com essa formação, com Hermeto, que o som ficou mais diferente do que o usual nessas formações. Além de piano, Hermeto tocou flauta, já com uma embocadura fora dos padrões brasileiros. Cleyber, além de baixo acústico, tocou também harmônica, fazendo dueto com Hermeto na música “Lamento Sertanejo”. Airton Moreira tocou bateria com uma pegada bem distante do normal dessas formações, ele tocou com força e peso, usando aros, ferragens e o corpo da bateria para tirar sons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destaque do disco é a pegada do trio, nada conservadora, nem nos improvisos e nem no volume. A música mais parecida com a estética típica dessas formações é “Duas Contas”, com arranjo bem cool jazz. Fora isso, o que se escuta é uma pegada visceral, malandra, noturna, com um peso bem próximo das incursões fusion do jazz de vanguarda. A concepção harmônica de Hermeto Pascoal já está aqui, de forma embrionária. As melhores músicas são as de autoria dos integrantes do trio. Esse é um disco que não envelheceu, tronou-se uma referência obrigatória.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-317592167631351204?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/317592167631351204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=317592167631351204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/317592167631351204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/317592167631351204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/12/achados-e-perdidos-sambrasa-trio-em-som.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SUPejP-eTFI/AAAAAAAAAoE/v7ImX0Xh1QE/s72-c/sambrasatriothumbvs2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-6884552765021838075</id><published>2008-12-13T05:38:00.000-08:00</published><updated>2008-12-13T05:40:45.039-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SUO7RU1djkI/AAAAAAAAAn8/x1b40eeBGvU/s1600-h/745px-VICTOR_JARA76.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 322px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SUO7RU1djkI/AAAAAAAAAn8/x1b40eeBGvU/s400/745px-VICTOR_JARA76.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279269094533467714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p style="color: rgb(255, 255, 102);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Victor Jara&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quantas paixões as asas negras da morte simularam transportar. Mas não era nada, não era paixão, não eram revoluções sobre o solo da América Latina. Apenas o sangue derramado, o ar sufocado, o corpo destroçado. Não eram sonhos e desejos, era a violenta extração dos campos rumando em estradas cangaceiras indo às margens das valas negras que escorrem a miséria contínua da vida urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Victor Jara era filho de camponeses chilenos. O pai no eito da labuta sem progresso e a mãe uma artista que elevava as almas em velórios. Seu pai Manuel bebia cada vez mais e sua mãe Amanda no conflito para criar sete filhos. Amanda vai com os filhos para a capital. Victor começa estudar no Liceu Católico e aí o mais fantástico das asas negras da América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Victor Jara, por incrível que parece se politiza no movimento Ação Católica, seguindo as diretrizes de Pio XI que pensava ampliar a influência católica. Victor era um artista sensível ao cruento mundo dos latifundiários chilenos. Excelente compositor e cantor, ator, diretor de teatro. Morre Amanda de um infarto agudo do miocárdio e Victor se enclausura no Seminario Redentorista San Bernardo. Segue a disciplina, abandona a vida monástica, mas serve ao exército chileno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um homem de seu país, de sua pátria de suas crenças e de suas raízes. E, no entanto, pela sua sensibilidade social, pela sua música de protesto ao estabelecimento do que se julga inamovível. Victor é uma personagem mundial. O mais importante de todas as coisas para a juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qualidade não é uma forma. A estética não é uma moda. A qualidade da arte é o que ela diz das grandes questões do surgir, do permanecer, do ir-se e do voltar-se da humanidade. Diz deste movimento que tem conteúdo e o conteúdo, não se enganem, é a voz do povo, o folclore, os hábitos, suas construções entranhadas na trajetória mais ampla do movimento da história.&lt;br /&gt;E foi nas raízes do povo chileno e não no Americano ou Europeu, nem na grande indústria cultural que a juventude chilena fez de sua música uma das maiores expressões dos anos 60 e 70. Violeta Parra, Victor Jara, Los Jaivas e tendo o fluir telúrico do poeta maior: Pablo Neruda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso é que a morte não pode retornar-se camuflada, com seus dentes envenenados, sob a forma de um preconceito doentio, de um pedantismo cultural, de um ódio contra os efeitos da pobreza como se nela estivesse a causa. Victor Jara perdeu o emprego na universidade, foi perseguido, e o foi por este mesmo ódio contra as formas emanentes e remanescentes de nossa alma: os Aimarás da Bolívia, os Quéchuas do Peru, do canto Mapuche. O ódio à demarcação das reservas indígenas brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não meu coração. A resistência não se encontra nestes fedegosos na alma, que habitam os bares das “calles mojadas”, nalguma Aldeota, uma esquina do Leblon com Ipanema. As cascas de uma alma vazia. Falam inglês, se assustam com a crise, pois não podem se usufruir do “sale” e “off price” das ruas de Nova Iorque. Numa recepção vip do show de Madona. Era Victor, o cantor se engajou na campanha de Salvador Allende. No dia do golpe militar, Victor Jara seguiu para a Universidade. Enquanto o palácio de La Moneda era bombardeado, os estudantes resistiam entre os prédios das faculdades. Todos foram aprisionados e levado para o Estádio Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Victor Jara, foi torturado por quatro dias. Um oficial que assomou o ódio de seu fascismo pediu a primazia da tortura ao artista e gritou: canta agora seu filho da puta! Ele cantou, no limites de sua força, o hino da Unidade Popular e em seguida foi morto. Seu corpo foi achado com ajuda de um jovem do partido comunista entre tantos outros no necrotério de Santiago.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 102);" class="MsoNormal"&gt;Por José do Vale Pinheiro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Discografia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Discos de estúdio &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1967: Víctor Jara &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1967: Víctor Jara &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1968: Canciones Folclóricas de América &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1969: Pongo en Tus Manos Abiertas &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1970: Canto Libre &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1971: El Derecho de Vivir en Paz &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1972: La Población &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1973: Canto por Travesura &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Discos ao vivo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1978: El Recital &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1996: Víctor Jara en México &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1996: Víctor Jara Habla y Canta &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Edições póstumas &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1974: Víctor Jara / Manifiesto &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1975: Víctor Jara. Presente &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1975: Víctor Jara. últimas Canciones &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1979: Víctor Jara &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;1984: An Unfinished Song &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;1992: Todo Víctor Jara &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1997: Víctor Jara Presente. colección “Haciendo Historia” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;2001: Víctor Jara &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;2001: Pongo en tus manos abiertas &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;2001: El derecho de vivir en paz &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;2001: Víctor Jara habla y canta &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;2001: La Población &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;2001: Canto por travesura &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;2001: Manifiesto &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;2001: Antología musical &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;2001: 1959-1969&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-6884552765021838075?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/6884552765021838075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=6884552765021838075' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/6884552765021838075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/6884552765021838075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/12/victor-jara-quantas-paixes-as-asas.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SUO7RU1djkI/AAAAAAAAAn8/x1b40eeBGvU/s72-c/745px-VICTOR_JARA76.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-5647996319198279947</id><published>2008-12-12T11:52:00.001-08:00</published><updated>2008-12-12T11:54:40.893-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SULBb5XIEPI/AAAAAAAAAn0/68P3aEZfXRY/s1600-h/80816madonna.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 299px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SULBb5XIEPI/AAAAAAAAAn0/68P3aEZfXRY/s400/80816madonna.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278994398230089970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;   &lt;p style="color: rgb(255, 255, 102); font-weight: bold;" class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Madonna no Brasil&lt;br /&gt;A Volta do Simulacro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A cultura pop é uma imensa rede de esgotos que retroalimenta, através da reificação do inútil e do efêmero, o panteão das imbecilidades do mundo contemporâneo. Um dos maiores ícones dessa putrefação ence-fálica a céu aberto é Madonna, que volta ao Brasil depois de quinze anos, com a bunda sentada em uma lista patética de exigências e a vagina aberta por sobre um circo tecnológico capaz de fornicar a idiotice de sua platéia por cerca de duas horas e parir milhões de dólares em poucos segundos.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Alguns a chamam de diva. Outros dizem que ela é a musa do pop. Mas de fato o que ela é na realidade é uma cantora de quinta categoria com embalagem midiática típica das propagandas de quinquilharias eletrônicas japonesas, sempre prontas e predestinadas a serem falsificadas na China, sem dúvidas. Mas essa parte ela segue como um sacramento, com postura de um fanático, desses que se encontra em qualquer templo. Madonna se falsifica a cada disco lançado, a cada show estrelado. Ela é o simulacro do simulacro, em plena propriedade do pastiche, desde seu primeiro ganido entendido como canto.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas ela não está só, a sua espécie se reproduz assustadoramente. Com ingressos que vão de 180 a 600 reais, fora da indústria dos cambistas, existem pessoas acampadas para comprá-los. O que é natural em um país em que Caetano Veloso, um dos monumentos culturais brasileiros, após ter excursionado ao lado de Roberto Carlos Brega, afirmar categoricamente, em um ciclo de palestras sobre a cultura brasileira promovida pela Folha de São Paulo, que a banda Calypso revolucionou o pop brasileiro.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;De fato, esse é o momento do monumento, tão sólido quanto dolente, tão duradouro quanto uma pedra de crack. Essa é a retroalimentação da barbárie cultural high-tech. Monumentos copulam monumentos e procriam monumentozinhos tarados, pervertidos, esquizofrênicos, com transtornos de personalidades, deslumbrados com o número de acessos e comentários ou preocupados com a pirataria cultural. Em sua lista de exigências, Madonna dá o ar inequívoco de sua religiosidade contemporânea ao colocar em um pedestal existencial o assento do aparelho sanitário. Esse é, sem dúvidas, o maior monumento contemporâneo.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ela exige que todos os assentos sejam novos e avisa que, depois de usados, eles serão levados por sua equipe. Isso é o que se chama de bagagem cultural do mundo pop, a cagada monumental. O assento do vaso sanitário deixa vestígios da nossa reles condição humana. Mitografando então o assento, o cu passa a ser, apenas, uma possibilidade do plausível, o que transforma de imediato a bosta em objeto de tese das linhagens científicas, religiosas e sentimentais, conservadoras ou progressistas. Eis Madonna em seu sagrado quarto de despejo, elaborando artísticas conjecturas de esterco.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Até nisso Madonna é perfeita. Ao mesmo tempo em que ela não quer deixar vestígios de sua verdadeira obra, levando consigo os assentos sanitários e derivados, ela exige que em sua passagem pelo Brasil, apenas 13 pessoas podem dirigir palavras a ela, ou seja, só ela tem o direito de falar suas merdas monumentais em terras brasileiras, com direito a deixar vestígios nas paredes e no ventilador. O público adora, pois isso é o que o retroalimenta, uma vez que não existe continência maior em consumir simulacros do que venerar o próprio excremento.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A produção anunciou a mais perfeita parafernália tecnológica, com luz e palco cinematográficos. Um luxo! Um arraso de espetáculo! Tudo perfeito para ser consumido e esquecido na primeira ida ao trono maior. Enquanto isso a água de Madonna vem de Israel e as carnes de ruminantes que irão produzir gases pop em suas entranhas virão de New York e Londres. Os carros que irão transportar a velha rainha do brega, vêm da Alemanha, são todos da montadora Audi. Já a demência que irá pular e gritar nos shows é toda daqui mesmo. Literalmente brasileira, monumentalmente cagada e cuspida. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-5647996319198279947?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/5647996319198279947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=5647996319198279947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/5647996319198279947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/5647996319198279947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/12/madonna-no-brasil-volta-do-simulacro.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SULBb5XIEPI/AAAAAAAAAn0/68P3aEZfXRY/s72-c/80816madonna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-3969835371913883729</id><published>2008-11-24T11:25:00.001-08:00</published><updated>2008-11-24T11:30:46.928-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SSr_0aGyv4I/AAAAAAAAAm8/4DEJtxprqvY/s1600-h/9_g.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272307589616680834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SSr_0aGyv4I/AAAAAAAAAm8/4DEJtxprqvY/s400/9_g.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Achados e Perdidos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Araçá Azul&lt;br /&gt;O radicalismo tropicalista de Caetano Veloso&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando Caetano Veloso e Gilberto Gil voltaram do exílio eles encontraram um recorte histórico de desilusões políticas e de aniquilamento da liberdade de expressão. Além disso eles encontraram uma música de resistência, engajada politicamente, que detinha verdadeiramente o prestígio da crítica, em contra-face a uma facção vendida e alienada do mercado. Eles tentaram se colocar no meio termo do engajamento e distante ao máximo da inércia criativa e da estagnação opinativa. É desse tempo o disco Araçá Azul. Corriam os anos 70, mais precisamente 1973.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se tem falado desse disco. Muitos confetes foram jogados, como também muita escatologia oportunista também. Caetano Veloso não é lá de fazer muitos amigos. Muito se deve ao seu posicionamento de comentarista, nem sempre certeiro, sempre sincero e algumas vezes cretino ao extremo. Caetano fala o que quer e escuta o que não quer. De fato, Caetano é bem melhor compondo do que teorizando. Mas esse não é um disco que escape ao polêmico. E por isso a inconstância de teses. Historicamente foi o disco mais devolvido do seu tempo. Historicamente foi o disco mais cultuado pelos descolados e desconsolados do seu tempo. Como atesta o atestado da capa: um disco para entendidos, inclusive na sua concepção gay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando da volta, sem o exílio nas costas, mas com as marcas do tempo na fisionomia, Caetano precisava reconhecer e ser reconhecido, ao que parece pelo seu lançamento. Precisava redemarcar o seu re-torno. E ele o fez em grande estilo, respaldado pelo respeito e prestígio dos concretistas do grupo Noigrandes, mais especificamente na pessoa de Augusto de Campos, a quem dedica e a quem remete como fonte inspiradora a música “De Palavra em Palavra”.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272308301933665730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 263px; CURSOR: hand; HEIGHT: 350px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SSsAd3sZXcI/AAAAAAAAAnE/mHVHH3iIlu4/s400/22_g.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Sem ter necessariamente uma incidência completa e unilateral do concretismo, mas sim um acoplamento de interesses e visões artísticas, Caetano juntou o útil ao necessário, justamente para quem precisava ser re-legitimado. E se fez então um dos maiores impérios opinativos da década de 70 e 80. De um lado os autores do concretismo, que já ostentavam um poder imenso de determinar o que era bom e o que era descartável nas artes tupiniquins, do outro lado chegou então Caetano e a sua trupe multicolorida, inversa, invertida, ou não, quem sabe? pode até ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Araçá Azul é feito de uma matéria concreta, tropicalista, experimental, mas decididamente nada inovadora, pois afinal aqueles elementos ali já tinham sido experimentados dentro ou fora do país, e ainda dentro ou fora do próprio tropicalismo. Mas não é do ineditismo que se sustenta essa obra. É mais ainda pela sua ousadia e liberdade criativa do que propriamente pela bandeira de uma estética qualquer. E nisso tem de muita coragem, partindo de quem precisava do mercado naquele exato momento, daí a sua indiscutível durabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Araçá Azul tem raízes brasileiras e estrangeiras, como propagara o neo-antropofagismo tropicalista. Tem também colagens musicais, intertextualidades e citações diversas. A descontinuidade e a fragmentação não são apenas olhos oculares do tempo, são necessidades expressas. Como também são necessidades de engajamento indireto e predileto pela voz e vozes latinas, nesse disco na figura de Dominguez e seu bolerão “Tu me acostumbrastes”, como a que dizer estão abertas as veias da América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então se juntaram aos poucos e aos pedaços o samba de roda de Edith Oliveira; o experimentalismo de Sousândrade, via concretismo de Augusto; mais a pegada rockeira e visceral de Lanny Gordin e seu circo psicodélico; a bossa de João Gilberto, uma referência sempre; a desconstrução das colagens sonoras, através de Hermeto e Walter Smetack; a providência eclética e de vanguarda do erudito Rogério Duprat; e a poesia fina de Caetano Veloso em Araçá Azul: “Araçá Azul é sonho-segredo / Não é segredo / Araçá Azul fica sendo / o nome mais belo do medo // Com fé em Deus / eu não vou morrer tão cedo // Araçá Azul é brinquedo.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272308534070312130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 351px; CURSOR: hand; HEIGHT: 350px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SSsArYeFfMI/AAAAAAAAAnM/7o8peHnMC9E/s400/o37580.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Algumas peculiaridades marcam esse disco eternamente: a capa, com Caetano só de tanga, se olhando em um espelho e que remete à outra capa (deliciosa, por sinal), do disco “Índia” de Gal Costa, do mesmo ano; ao tremendo rock, digo imperdível rock, “Eu quero essa mulher assim mesmo”, uma das versões (de autoria do sambista Monsueto Menezes, de quem Caetano já havia gravado “Mora na Filosofia”, no álbum “Transa”) mais viscerais e pesadas de Caetano Veloso, com um solo insano de Lanny Gordin, colocando a guitarra pelo avesso; e o lado assumidamente gay de Cae, o que não tem problema algum, muito menos solução, apenas é. Imensamente causador de reflexões.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-3969835371913883729?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/3969835371913883729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=3969835371913883729' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/3969835371913883729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/3969835371913883729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/11/achados-e-perdidos-ara-azul-o.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SSr_0aGyv4I/AAAAAAAAAm8/4DEJtxprqvY/s72-c/9_g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-8992679033704175536</id><published>2008-11-24T05:28:00.000-08:00</published><updated>2008-11-24T05:33:43.701-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SSqsUAqKnEI/AAAAAAAAAl0/Cz6tokovIK0/s1600-h/StoogesStooges.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272215773564804162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SSqsUAqKnEI/AAAAAAAAAl0/Cz6tokovIK0/s400/StoogesStooges.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Clássicos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;The Stooges – 1969&lt;br /&gt;A lisergia primal&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Falar dos Stooges é falar do submundo, é procurar entender a contracultura, é perceber que a música não precisa necessariamente ser um fim, mas apenas um meio para expressar o sentimento da existência impura da contravenção, do aniquilamento imperdoável do tempo e do espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tantos anos e tantos rótulos fornecidos pela merdologia crítica do mercado musical, fica fácil enquadrar a banda em uma estética qualquer, como proto-punk, por exemplo. Mas isso é porcaria, sem função nenhuma. Aliás, não ter função era uma das intenções da banda, que começou a subverter a ordem até na sua própria concepção estética: eles se achavam psicodélicos, antagônicos ao movimento de Los Angeles. Inicialmente eles se proclamaram The Psychedelic Stooges, algo parecido como Os panacas psicodélicos, em tradução livre.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272215968668042562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 141px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SSqsfXeZxUI/AAAAAAAAAl8/X5hunhRgYWA/s400/iggy06-07.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Eles achavam que ser psicodélicos era construir seus próprios instrumentos, como Harry Partch, um obscuro e injustiçado compositor americano, que desenvolveu uma marginalizada estética baseada em escalas microtonais e atonais, fabricando seus próprios instrumentos para isso. É também de Harry Partch que vem boa parte da performance corporal de Iggy Pop no palco. Harry Partch fez uma junção de música, discurso e expressão corporal em várias de suas peças, entre elas a descomunal interpretação operística do poema “Sophocles’ Oedipus”, de Willians Butler Yeats.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primórdios da banda a percussão era baseada em tonéis de metal vazios e outros apetrechos. Uma guitarra sem quase nenhuma técnica em volume estratosférico e um vocal desesperado, com Iggy Pop cantando suas apatias vestindo uma camisola de maternidade e empunhando uma tábua de lavar amplificada. Eles evoluíram, se é que se pode afirmar isso, para uma banda com formação comum e impressionaram um executivo da Electra, que havia viajado para Detroid com o intuito de contratar o MC5. O som não impressionou tanto, mas Iggy Pop cortando o próprio corpo com vidro e se lambuzando com pasta de amendoim no palco, enquanto berrava o seu tédio, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para registrar o primeiro disco, intitulado apenas “The Stooges”, a banda precisou completar o material, pois eles só tinham cinco músicas no repertório: 1969; No fun; I wanna be your dog; We will fall e Ann. A banda vivia de longas improvisações no palco. Boa parte delas está registrada em seus discos, com sessões históricas, repletas de álcool, drogas e experiências diversas. As músicas Real cool time; Not right e Litle doll foram compostas, então, em uma madrugada e tocadas pela primeira vez no estúdio. Uma boa parte de We will fall também foi acrescida no estúdio.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272216196272408978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 307px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SSqssnXgyZI/AAAAAAAAAmE/xpN6TN66KzQ/s400/t4vec7.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O disco teve a produção de ninguém mais do que John Cale, líder do Velvet Underground, que ainda tocou piano em I wanna be your dog e viola em We will fall. O som é cru, é visceral, é na cara, sem constrangimentos de nenhuma espécie. A maioria composta em três notas, suficientes para descabelar qualquer um que busque complexidade harmônica, como também suficientes para entusiasmar qualquer um que esteja cansado de hermetismos musicais e prolixidades discursivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1969 é sem nenhuma esperança. É uma espécie de shufle anarquista, abre o disco como um verdadeiro cartão de visitas de vendedor de aspirador de pó. A ironia fica por conta desse vendedor estar em um bairro pobre, sem grana e sem futuro. O wha da guitarra de Ron Asheton ficou marcado para sempre, esse é um dos hits mais Cult de todos os tempos. I wanna be your dog é um clássico, um hit natural, com uma seminal parede fuzzy de guitarra, além de uma percussão pernóstica, que lembra sons de natal. Iggy Pop não canta essa música, ele proclama. Imperdivelmente sujo, marginal, submundo.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272216472453751266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 324px; CURSOR: hand; HEIGHT: 324px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SSqs8sORoeI/AAAAAAAAAmM/jGXJMz1gseI/s400/20923855-20923856-slarge.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;We will fall é uma faixa bizarra e experimental. Tem o minimalismo apresentado muitas vezes nas músicas do Velvet. Depois de tanto tempo passado o clima soturno dessa faixa não envelheceu e é o que mais se aproxima de uma pegada psicodélica. No fun, a faixa seguinte, é deliciosamente marginal, um hino ao desperdício juvenil, retratando a falta de perspectiva americana. A bateria de Scott Asheton e o baixo de Deve Alexander recebem o auxílio de palmas, bem ao estilo roots. Essa faixa tem a autenticidade cretina que faltou aos Rolling Stones e a ironia satírica marginal que nunca esteve presente nos Beatles. Também não sei se era preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Real Cool time, Ann, Not right e Litle doll fecham o disco com o estilo legítimo dos Stooges: com ironia e improvisações, com direito à lisergia em Ann e ao peso cru nas duas últimas músicas. Esse é um disco histórico, não por pertencer a um passado rico artisticamente, mas por ter feito história, na concepção maior do termo. A grande contribuição desse disco é justamente fundar a não estética, o não virtuosismo. Sobre ele pesa a atitude de uma geração que se viu ludibriada pelos ilusionistas do way of life americano. Ouvir esse disco depois de tanto tempo é muito gratificante, principalmente para aqueles que entendem o rock como um meio e não como um fim. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-8992679033704175536?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/8992679033704175536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=8992679033704175536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/8992679033704175536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/8992679033704175536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/11/clssicos-stooges-1969-lisergia-primal.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SSqsUAqKnEI/AAAAAAAAAl0/Cz6tokovIK0/s72-c/StoogesStooges.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-1176482062181637587</id><published>2008-11-09T05:57:00.000-08:00</published><updated>2008-11-09T06:10:39.798-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SRbs69ap33I/AAAAAAAAAk0/xM747f-Od7g/s1600-h/200px-Larks_tongues_in_aspic_album_cover.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266657311919300466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 203px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SRbs69ap33I/AAAAAAAAAk0/xM747f-Od7g/s400/200px-Larks_tongues_in_aspic_album_cover.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Clássicos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;King Crimson – Larks’ Tongues in Aspic&lt;br /&gt;Uma nova linguagem no progressivo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esse disco marca não só uma guinada na carreira do King Crimson, ele funda uma nova dinastia estética no rock, colocando Robert Fripp, de uma vez por todas, na galeria dos imortais, não aquela burocrata e patética das paradas de sucesso e das premiações da própria indústria fonográfica, mas aquela dos caminhos alternativos, experimentais e inventivos, a mesma em que estão cagando e andando para o mundo dos negócios: Frank Zappa; Hermeto Pascoal; Tom Waits; Ravel; Debussy; Egberto Gismonti; Bela Bartók; Cartola e tantos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Larks’ Tongues in Aspic foi lançado depois do disco ao vivo Eahtbound, de 1972, que contém algumas perfomances no Estados Unidos, com uma formação de transição, ainda com Boz Burrel, Mel Colins e Ian Wallace, herdada do disco Islands, de 1971, então o último disco de estúdio da banda, que registrou orquestrações com sopros e linhas melódicas nitidamente dentro do padrão Beatles de cantar.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266658324035459122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SRbt13182DI/AAAAAAAAAk8/NauIV1wxKXA/s400/250px-Robert_Fripp.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;As menções aos Beatles já estavam no genial disco Lizard, de 1970, na música jazzística e cheia de dissonidos, Happy Family, que narra o fim da banda, em que na letra Paul é Judas; George é Silas; Ringo é Rufus e John é Jonah. Esses eram registros em que Robert Fripp aparecia com guitarra com timbre limpo e tocando violões diversos. Os arranjos dessa fase da corte do rei Crimson, eram pautados no jazz e na música clássica de vanguarda, com fugas e contra-pontos desconcertantes. O som era leve, privilegiava os timbres mais acústicos e as sonoridades elétricas de cordas do mellotron, além dos diversos aspectos experimentais e psicodélicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a banda é toda mudada e o som também. Com Robert Fripp tocando mellotron, violão, parafernálias eletrônicas e uma guitarra lancinantemente distorcida, acordes dissonantes, saltos de cordas e intervalos alucinados em seus solos metafísicos, a banda formada por Bill Bruford na bateria; John Wetton no baixo e voz; David Cross nos violinos, violas e mellotron; e Jamie Muir nas percussões diversas; dá à luz um dos mais importantes discos da música universal. Esse é um disco fundante e fundamental. É o disco quem tem o peso de um mamute e a leveza de uma pluma. E acima de tudo, é um disco que tem história para contar, basta detoná-lo no headphone.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266658510172464258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SRbuAtQeJII/AAAAAAAAAlE/ZeLUOjFLM88/s400/200px-King_Crimson_-_Earthbound.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A estética de Larks’ Tongues in Aspic é essencialmente experimental, climática e cheia de dinâmicas orquestrais, aliada a um peso, a uma massa sonora jamais vista até então no rock progressivo. As colagens, o estranhamento, as intervenções, a circularidade, a fragmentação e a descontinuidade, bem como os ruídos e as escatologias diversas, típicas do universo sonoro de Robert Fripp, são matizadas aqui ao extremo. O abstracionismo e a concretude de vanguarda, na linha de Edgar Varese e Bela Bartók, estão presentes, de forma dialética, transformando a pasmaceira em inquietude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até no tempo total de música, 46’: 45’’, o disco é enigmático. A química da banda é um caso à parte. Músicos de longa estrada e da cena de vanguarda deram uma sustentabilidade sonora inigualável, embora porcarias como Dream Theatre e outras do gênero tentem imitar na maior cara-de-pau do mundo. A cama sonora feita por Bruford, Wetton e Muir, com uma complexa teia rítmica e timbrística, proporcionam a Fripp e Cross um universo inteiro de experimentações e devaneios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez eu li numa revista dessas aí, Humberto, aquele imbecilóide maior da gosma Engenheiros do Havaí, afirmando que dava graças a Deus nenhum baterista seu ter influências do timbre de caixa utilizado por Bill Bruford. Ainda bem. Esse é um som para poucos, não é para quem tem ouvidos, é para quem escuta. As passagens de guitarra e violino são de arrepiar, bem como os arranjos de percussão e baixo, faixas como “Lark’s tongues in aspic”, parte I e II e “Talking Drum”, são de impressionar, tamanha a dinâmica, a concepção estética e a atitude musical.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266659668536684290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 188px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SRbvEIgBbwI/AAAAAAAAAlM/uMRklaFuR6M/s400/250px-Bill-bruford.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Vale ressaltar aqui que “Lark’s tongues in aspic” , um dos maiores clássicos do rock progressivo, tem na realidade quatro partes e um Coda. A terceira parte apareceu em 1984 no disco Three of a Perfect Pair, sendo a última faixa do disco, com uma estética eletrônica e absolutamente experimental, com as mesmas células rítmicas da parte I. Essa formação tinha Adrian Belew, Tony Levin e Bill Bruford. A quarta parte e o Coda apareceram em 2000, no disco The ConstruKction of Light, sendo a parte vocal "I Have a Dream", colocada no final. Essa formação tinha Belew e mais Trey Gunn e Pat Mastelotto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco traz, além das duas partes de “Lark’s tongues in aspic” e de “Talking Drum”, a belíssima e sentimental “Book of Saturday”, confirmando a veia baladeira de Fripp, e a clássica “Easy Money”, que contém um dos solos mais inspirados de Robert Fripp, além de um clima e dinâmica descomunal. A pegada dessa música é para detonar os auto-falantes, peso e experimentação de altíssimo nível. O clima de “Talking Drum” é deliciosamente épico e surreal, com os solos aloprados de Cross e Fripp, resume o próprio disco, como sendo uma peça imperdível, autêntica e altamente contemporânea, com quase quarenta anos de existência. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-1176482062181637587?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/1176482062181637587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=1176482062181637587' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1176482062181637587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1176482062181637587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/11/clssicos-king-crimson-larks-tongues-in.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SRbs69ap33I/AAAAAAAAAk0/xM747f-Od7g/s72-c/200px-Larks_tongues_in_aspic_album_cover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-795391194880563785</id><published>2008-11-03T07:21:00.001-08:00</published><updated>2008-11-03T07:23:29.730-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SQ8XILcrI-I/AAAAAAAAAkU/SpP-cVfjPUo/s1600-h/miltonjobim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264451918698849250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SQ8XILcrI-I/AAAAAAAAAkU/SpP-cVfjPUo/s400/miltonjobim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;Vitrine&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Milton Nascimento &amp;amp; Jobim Trio&lt;br /&gt;Novas Bossas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O cantor e compositor mineiro lança a sua espécie de homenagem à bossa nova, acompanhado da obviedade sonora do Jobim Trio, formado por Daniel Jobim, no piano; Paulo Jobim, violão e Paulo Braga, bateria; com participação especial de Rodrigo Villa, no baixo acústico. O disco, com excelente trabalho de produção e fino acabamento de produto, recebeu o curioso nome de “Novas Bossas”, que de novo não tem absolutamente nada, excetuando-se o fato de Milton Nascimento se apresentar em melhor fase, o que tinha se tornado raro nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é sem dúvida nenhuma um produto para exportação, com nítido aproveitamento dos nomes envolvidos no projeto, bem como a oportuna carona nas possíveis e impossíveis homenagens mercadológicas à bossa nova. Apesar do forte cheiro de armação, Milton Nascimento faz valer à pena a compra desse cd, em diversos momentos. Seu poder vocal parece estar de volta e sua potência interpretativa supre a falta de arranjos classudos, quase uma constante nesse disco, que muitas vezes patina na mesmice dos estandartes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O repertórtio escolhido faz jus aos nomes envolvidos, são composições de Milton Nascimento, Antônio Carlos Jobim, mais uma de Vinícius de Moraes, outra de Dorival Caymmi e a belíssima “Tudo o que você podia ser”, de Lô Borges e Márcio Borges, que abre o disco, remetendo o ouvinte a um tempo em que se sabia compor canções na música popular brasileira. Algumas recriações instrumentais soam miseráveis, diante do que já foi feito em outras interpretações, como em “O vento”, “Chega de saudade” e “Trem de ferro”.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264452041936396114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SQ8XPWiy31I/AAAAAAAAAkc/h-8NpA2ihuI/s400/Milton-Nascimento-%26-Jobim-Trio-SINOPSE.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;JobimTrio é um daqueles grupos brasileiros que nem Ford e nem sai de Sinca, piano pobre, violão desaparecido, os dois se sustentam na base segura de Paulo Braga e Rodrigo Villa. As concepções de arranjos são por demais econômicas diante da envergadura harmônica e melódica das composições, excetuando-se a pobreza de “O vento”, de Dorival Caymmi – eternizado não sei necessariamente porquê - , e “Medo de Amar”, de Vinícius de Moraes - responsável por alguns dos versos mais ridículos da mpb, coisas do tipo: “Mas se ela voltar / que coisa linda, que coisa louca / pois há menos peixinhos a nadar no mar / do que os beijinhos que eu darei em sua boca...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milton Nascimento é uma história à parte, não vive à sombra de ninguém, principalmente nesse disco. É certo que ele vem de lançamentos equivocados, mas também é certo que ele não perdeu a majestade, nunca. Que delícia é ouvir, mesmo com esse acompanhamento intimidado, a sua interpretação para “Tudo que você podia ter”, “Cais”, “Inútil paisagem”, “Tarde” e “Caminhos cruzados”. A sua voz e a sua interpretação, com seus falsetes e sua modulações, permitem ao ouvinte mais atento, perceber como se processa o fenômeno de salvamento de uma música, quando o cantor carrega nas costas uma banda inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção do disco é impecável, visto o quanto é difícil captar a sonoridade acústica dessa formação. Milton e Jobim Trio assinam a produção, juntamente com Chico Neves. O disco leva o selo Tribo, de Milton Nascimento Produções. As gravações aconteceram no Bituca’s Studios, Daniel Jobim Studio’s e Estúdio 304. A sonoridade geral do disco é cheia de graves profundos, médios fartos e poucos agudos, mas o resultado é excelente, top de linha, sem pasteurizações digitais. A mixagem privilegia a voz, o que de fato deveria acontecer, e negligencia os violões, o que torna-se o pecado da produção, mesmo tendo em vista a falta de um grande violonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é aquele disco que, para os amantes das harmonias complexas e da infantilidade das letras da bossa nova, é um verdadeiro achado, digno de ser escutado em uma varanda ampla, combatendo o calor com a aproximação dos amigos e o acomodamento emotivo de um bom vinho. Já para aqueles mais exigentes e desconfiados da recente produção nacional, vale a pena comprar nesse exato momento, pois ele custa apenas nove reais e noventa, nas lojas americanas do shopping de Juazeiro do Norte, corra, que o preço original dele é vinte e nove reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-795391194880563785?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/795391194880563785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=795391194880563785' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/795391194880563785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/795391194880563785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/11/vitrine-milton-nascimento-jobim-trio.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SQ8XILcrI-I/AAAAAAAAAkU/SpP-cVfjPUo/s72-c/miltonjobim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-4609092884927670584</id><published>2008-11-03T07:18:00.000-08:00</published><updated>2008-11-03T07:21:02.352-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SQ8WhRey-rI/AAAAAAAAAkE/pO5owWkkLQE/s1600-h/DI03396.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264451250303466162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SQ8WhRey-rI/AAAAAAAAAkE/pO5owWkkLQE/s400/DI03396.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;Aos Vivos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O furacão Elis em Montreux&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esse é um daqueles discos essenciais, que você deve ter em casa como remédio para os inúmeros males da civilização. Elis Regina Montreux Jazz Festival, remasterizado e com gravações inéditas, faz um extenso trabalho de magia em seu espírito, em sua libido, em sua autoestima, em sua suprema condição humana. Não há como, entre outras inúmeras coisas, não se rebelar contra as manobras do destino, ao ouvir esse show fenomenal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco faz parte do projeto Warner Arquivos, supervisionado por Charles Gavin. Existe uma outra edição, que é a edição em cd, do disco lançado originalmente em 1982, bem diferente desse. Essa edição é remasterizada e tem a inclusão de quase todas as músicas que compõem a fita original com as duas apresentações da inesquecível cantora brasileira em terras suiças. Além disso, o cd contém uma extensa nota de apresentação assinada por Nelson Mota, que acompanhou tudo de perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade Elis se apresentou no festival na mesma noite em que tocou Hermeto Pascoal e banda, lendário show também registrado em disco e relançado pelo mesmo projeto da Warner. Em uma noite furtiva de julho de 1979, Elis era a atração principal de uma noite que entrou para a história da música universal. Hermeto e Elis, duas iluminações integrais, dois shows seminais, no caso três, pois Elis fez antes, no mesmo dia, uma matinê, lotada de fãs enebriados pela sua arte maior. Estou escrevendo ouvindo o disco dela, depois de ter escutado integralmente o de Hermeto, a emoção me toma e as lágrimas são inevitáveis. Pausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma história contada por Nelson Mota, que diz da necessidade de uma matinê, quando Claud Nobs, organizador e apresentador do festival, se deparou com uma multidão querendo ver Elis, já com os ingressos esgotados. Ela foi convencida e fez esse show extra. De acordo com Nelson Mota, a apresentação foi impecável, fez com que a casa viesse abaixo, o público delirou com a força daquela estrela no palco. Já a apresentação de gala, que seria para fechar a noite, empolgou menos, talvez pelo desgaste do primeiro show.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264451353688878194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 311px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SQ8WnSnzLHI/AAAAAAAAAkM/kWftIvjCOf4/s400/elis-disco.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Elis estava de contrato novo em uma nova gravadora, a Warner, depois de quinze anos integrando o elenco da Polygram. Uma das exigências de contrado era o lançamento desse show, para a projeção internacional da cantora. Para Elis, sua segunda apresentação foi um fiasco, justamente aquela que seria motivo de lançamento. Ela pediu ao produtor Midani que não lançasse esse disco de forma nenhuma, nem depois da sua morte. Daí a gravação só ter aparecido em 1982, já como lançamento póstumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que o show de Hermeto Pascoal abalou a cantora, que era sempre competitiva. De fato, Hermeto, que se apresentou antes dela, teve de voltar várias vezes, teve seu nome ovacionado pelo público, que enlouquecido não queria que ele saísse do palco. Hermeto Passava por um grande momento internacional, gravando com grandes nomes e fazendo shows internacionais que eram capas das revistas mais importantes de jazz. Não acredito que a apresentação de Elis não tenha sido melhor por causa de uma possível intimidação, isso é lenda. O fato é que ela estava cansada devido ao show das três da tarde, com intenso desgaste físico e emocional, em que ela foi ovacionada da mesma forma que Hermeto foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminou o show de Elis, Claud Nobs chama inesperadamente Hermeto Pascoal ao palco, logo em seguida ele chama Elis Regina e eles entram para a história com três interpretações fenomenais: “Corcovado”, “Garota de Ipanema” e “Asa Branca”. Esse é um dueto que espantou a crítica musical, surpreendida pela extensão insondável de talento, técnica, sensibilidade e senso de improvisação incalculáveis. Esse é um momento mágico desse disco, necessário para qualquer ser vivo, pensante e emotivo.&lt;br /&gt;A banda que Elis levou para Montreux é qualquer coisa de genial. César Camargo, no piano e arranjos; Hélio Delmiro, na guitarra; Paulinho Braga, na bateria; e Chico Batera, na percussão. Para acompanhar o talento de Elis, tinha que ser desse naípe para lá. O repertório foi escolhido visando o mercado internacional e continha algumas bossas que Elis detestava e outras velharias doseu repertório de carreira, que ela ficava contrariada em ter que interpretar novamente. Mas ela adicionou alguns dos seus preferidos, como Djavan, sendo praticamente lançado, Fátimas Guedes, Tunai, Milton Nascimento, Gilberto Gil, João Bosco e Ivan Lins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há o que comentar sobre as músicas e as interpretações, a não ser que são de outro mundo. Só ressalto que o que é uma apresentação comprometedora para Elis Regina, é infinitamente superior a qualquer apresentação de qualquer uma dessas cantoras de meia-tigela que aparecem berrando feito cabra no cio, tais como a animadora de trio elétrico Ivete Sangalo, a breguíssima Ana Carolina, e o pastiche pop Cláudia Leite. Peço desculpas pelas citações, mas foram inevitáveis. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-4609092884927670584?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/4609092884927670584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=4609092884927670584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4609092884927670584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4609092884927670584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/11/aos-vivos-o-furaco-elis-em-montreux.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SQ8WhRey-rI/AAAAAAAAAkE/pO5owWkkLQE/s72-c/DI03396.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-3412634003264627239</id><published>2008-10-15T11:33:00.000-07:00</published><updated>2008-10-15T11:39:56.515-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPY4CsHBA9I/AAAAAAAAAgc/NWevij0lIEc/s1600-h/GG-Octo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257451233853113298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPY4CsHBA9I/AAAAAAAAAgc/NWevij0lIEc/s400/GG-Octo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Achados e Perdidos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gentle Giant – Octopus&lt;br /&gt;A criatividade imortal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem alguns discos que são fundamentais para determinados artistas. Outros que são fundamentais para os fãs. E outros, ainda, que são fundamentais para a própria existência de uma estética, de uma tendência como movimento artístico ou da própria música como manifestação da civilidade humana. “Octopus”, do Gentle Giant é tudo isso e mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inevitavelmente existem aqueles detratores do rock progressivo. Isso é natural, uma vez que o esclarecimento não é mercadoria que se compre em supermercado, muito menos em bodegas. É claro que existem os aspectos negativos e massificantes dessa vertente do rock dos anos 70. Os diluidores existem em qualquer manifestação artística, e que não seja por eles, que tudo deverá ser nivelado por baixo. Essas conjeturas maniqueístas não excluem o Gentle Giant e nem o disco “Octopus”. Para dúvidas resta o conhecimento de causa, já que questão de gosto não se duvida, se lamenta.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257451337917826114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPY4Ivx-hEI/AAAAAAAAAgk/M2e8HvIHxPA/s400/Octopus-1b.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;“Octopus” é uma daquelas obras geniais que necessitam de manual de instruções, não pela sua prolixidade, mas pelos seus desdobramentos literários e musicais. Esse é o quarto álbum da banda britânica, formada pelos irmãos Shulman, a partir da dissolução da banda Simon Dupree and The Big Sound. O disco marca uma definição sonora da banda, que até então já contava com três discos lançados: Gentle Giant (1970); Acquiring The Taste (1971); e Three Friends (1972).&lt;br /&gt;“Octopus” foi lançado em 1972 e teve pouca repercussão comercial. Parte da crítica recebeu o disco com reservas e parte dela fez caras e bocas afetadas, tal qual cafetinas hávidas por carne fresca. Vida inteligente nunca foi o forte da crítica, comprometida com os jabás e as conveniências do mercado. São inúmeros os elementos musicais que compõem as texturas de “Octopus”, uma estética que se estrutura dialeticamente entre o novo e o antigo, através de intertextualidades, metalinguagens e estranhamentos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Além de letras irônicas, de escatologias diversas e citações literárias do autor renascentista francês François Rabelais, através dos seus personagens Pantagruel, Panurge e Gargântua, o disco contém traços da música minimalista, da música clássica de vanguarda, do concretismo, do barroco, do contraponto, das fugas, dos madrigas, do cancioneiro medieval, do folclore celta, dissonâncias infinitas, do rock, do hard rock, do blues, do soul e do pop. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Octopus” é um disco para ser apreciado, degustado, explorado, de preferência através de um bom headfone. Não que um volume na tora não resolva de vez. Esse é um disco para contrair as bolas e dilatar as vaginas, bem como escalonar os mais longínguos recantos do cabeção. Não tem contra-indicações, a nãos ser em casos típicos de possessão cafuçú, casos em que só o suicídio social resolve.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257451498305190882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPY4SFRTe-I/AAAAAAAAAgs/LRbhX0yyXuE/s400/gentle_04.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;“The Advent of Panurge” abre o disco com elegância magistral, através de uma introdução em contraponto vocal, seguida de uma levada sinuosa, com mudanças de andamentos e convenções sutis e um timbre de órgão inigualável. Vale ressaltar aqui o trabalho harmônico estruturado em fragmentos de acordes. Essa é uma faixa ambiental, cheia de texturas com a marca Gentle Giant. Uma das principais composições do rock progressivo.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Raconteur Troubadour” é uma releitura dos sons medievais, através de uma abordagem moderna. Grande trabalho de violino e piano elétrico. Vocal para iniciados e instrumental com direito a fugas diversas. “A cry for Everyone” é um rockão nada básico, com uma pegada que flutua entre o peso e a sutileza, com o entrelaçamento harmônico e melódico típico do Gentle Giant. Essa é uma verdadeira aula de timbres e combinação instrumental. É um clássico da banda. É para ser detonada no volume 100.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Knots” é uma peça minimalista por excelência, com intricado contraponto vocal, células harmônicas, fragmentos de acordes, fugas e e mais fugas vocais. Com certeza foi aqui que o Quenn chupou geral seus vocais. Essa é uma faixa seminal. Imperdível. Logo em seguida tem aquela da “moeda”, “The Boys in The Band”, um clássico instrumental com todo o peso da marca Gentle Giant. Essa é para ouvir e se transportar para a galáxia mais distante, de preferência escutar em algum lugar alto da Chapada do Araripe, de forma que você veja o vale inteiro, com suas luzes brilhando como estrelas no chão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257451697932689666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPY4ds8NYQI/AAAAAAAAAg0/av5l5tgc2gA/s400/KerryJayJohn.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;“Dog’s Life” é uma música feita para os roadies da banda e satiriza a vida cheia de correria, bebedeiras e histórias malucas. Nem por isso a qualidade cai, muito pelo contrário, predomina o experimentalismo concretista e de vanguarda, com timbres pra lá de exóticos. É a faixa mais lisérgica do disco, só para iniciados. “Think of me With Kindness” é uma balada delirante, com uma melodia fenomenal, para ser escutada sempre nos momentos mais inusitados.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“River” fecha o disco com a mesma elegância com que ele foi aberto. Obra-prima. Todos os elementos do universo progressivo do Gigante Gentil estão nessa composição. Essa é uma faixa excepcionalmente climática, com efeitos diversos, fragmentos de cello e violino, além das mudanças de andamento. O solo de guitarra de Gary Green é muito bem trabalhado, com um timbre imbatível. A banda dessa obra de arte é:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Gary Green / guitarras, percussão - Kerry Minnear / teclados, vibrafone, percussão, cello, Moog, vocais - Derek Shulman / vocais, alto saxofone - Philip Shulman / saxofone, trompete, mellofone, vocais - Raymond Shulman / baixo, violino, guitarrra, percussão , vocais- John Weathers / bateria, percussão, xilofone &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-3412634003264627239?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/3412634003264627239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=3412634003264627239' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/3412634003264627239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/3412634003264627239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/10/achados-e-perdidos-gentle-giant-octopus.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPY4CsHBA9I/AAAAAAAAAgc/NWevij0lIEc/s72-c/GG-Octo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-4967951149622898513</id><published>2008-10-13T12:46:00.000-07:00</published><updated>2008-10-13T12:52:18.751-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPOl2FMS4AI/AAAAAAAAAgE/Wavt7JmD7yk/s1600-h/onesize.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256727538596765698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPOl2FMS4AI/AAAAAAAAAgE/Wavt7JmD7yk/s400/onesize.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Clássicos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Frank Zappa and Mothers of Invention&lt;br /&gt;One Size Fits All&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O maior compositor do rock deu de presente para a humanidade esse disco em 1975, quem quiser achar ruim que ache. Zappa é a maior referência de qualidade no universo pop universal. Da mesma forma que colecionava admiradores, colecionava também detratores, devido ao seu humor ferino e sua intensa crítica aos costumes americanos. Ele não perdoava ninguém e era tido por muitos como politicamente incorreto. Que se foda quem quiser. Ele era e é mais genial do que fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse disco foi gravado simultaneamente com os discos “Apostrophe”, “Roxy &amp;amp; Elsewhere” e “Bongo Fury”, praticamente com a mesma banda, sem dúvida nenhuma a melhor formação do Mothers. A linha é a mistura de elementos do jazz, da música clássica contemporânea, blues, trilhas para desenhos animados e soul music. As letras são corrosivas, cheias de alusões sexuais e vitupérios contra vários tabus, além de uma tirada de onda monumental com o inconsciente coletivo americano em “Inca Roads”, faixa que abre o disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Inca Roads” tem uma pegada monumental, com uma introdução cheia de teclados lisérgicos de George Duke. As linhas de vocais são do outro mundo, como sugere a própria letra da música, com Zappa e Napoleon Murphy Brock fazendo intervenções extremamente cínicas. Depois de um turbilhão de convenções e harmonias chapantes, a música deságua num dos solos mais iluminados de toda a galáxia, uma habilidade de mestre no wha wha. Obra prima. Inesquecível. Sublime. Do caralho, resume melhor a sensação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Can’t Afford No Shoes” e “Sofá No.1” jogam o ouvinte em uma outra dimensão, com direito a guitarra distorcida e letra mais do que irônica, em “Can’t Afford No Shoes”, a linha harmônica começa simples e depois complica. O trabalho de slide guitar é demais, bem como os vocais. Isso é que é pop de vergonha. “Sofá No.1” é uma das melodias mais brilhantes do mago, com direito àquelas linhas malucas de vibrafone de Ruth Underwood. Clássico zappeiro duca.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256728018604462514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPOmSBXDEbI/AAAAAAAAAgM/XlX-gijTH_0/s400/zapa.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;“Pó-jama People” é uma faixa inexplicável. Simples, direta e fenomenal. Zappa, que é o rei dos timbres, - não existe outro igual - descola uma timbragem de médios, através de um wha wha, de outro mundo. O solo é enfurecido e recebe uma base sofisticada, com muito swing, da bateria de Chester Thompson e do baixo de Tom Fowler. Essa é pra ser escutada no talo, de forma que algum alto-falante peça pinico, entorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Florentine Pogen” é mais uma daquelas faixas obscuras do universo bizarro de Frank Zappa. Composição complexa, cheia de mudanças e convenções que desempregam qualquer banda cover. Sem dúvida nenhuma essa é uma das melhores composições de todos os tempos. Aqui você encontra ironia, cinismo, humor, e muito, mas muito talento mesmo. É pra ser escutada sem nenhum pentelho por perto, se não ele pede pra pular a faixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Evelyn, A Modified Dog” é hilariante, faz parte do humor ferino de Zappa. “San Ber’dino” é outra pérola do repertório bizarro de Zappa. Uma história cretina sobre um casal mais cretino ainda. Aqui Charlie Guitar Watson faz uma participação mais do que especial. Essa é pra ouvir no talo também, com belo arranjo de guitarra e levada final irresistível. O vocal de Watson é lendário. Aliás, Zappa era um mestre em arranjar esses vocais esquisitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Andy” é um dos maiores clássicos de Zappa. Simplesmente incendiária. Watson também rasga o vocal aqui, junto com Napoleon Murphy Brock. Também é para ser ouvido enchendo o saco daquele vizinho careta, que passa o domingo ouvindo a merdologia dos “Aviões do Forró”. Levada de guitarra massa, cheia de contra-pontos e fragmentos harmônicos. A linha vocal dessa música também é lendária, impagável. O solo é um caso à parte, com partes agudas que não se sabe ao certo onde Zappa está tocando.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256728519119290642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPOmvJ7FQRI/AAAAAAAAAgU/WWidEMIpd3g/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O disco fecha com “Sofá No. 2”. Essa é uma das letras mais bem sacadas do disco e do mundo Zappeiro: uma auto-descrição do sofá jamais vista, com um vocal em falsete de George Duke de tirar o fôlego. Parte da música é cantada com sotaque alemão. O disco tinha que ser encerrado assim, de forma clássica, bem aos moldes Zappeiros, estranhamento puro. Esse é o tamanho único de Frank Zappa com várias indicações e contra-indicações. Imperdivelmente clássico. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-4967951149622898513?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/4967951149622898513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=4967951149622898513' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4967951149622898513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4967951149622898513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/10/clssicos-frank-zappa-and-mothers-of.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPOl2FMS4AI/AAAAAAAAAgE/Wavt7JmD7yk/s72-c/onesize.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-5750305094983141140</id><published>2008-10-13T11:30:00.001-07:00</published><updated>2008-10-13T11:32:06.277-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPOTzp19rKI/AAAAAAAAAf0/YOfRUvpNtZ4/s1600-h/Johnny-Winter-Captured-Live-285498.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256707705686305954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPOTzp19rKI/AAAAAAAAAf0/YOfRUvpNtZ4/s400/Johnny-Winter-Captured-Live-285498.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Históricos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Johnny Winter - Captured Live!&lt;br /&gt;para a eternidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em uma lendária entrevista para a revista Guitar Player, respondendo sobre equipamento e regulagens, Johnny Winter respondeu que não tinha segredos, colocava todos os botões da guitarra e do amplificador no dez e metia a mão, sem olhar para trás. Esse disco histórico é uma prova disso. São seis faixas antológicas de pura adrenalina de hard blues ao vivo. Esse é um disco para quem acredita em guitar heroes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é daqueles ou daquelas que torce o nariz para longos solos de guitarra em volume máximo, e acha que isso é pura masturbação musical e que a guitarra é só um detalhe para o rock, então passe longe desse disco. Ou se quiser siga o meu conselho: compre esse registro monumental, mude os seus conceitos e perceba que existe vida inteligente e sentimento musical nesses solos que foram capturados ao vivo, sem retoques ou enganações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse disco contém faixas gravadas em três espetáculos diferentes, Swing Auditorium, San Diego Sports Arena e Oakland Coliseum, em 1976. Não existem faixas ruins nesse disco, cada uma é melhor do que a outra. Esse é um repertório impecável, simplesmente matador. O guitarrista texano está em sua fase divina de guitarra “Firebird”, da Gibson, com um leve toque de phase em seu timbre lotado de médios e amplificadores Marshall no talo. Johnny Winter desfila o seu leque de escalas pentatônicas, menores e de blues em velocidade estonteante, completamente distante dos malabarismos circenses dos fritadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A famosa base de Johnny Winter nos anos 70, em que ele se aproxima bastante do rock em seu fraseado blueseiro, está presente como uma verdadeira usina de força. Floyd Redford, com uma Gibson 335, semi-acústica, segura a base e faz solos e duelos precisos. A cozinha é formada por Randy Jo Hobbs no baixo e Richards Hughes na bateria, de entrosamento perfeito e peso puro, essa é uma dupla dos sonhos de qualquer guitarrista solo. O resultado dessa química é de impressionar qualquer um. As apresentações seguem a linha do início dos anos 70, com longos improvisos no gás total, sem deixar o público respirar.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256707833371467618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPOT7Fgen2I/AAAAAAAAAf8/iyfwVpc1n60/s400/johnnywinter.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O disco abre com “Bonie Moronie”, com uma introdução de Johnny Winter sozinho na guitarra. Que ele é albino todos sabem. Que ele é negro de alma e voz todos sabem, mas essa primeira faixa serve para o ouvinte saber exatamente com quantas notas se faz o autêntico hard blues. Melhor abertura impossível. No segundo solo dessa música Johnny mostra boa parte dos seus truques, aprendidos em bares e clubes noturnos. O ouvinte já é sacudido em sua quinta geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Roll with me”, a segunda faixa, é típica dos anos 70. O groove dessa música é irresistível, hipnotizante. É o solo mais rockeiro dessa infinidade de solos. Praticamente esse é o song book dos links de Johnny Winter, bands, doublestops, oitavas e ligados diversos. “Rock and roll people” faz o público delirar com seu andamento rápido e pegada alucinada do albino. As frases de guitarra são rápidas e poderosas. Esse é o chamado power blues, o som solta faíscas. Nessa faixa você vai entender porque ele é considerado um dos maiores guitarristas de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“It’s all over now” já abre com um solo mágico de Johnny Winter, para logo em seguida a banda entrar em uma pegada meio western e meio boogie. Essa faixa tem um dos melhores duelos entre o texano e Floyd Redford. A base que Johnny Winter faz quando Floyd está solando é imperdível. A essas alturas tudo já está pegando fogo. É quando Johnny Winter resolve usar o slide na música “Highway 61 revisited”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que você ouvir essa versão para o hit mágico do feiticeiro Bob Dylan, você vai pensar dez vezes antes de querer tocar slide guitar. O momento em que Johnny Winter segura a onda solando com slide, apenas com o groove da bateria, é clássico, é antológico, é seminal, é aula pura. Esse momento é pra você aprender a verdadeira função de uma guitarra solo. Ele ainda abre espaço para um solo generoso de Floyd Redford.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sweet Papa John” fecha o disco com toda a classe de um grande mestre do blues. Também começa com Johnny Winter sozinho, destruindo a guitarra, depois a banda entra em um blues de andamento lento, tradicional. É mais uma aula de slide. É pra fazer com que esse se torne um dos registros ao vivo mais importantes da sobrenatural década de 70. cara, se você ainda não conhece esse disco, você é simplesmente um vacilão. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-5750305094983141140?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/5750305094983141140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=5750305094983141140' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/5750305094983141140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/5750305094983141140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/10/histricos-johnny-winter-captured-live.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPOTzp19rKI/AAAAAAAAAf0/YOfRUvpNtZ4/s72-c/Johnny-Winter-Captured-Live-285498.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-1722729554747289058</id><published>2008-10-13T11:18:00.001-07:00</published><updated>2008-10-13T11:19:13.015-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPORFpr4xwI/AAAAAAAAAfc/i1XNQ32paYg/s1600-h/alegoria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256704716346803970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPORFpr4xwI/AAAAAAAAAfc/i1XNQ32paYg/s400/alegoria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Três bandas descoladas&lt;br /&gt;E uma noite massa no meio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A estreante Papagaio do Futuro, a rodada Alegoria da Caverna e sua fantasia de festa Os Transacionais, fizeram uma noite no Café Estação, em Crato, no último sábado 11, de rocks, baladas, reggaes e outras ondas diversas e inversas a mais, para um público médio, mas seleto e sedento de diversões sem trapaças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma grata surpresa foi ouvir o som trabalhado e irreverente da Papagaio do Futuro, uma banda de Juazeiro do Norte, que finalmente faz valer o aspecto urbano daquela cidade, sem a eterna babaquice das caras e bocas do heavy metal e do som fabricado das vídeo-aulas, tão peculiares entre santos e ladainhas de lá. Já a banda de Fortaleza, Alegoria da Caverna, com a competência do seu som, conseguiu dissipar o estigma de terra dos cafuçús daquela capital, o que convenhamos não é tarefa fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Papagaio do Futuro levou uma eternidade para arrumar o equipamento e definir lugares, enquanto uns brigavam com afinações, cabos e pedais, outros zoadavam em seus instrumentos, uma verdadeira munganga, que deve ser exterminada ontem. O som começou indefinido, completamente embolado, com todos os volumes detonados, encobrindo as vozes e distorcendo o som na frente. A banda não conseguiu equalizar completamente o som no palco e em alguns momentos as três guitarras estavam desafinadas entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não conseguiu detonar o som da banda, são erros de uma segunda apresentação de uma banda novíssima, que não tem nem repertório fechado ainda, mas que em cerca de oito músicas a Papagaio do Futuro demonstrou ser a novidade, o diferente, aquilo que se aguarda com ansiedade na cena musical caririense há muito tempo. As três guitarras são muito bem arranjadas, em músicas que mudam constantemente de andamento. Os solos são bem dosados, bem como as timbragens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As composições empolgam facilmente e já é possível perceber alguns hits em potencial. Faltam alguns ajustes na cozinha, apesar dos grooves marcantes do baixo. Sem dúvida nenhuma o destaque vai para a presença de palco da vocalista Grissa, com vocal possante, figurino exótico e carisma sobrando. A banda liderada por Aquiles, que assina as composições, faz vocal e toca guitarra, tem presente, tem futuro e não esquece a riqueza do passado musical do rock. Foi uma surpresa e tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda Alegoria da Caverna apresentou o repertório do seu cd “Gororoba “ , bem como o repertório do seu projeto paralelo Os Transacionais, só de covers brasileiros da década de 60 e 70, com um som bem mais enxuto e solto do que das outras vezes que esteve aqui. A banda tem um repertório autoral que transita entre o rock’n’roll, o funk, o reggae e levadas da mpb. As letras são bem cuidadas, irônicas e fáceis de guardar. A banda tem pelo menos dois hits, a simpática “Mumu de Sabi” e a incendiária “100% Pirado”, o que é fundamental em qualquer banda: música pra galera cantar junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso a banda é rodada, tem manha de palco. O som ficou redondinho, sem falhas. O destaque da banda é a sua cozinha, com o peso do excelente baterista D’Angelo e da competência do baixo de JolsonX. A guitarra de Miguel Basile é providencialmente econômica e muito eficiente, o guitarrista domina completamente o seu equipamento e despeja potência em seus solos certeiros e sem firulas. Vitoriano é o frontman. Sua presença é carismática, sua dicção é clara e sua guitarra é fundamental para a estrutura sonora da banda. A presença de palco da banda é massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto Os Transacionais é pura diversão. A mudança de repertório foi marcada pela lendária “Misirlou”, de Dick Dale and His Del-Tones, com o guitarrista Miguel Basile incorporando o verdadeiro espírito da guitarra surf. O resto do repertório é uma seleção de pérolas, entre elas, versões impagáveis dos mutantes. Os transacionais é sinônimo de diversão pura, o clima ideal para fechar a noite. O que vimos, ouvimos e dançamos foram as tendências do novo em pleno diálogo com o velho, mas sem nenhuma espécie de velhacaria. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-1722729554747289058?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/1722729554747289058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=1722729554747289058' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1722729554747289058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1722729554747289058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/10/trs-bandas-descoladas-e-uma-noite-massa.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SPORFpr4xwI/AAAAAAAAAfc/i1XNQ32paYg/s72-c/alegoria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-2644335986220350028</id><published>2008-09-25T09:30:00.000-07:00</published><updated>2008-09-25T09:32:43.374-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SNu81GwQZHI/AAAAAAAAAeU/Yq0Aqm3N72M/s1600-h/CASADASMAQUINAS.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249997411162547314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SNu81GwQZHI/AAAAAAAAAeU/Yq0Aqm3N72M/s400/CASADASMAQUINAS.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Achados e Perdidos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lar de Maravilhas&lt;br /&gt;É onde moram as máquinas progressivas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1975 é praticamente o auge do rock progressivo, com os grandes nomes do gênero lançando discos importantes. Muita baboseira já foi escrita sobre o rock progressivo, tanto de bem como de mal, tanto fora como dentro da mídia especializada, mas ainda falta uma revisão coerente desse período, com reconsiderações urgentes. O disco “Lar de Maravilhas”, da banda paulista Casa das Máquinas faz parte diretamente dessa revisão, como sendo um verdadeiro achado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda foi formada a partir da desintegração dos Incríveis. Netinho e Aroldo Binda formaram aquela que seria a banda para satisfazer musicalmente os dois. Carlos Geraldo, Piska e Pique completaram a primeira formação do grupo, responsável pelo primeiro disco, em 1974, chamado apenas de “Casa das Máquinas”, ainda com uma pegada pop, na linha dos Incríveis. Algumas mudanças aconteceram e a banda lançou essa maravilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a saída de Pique, que era saxofonista e tecladista, entraram mais um baterista, Marinho Thomaz, irmão de Netinho e um tecladista, Mário Testoni Jr. A parafernália eletrônica e o estilo rebuscado de Testoni deram um impulso progressivo ao grupo, que mudou completamente o visual e o som. As guitarras de Aroldo e Piska ficaram mais viajadas, cheias de efeitos e harmonias etéreas. O baixo de Geraldo segurou a onda em grande estilo, sem dever nada aos grandes nomes do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado dessa experiência musical é um dos mais interessantes discos do rock progressivo brasileiro. O timbre de órgão Hammond e os sintetizadores são fenomenais. As guitarras são coesas, com vários contrapontos e climas dinâmicos. As duas baterias são casadas com perfeição milimétrica e em alguns casos elas se estendem em funções diversas, criando uma textura musical muito massa. As letras não deslizam no besteirol típicos do gênero, mas ainda sublinham lugares-comuns, com algumas imagens telúricas já diluídas em letras de bandas com o referencial do Yes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem nesse disco alguns momentos acústicos de beleza rara. A melodia de “Lar de Maravilhas” é qualquer coisa de deslumbrante. É um clima propício para se conhecer outras galáxias. Definitivamente essa é uma música para se ouvir sozinho, com direito a incenso e escuro. “Cilindro Cônico” é outra viagem imperdível, com aquele timbre de Hammond liderando a melodia e aquele timbre de baixo profundo. “Vale Verde” é também cheia de climas viajantes, com destaque para os sintetizadores diversos e um solo de guitarra excelente, carregado de efeitos.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249997528635590802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SNu878YAyJI/AAAAAAAAAec/SHC_rWci4AU/s400/casadasnauqinas1234.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;“Vou morar no ar” fez muito sucesso e com razão. É claro que o suporte da rede Globo foi fundamental, com a faixa chegando a fazer parte de trilha de novela. A Som Livre, através de João Araújo, pai de Cazuza – que escreveu o release do disco – investiu pesado na banda, colocando no fantástico, no Sábado Som e posteriormente no Rock Concert. Houve também uma tentativa de lançar a banda internacionalmente. Nesse período o Casa das Máquinas tinha uma superestrutura, com aparelhagem de som pesado, com jogo de luz e cenários. As duas baterias causavam impacto, bem como o visual da trupe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o hit se justificava pela qualidade da composição. O clima cinematográfico do início da faixa, com aquelas passadas, a chuva, o trovão e as batidas na porta, fez e faz parte do imaginário coletivo da lisergia nacional. O clima espacial da faixa, com aquela guitarra embalada por um dos whas mais espertos do período, também entraram para história. Essa é uma faixa imperdível. Ao contrário de “Lar de Maravilhas”, essa é para ser ouvida no talo, com o amplificador pedindo perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra faixa sensacional é “Epidemia de Rock”, com uma introdução de bateria simplesmente arrasadora, duas baterias em sintonia fazendo uma convenção super-pesada. Escute e tenha em mente um momento histórico dessa banda que lançou quatro discos, sendo três pela Som Livre e um independente. O último disco oficial da banda, “Casa de Rock”, é também sensacional. A banda voltou recentemente, com alguns integrantes da formação original, para uma apresentação no Festival Psicodália de Carnaval 2008 em 3/2/2008 na serra do Tabuleiro em Santa Catarina e prometeram lançar material novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Download : &lt;a href="http://www.mediafire.com/?9c0dwnywyyz" target="_blank"&gt;http://www.mediafire.com/?9c0dwnywyyz&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-2644335986220350028?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/2644335986220350028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=2644335986220350028' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/2644335986220350028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/2644335986220350028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/09/achados-e-perdidos-lar-de-maravilhas.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SNu81GwQZHI/AAAAAAAAAeU/Yq0Aqm3N72M/s72-c/CASADASMAQUINAS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-2753104689605702430</id><published>2008-09-22T15:15:00.000-07:00</published><updated>2008-09-22T15:18:34.682-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SNgZTRqyPgI/AAAAAAAAAd0/1SaXWuVhaE4/s1600-h/DI03402.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248973184651378178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SNgZTRqyPgI/AAAAAAAAAd0/1SaXWuVhaE4/s400/DI03402.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffff66;"&gt;&lt;em&gt;Aos Vivos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hermeto Pascoal ao Vivo&lt;br /&gt;Em Montreux Jazz&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite única de 1997, quando Claude Nobs anunciou Hermeto Pascoal como sendo qualquer coisa de inacreditável, com um inesperado senso de improvisação, harmonia, composição e execução, vindo da distante e múltipla música brasileira, ele não sabia exatamente que estava fazendo parte de um momento iluminado, singular, repleto de transcendência musical e espiritual. Estavam lá no palco, junto com o mago Hermeto, todos os deuses da natureza, tocando e encantando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as músicas do repertório daquela noite o público foi brindado com o mais alto nível de improvisação que um músico pode desenvolver. É um momento sobrenatural. A capacidade criativa de Hermeto e banda, aliás, umas das maiores bandas já formadas no Brasil e no jazz universal, é de uma grandeza incabível em palavras. A interação do mago com seus músicos e com a platéia é qualquer coisa inexplicável, são momentos de criação viva, na hora, música brotando no suor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermeto tocou tudo que se possa imaginar: piano, clavinete, sax soprano, sax tenor, clavieta (escaleta), flauta, e improvisação de voz. Em todos esses instrumentos ele quebrou tudo, o seu improviso de escaleta em “Lagoa da canoa” é fantástico, ultramoderno, cheio de swing, harmônicos, vozes de embocaduras e escalas nada diatônicas, em um instrumento extremamente limitado. Essa mesma faixa começa com um solo de bateria de Nenê,que não tem explicação plausível. Essa obra-prima ainda tem um solo de tenor de Cacau que é de outro mundo. Nivaldo Ornelas dá uma aula, nessa mesma música, de ritmos e pegadas brasileiras em um sax soprano, através de saltos de notas e intervalos inacreditáveis. A faixa termina em apoteose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é apenas um dos momentos mágicos desse show. A faixa “Remelexo” é uma improvisação de voz de Hermeto Pascoal, em que ele transcende e faz da voz um instrumento de improvisação, com escalas e letra ao mesmo tempo. A banda não conta conversa e entra na onda.O chorinho “Fátima”, vira o maior jazz, com uma improvisação de Hermeto Pascoal na escaleta, o instrumento que ele está tocando na capa do disco, em cima de uma harmonia mais do que complexa. Ele não só reinventa esse instrumento como reinventa as possibilidades de improvisação em uma seqüência harmônica de desempregar muitos músicos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248973409353925586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SNgZgWwDA9I/AAAAAAAAAd8/6YOrEokK2Fk/s400/hermeto_pascoal.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Em “Terra verde”, “Maturi” e “Quebrando tudo”, Hermeto avessa o clavinete, que é outro instrumento muito limitado, que nas mãos do bruxo ele ganha cinqüenta mil oitavas. Hermeto Pascoal nessas músicas, que são emendadas pelos improvisos, faz citações de outras e encontra atalhos atonais descomunais, além de descobrir timbres jamais escutados nesse instrumento, em um desafio de solfejo e teclas histórico, com a banda esbanjando dinâmica. Aliás, que banda é essa, velho? Dá vontade de chorar de tão emocionante que é ouvir esse disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenê de bateria; Itiberê Zwarg no contra-baixo; Jovino dos Santos de harmonias impossíveis ao piano e clavinete; Zabelê e Pernambuco nas percussões diversas; e mais Nivaldo Ornelas, sax tenor e soprano; Cacau, sax tenor e soprano. Eis os ingredientes da poção mágica do bruxo Hermeto. Esse show histórico era pra terminar com a fenomenal “Forró Brasil”, uma delirante linha melódica, rápida e cheia de acidentes. Mas o público não deixou e ele voltou com a delicada faixa “Montreux”, composta no hotel, especialmente para o festival. O público ainda delirou com os improvisos “Voltando ao palco” e “E adeus” , para encerrar definitivamente aquela magia inesquecível e histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um disco único. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-2753104689605702430?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/2753104689605702430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=2753104689605702430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/2753104689605702430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/2753104689605702430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/09/aos-vivos-hermeto-pascoal-ao-vivo-em.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SNgZTRqyPgI/AAAAAAAAAd0/1SaXWuVhaE4/s72-c/DI03402.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-3173659474375568099</id><published>2008-09-22T15:05:00.000-07:00</published><updated>2008-09-22T15:11:55.695-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SNgXZ670DKI/AAAAAAAAAdc/CIePkKQLRi8/s1600-h/post-129-1191272307.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248971099784613026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SNgXZ670DKI/AAAAAAAAAdc/CIePkKQLRi8/s400/post-129-1191272307.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;&lt;em&gt;Clássicos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Blind Faith&lt;br /&gt;Esse rock é de fé&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem algumas coisas no rock que é preciso ouvir para crer. São histórias esdrúxulas, histriônicas e mitológicas. De tudo já aconteceu no reduto mais afetado do planeta. Muita armação. Muita mentira. Muito bico tocando porra nenhuma, fazendo pose e entrando para a história via mídia, que é a prostituta oficial disso tudo. Muitos têm que dobrar os joelhos para a imprensa para não morrer no anonimato. Com o Blind Faith foi diferente, essa quenga ordinária teve que estender um tapete vermelho para eles, que não estavam nem aí para badalação ou idolatrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem muitas delongas, a história é a seguinte: Eric Clapton e Steve Winwood começaram a se encontrar furtivamente para levar um som sem pretensões, eles estavam desapontados com o rumo megalomaníaco que a coisa toda estava tomando, com grandes festivais e apresentações para públicos maiores, além de turnês exaustivas, até que Ginger Baker toma conhecimento e insiste em participar também. Desde o Cream que Ginger Baker estava meio desponbalizado, um verdadeiro prego. O receio era esse. Um grande baterista, mas prego. Depois de várias tentativas ele se junta aos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo eles resolveram chamar Rick Grech, baixista da banda Family. Os ensaios se tornaram freqüentes, com longas improvisações, bem na linha das apresentações do Cream e do Traffic. Composições foram nascendo naturalmente e a gravação tornou-se inevitável. O lance é que a imprensa soube dos encontros e bradou para tudo que é lado que uma superbanda estava formada e que o disco seria uma das maiores obras-primas do planeta. Claro que ficou todo mundo esperando. Daí o nome da banda, uma fé cega de mercado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248971322774613874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SNgXm5oxb3I/AAAAAAAAAdk/sNNMVe8nUek/s400/B000059T00_01_LZZZZZZZ.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A banda era realmente estratosférica. Eric Clapton estava longe de ser um deus da guitarra, mesmo em sua época de desbunde, mas esbanjava carisma e estilo, que é mais importante do que virtuose. Além disso já havia escrito páginas importantes da história do rock e era pai de uma geração enorme de novos guitarristas. Steve Winwood já era respeitadíssimo pelas suas harmonias sofisticadas ao piano e órgão, suas composições originais, com linhas melódicas irresistíveis e um vocal mágico, capaz de alcançar notas impossíveis e transportar o ouvinte para as terras maravilhosas dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ginger Baker era um caso a parte. Muitos achavam que ele era um espancador de baterias. Outros se maravilhavam com a pegada pesada dele. O fato é que ele tinha personalidade e caminhava em sentido oposto ao péssimo Ringo Star e ao preciso e balançado som de Charlie Watts, que lideravam uma legião de bateristas educados musicalmente e bem comportados em família. Ginger Baker sentava a mão, sem medo de incomodar os moradores da cidade vizinha e era doido varrido. Fez escola: Carmine Apice, Gorki Laing e o paneleiro Kaith Moon, entre outros.Rick Grech mostrou nesse disco o quanto a banda Family era ruim e bizarra.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248971648548121122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SNgX53POqiI/AAAAAAAAAds/lj4gYVcBJRk/s400/One_blind_faith.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O disco foi gravado em sessões esparsas em fevereiro, maio e junho de 1969, no Morgam Studios e Olympic Studios. A capa que saiu na Inglaterra foi vetada nos Estados Unidos. O som é uma mistura de legítimo rock, hard rock, blues, folk e alguns traços de psicodelismo nas faixas “Had to cry today” e “Do what you like”, duas faixas longas, com muito improviso massa. Essas duas faixas são duas referências obrigatórias no rock mundial O disco é pra ser ouvido de uma vez só e com várias repetições e, claro, no volume máximo. O resultado final é difícil de ser igualado nos dias atuais, principalmente por alguns excrementos do indie rock e da merdologia emo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eric Clapton viaja nas faixas citadas, mas é em “Presence of the Lord” que ele faz um solo inesquecível, sem firulas e sem fritações debilóides, apenas um sentido musical acima da média. Impossível não se arrepiar com esse solo, melódico e sensível como a composição. Steve Winwood está impagável em todas as faixas, com sua voz inconfundível e inimitável. Mas em “Can’t find my way home” ele dá uma verdadeira aula de canto, com falsetes de tirar o fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Well all right” a banda toda mostra que tem swing, com destaque para o breve solo de piano de Steve Winwood. Só mesmo a versão de Santana dessa música é mais balançada. O clima Traffic, uma das maiores bandas de todos os tempos, liderada por Steve Winwood, ficou muito mais projetado em “Sea of joy”, composição de harmonia elaborada, cheia de voltas e climas, de vocal difícil e violino de Rick Grech quase chorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você conhece esse disco, com certeza deve tê-lo como um dos preferidos. Se você não conhece ainda, eu não sei o que você está fazendo da vida. Baixe o arquivo o mais rápido possível ou compre o original importado, se possível em vinil, pois esse é um dos maiores clássicos do legítimo rock. Escute para crer. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-3173659474375568099?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/3173659474375568099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=3173659474375568099' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/3173659474375568099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/3173659474375568099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/09/clssicos-blind-faith-esse-rock-de-f.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SNgXZ670DKI/AAAAAAAAAdc/CIePkKQLRi8/s72-c/post-129-1191272307.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-2979200768024481859</id><published>2008-09-09T12:51:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T12:55:37.006-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SMbUB-M67QI/AAAAAAAAAc8/c0FEcHcvaw0/s1600-h/QUALQUER%2520COISA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244111946461670658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SMbUB-M67QI/AAAAAAAAAc8/c0FEcHcvaw0/s400/QUALQUER%2520COISA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;&lt;em&gt;Achados e Perdidos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Qualquer Coisa&lt;br /&gt;É raro e é Jóia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Caetano Veloso divide unanimidades. Com suas teses mirabolantes ele refaz os conceitos de gostar. Nem sempre é coerente em suas opiniões e nem sempre é coerente em suas composições, mas a sua obra como um todo é mais do que coerente, é sutilmente genial. É preciso aprender a gostar de Caetano Veloso. Um bom começo é ouvir e pesquisar “Qualquer Coisa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de lançamento desse disco é 1975, em plena ditadura militar, em plena resistência cultural. Mas esse não é um disco de confronto aos anos de chumbo, muito pelo contrário, é um disco cheio de referências estrangeiras. Por isso ele logo foi taxado de alienação pura. O disco faz parte de um projeto maior. Foi lançado junto com o disco “Jóia”, sendo os dois lançados ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que liga esses dois trabalhos é a homenagem direta aos Beatles, através da releitura de quatro músicas do quarteto: "Help” em "Jóia”, Eleanor Rigby", "For No One" e "Lady Madonna" em "Qualquer Coisa". As capas fazem uma intertextualidade toda especial. A capa de “Jóia” é um diálogo com a capa do disco “Two Virgins”, de John Lennon e Yoko Ono, ambas censuradas pela nudez dos artistas. Já a capa de “Qualquer Coisa” é um diálogo com a famosa capa do disco “Let it Be”, dos Beatles, o último lançamento do quarteto inglês.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244112065597053938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SMbUI6BAm_I/AAAAAAAAAdE/9dIu3OrV49I/s400/cae-joia.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Se no cenário internacional o rock começava a demonstrar cansaço pelas tendências progressivas e pela canastrice do rock de arena, bem como o punk e a disco music prometiam muita barulheira de protesto e diversão imbecilizada, respectivamente, Caetano Veloso apresentava um intimismo minimalista que quebrava o clima geral, com suas canções sobre amor e suas homenagens nada póstumas a quem ajudou a mudar o comportamento social daquela juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Qualquer Coisa” é denso em sua poesia e leve em seus arranjos. Tudo na medida certa, sem tirar nem pôr. Verdadeiras pérolas foram lançadas aos porcos fardados. “Qualquer Coisa”, “Da Maior Importância” e “A Tua Presença Morena” são fenômenos poéticos raros, que não perdem força com a retirada da música. As releituras dos Beatles são singulares. Nunca ninguém fez nada parecido com o que Caetano e banda fizeram com “For no One”. João Donato e Perinho Albuquerque deram um toque universal ao individualismo do fã diante dos seus ídolos.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244112373156999138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SMbUazxA7-I/AAAAAAAAAdM/uY1_AeF0-a8/s400/08_MVG_cult_caetano_0808.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Já a versão de “Drume Negrita” caberia muito mais em boa parte do repertório de “Jóia”, por ser descartável e sem nenhuma espécie de junção estética, apenas uma versão com reservas. Ainda no campo das versões, Caetano Veloso acerta no alvo em sua releitura de “Jorge de Capadócia”, de Jorge Ben, uma faixa enigmática e cheia de força esotérica, rápida e rasteira como um raio vingador. Em “Samba e Amor”, de Chico Buarque, Caetano faz música proletária sem ser panfletário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Qualquer Coisa”, a música, ainda tocou no rádio. Era um tempo em que o rádio tinha representatividade na construção do imaginário popular e a distância era algo doce, que transformava ansiedade em magia. O estranhamento da poesia, com aquele papo todo torto, aproximava o poeta do concretismo paulista ao mesmo tempo em que afastava o compromisso irrefutável de se fazer guerrilha com a arte. Hoje eu compreendo isso, naquele tempo não. Mas o tempo também não tem coerência.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-2979200768024481859?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/2979200768024481859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=2979200768024481859' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/2979200768024481859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/2979200768024481859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/09/achados-e-perdidos-qualquer-coisa-raro.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SMbUB-M67QI/AAAAAAAAAc8/c0FEcHcvaw0/s72-c/QUALQUER%2520COISA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-9169068482254407875</id><published>2008-09-07T13:08:00.000-07:00</published><updated>2008-09-07T13:09:37.181-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Leninha in Blues, o Show&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei necessariamente quantos mistérios existem na afirmação categórica de que o Cariri é o berço da cultura. Sei que essa afirmação tem um arcabouço e tanto de inferências. Nem sempre existe consenso sobre isso. E não deve ter mesmo. A questão deve sempre ser mantida em aberto, principalmente quando ela, a cultura, parece sofrer um cerco aniquilador jamais visto em nossa história. Mais um exemplo foi dado ontem, no novíssimo teatro do Sesc, em Juazeiro do Norte, o cartaz anunciava Leninha in blues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show estava lá. O público não. Vergonhosamente não. Ao todo eram 12 pessoas, sendo público mesmo eu e Mônica, minha mulher, mais Jean Nogueira e Socorro Moreira. Os outros eram ou parentes de Tiago Correia - guitarrista de Fortaleza, que acompanhou Leninha, junto com Manel de Jardim, a lenda – ou integrantes da equipe de produção do Sesc. Depois do show iniciado apareceram mais alguns outros, não mais do que seis e que desapareceram antes mesmo do show terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leninha foi de uma dignidade sem tamanho.  Fez o seu show com uma entrega artística rara nos dias atuais, em que qualquer banda merda de barzinho assume os ares de personalidades máximas do show busines, com direito a poses cretinas e comunidades orcutais, assim mesmo, com as mesmas letras que escrevem orifício. Mesmo a apresentação contendo algumas restrições, o trio se superou em dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí os velhos questionamentos: faltou público por causa da atração? Ou foi por causa do formato, sem banda? Ou será que não foi por causa do repertório de Leninha, que sempre repete as mesmas músicas de Janis Joplin e Cazuza? Ou por causa da produção? Ou ainda por causa da divulgação, eterno problema em se tratando de Sesc, (basta lembrar todas as edições das Mostras)? Para muitos esse pode ser um terreno minado, exatamente por causa dos mimos, essa estranha força que assola a lona colorida do circo artístico caririense. Para mim, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada é preciso saber com quantos reais é feita uma produção dessas, bem como quais são realmente os interesses em jogo. A verdade é que santo de casa não caga milagres. Cagam os de fora, recebem cachê significativo, tratamento de estrelas sem nenhum céu e depois saem daqui com a certeza de que estiveram em uma província, ainda no campo das abastanças, basta lembrar o último show do “Nação Zumbi” ou o último show do “Trio Sotaque”, duas porcarias ambulantes aplaudidas por muitos. O fato é que aqui existe muita produção de gabinete, de edital e de projetos institucionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra reflexão imediata é sobre o público. Essa mesma produção trabalhou em um grande espetáculo: “Femininas”, muito bem produzido, com quatro das melhores cantoras do Cariri cantando bossa e outras ondas. Da mesma forma o público não compareceu. Da mesma forma o público também não comparece para prestigiar o que é caririense nas Mostras e nem na maioria dos espetáculos produzidos pelo Centro Cultural do BNB. Agora, basta trazer qualquer enganação de fora que o público aparece. Isso é culpa dos artistas ou da produção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leninha é uma cantora excepcional e uma compositora de talento, não precisa provar nada para ninguém. Mas ela precisa urgentemente mudar o seu repertório. Suas releituras de clássicos de Janis Joplin e de outros “clássicos” dos barzinhos, tornaram-se enfadonhas. Todo o seu talento deveria se voltar para suas composições, com banda completa. Mesmo assim o seu desempenho foi magistral. Nesse show ela deu mostra de toda a sua experiência de palco e de toda a sua força como bandlead, usando e abusando de gags vocais, técnicas de microfone, modulações e falsetes de tirar o fôlego. Leninha estava solta, impecavelmente talentosa, mas dentro de um repertório impecavelmente manjado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manel de Jardim no baixo e no violão fez parceria com Tiago Correia na guitarra. Dois músicos excelentes, mas em determinados momentos desentrosados. Se o número de ensaios não foi suficiente para dar unidade total, a carga de talento foi muito generosa para dar um tom todo especial ao show. Muitas improvisações inspiradas. Tiago tem um fraseado fácil, rockeiro, sem a caretice insuportável das vídeo-aulas, que formam guitarristas às dúzias aqui no Cariri e nas mais distantes cafuçulândias. Manel de Jardim dispensa comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram 12 pessoas apenas e uma população flutuante mínima. Em compensação ao fiasco de público o palco estava lotado por uma multidão de talentos e uma infinita dignidade da maior e mais afinada cantora caririense. Leninha canta porque sabe e não porque no meio do show manda abrir uma rodinha para a natureba dançar uma ciranda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-9169068482254407875?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/9169068482254407875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=9169068482254407875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/9169068482254407875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/9169068482254407875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/09/leninha-in-blues-o-show-eu-no-sei.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-1836146722413349662</id><published>2008-09-06T09:50:00.000-07:00</published><updated>2008-09-06T09:53:00.310-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SMK1HqcMtGI/AAAAAAAAAc0/8JMXIM1kinA/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242952059468952674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SMK1HqcMtGI/AAAAAAAAAc0/8JMXIM1kinA/s400/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Aos Vivos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pepeu Mais Vivo do Que Nunca&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Falar de Pepeu é praticamente falar da música brasileira em toda a sua extensão, com suas peculiaridades próprias e assimilações diversas. São poucos os guitarristas que têm a musicalidade de Pepeu, um dos maiores do mundo. Nesse registro ao vivo, no 14º. Festival de Montreaux, ele avessa a guitarra, a guitarra baiana, o cavaquinho e o bandolin, com uma capacidade monstruosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os shows de Montreaux já são manjados, uma mistura esquisita em que pesa mais o mercado do que o jazz em si. Vários artistas brasileiros já se apresentaram lá e ainda se apresentam. Existem várias armações, frutos de contratos de grandes gravadoras, que têm no evento o palco ideal para projeções maiores dos seus artistas. Essa apresentação de Pepeu não tem nada disso, é arte pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pepeu estava no seu segundo disco solo, “Na Terra a Mais de Mil”, já com o respaldo da crítica do primeiro disco, “Geração de Som”. A fórmula era instrumental brasileiro misturado com uma pegada rockeira de primeira linha. O primeirão já foi uma porrada sonora, puxada pelo relativo sucesso de “Malacaxeta”, então na versão instrumental. O segundo teve mais percussão e mais repercussão, devido à balada “Meu coração”, que tocou bastante nos rádios, e a versão cantada de “Malacaxeta”, com letra de Caetano Veloso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos criticaram a decisão de Pepeu cantar, que tinha se vendido e tal. Não importa quanto ele cante e o que ele cante, o que vale é ouvir a sua guitarra, com seus timbres peculiares e suas afinações bizarras. Ele é que enrola os seus próprios captadores e faz as partes elétricas dos seus instrumentos, daí vem parte do seu som, sendo a outra parte talento puro e estilo próprio, sem caralho de vídeo aula ou babaquice de “intenção blues” nos modos mixolídio ou qualquer outra porcaria que o valha. Pepeu é intuição e inventividade, swingue no sangue, é malandragem de autodidata, que não precisa de afinador eletrônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele esteve pela primeira vez no palco de Montreaux foi com Gilberto Gil. Ele quebrou tudo, com solos memoráveis e uma energia contagiante, integrando uma das maiores formações da mpb naquela ocasião, uma superbanda. Ele voltou com a sua própria banda – e que banda velho!!! - , sendo a atração principal da noite. Não deixou por menos. Mostrou com classe o que é que um verdadeiro músico brasileiro é capaz de fazer com uma guitarra na mão. Só o disco, o produto em si, é que ficou mal pra caramba, cortaram grande parte do show e montaram um disco simples, sem muita qualidade sonora. Mas dá para viajar, e muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da tradicional apresentação de Claude Nobs, o pau comeu redondo e sonoro. A primeira é um medley de chorinhos puxadas por um clássico do mestre dos mestres, Pixinguinha, “Lamento”. Parte da platéia gringa ficou calada, procurando entender, a outra parte, que era brasileira, já sambou. Foi o cartão de visita de Pepeu. Depois vieram “Noites Cariocas”, “Chuvisco no Samba” e “Riroca Swingue Branco”, todas com arranjo de regional no mesmo medley, com direito a cavaquinho, bandolin e outras bossas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Luz de Guadalupe” é um blues. Mas um blues fusion, misturado com o sotaque brasileiro. Né careta não. Uma aula de como não soar igual aos iguais, em um estilo cheio de cópias baratas, de paninho passado e tudo mais. Depois Pepeu abre a boca para cantar “O Mal é o que sai da boca do homem”, uma visão anarquista sobre a censura brasileira e uma escrachada apologia da liberdade. Argumentado sobre a inclusão dessa música no repertório ele riu e disse que era devido à censura ter vetado a execução da música no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “América Tropical” e “Todo Amor ao Jimi”, Pepeu solta os dedos em dois improvisos inspiradíssimos, lisérgicos. A primeira tem uma harmonia complicada, cheia de acidentes e convenções, ele senta a mão, sem medo de errar. Na segunda Pepeu é sentimento puro, é de arrepiar, é pra ouvir no talo, encobrindo aquela merda de forró eletrônico que o seu vizinho escuta todo dia e toda hora. Essa é aquela balada pra ouvir depois da meia noite, sentado no batente, (lembra?), vendo o Cariri todo piscando suas luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Afoxé do Garcia” e “Rei do Baião” têm um balanço irresistível, você balança nem que seja a sombra. Jorginho Gomes é um dos maiores bateristas do mundo, toca sem pena, toca forte e de forma educada, isso se chama peso. Luciano Alves é quem pilota os teclados, um verdadeiro maestro, com grande senso de improvisação, sem cair no mecanismo da prática de estudos. O baixo fica por conta de Didi Gomes, outro irmão de Pepeu, cheio de Grooves e escalas descomunais. A percussão foi tocada por Charlie Negrita e Baixinho, sem comentários, é muito swingue. “Rei do Baião” é a faixa em que a sanfona mais do que especial de Oswaldinho aparece mais, pense numa levada doida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Blue Wind“, de Jean Hammer, imortalizada por Jeff Beck, encerra o disco de forma magistral, com pegada muito mais rockeira do que o arranjo original, além do molho todo especial da cozinha. Uma verdadeira aula de guitarra. O dueto de guitarra e teclado é justo, seguido de um solo alucinado de Luciano Alves. Pepeu sola com um timbre duplicado em oitavas. É curta. É pesada. É massa. Esse disco é obrigatório. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-1836146722413349662?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/1836146722413349662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=1836146722413349662' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1836146722413349662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1836146722413349662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/09/aos-vivos-pepeu-mais-vivo-do-que-nunca.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SMK1HqcMtGI/AAAAAAAAAc0/8JMXIM1kinA/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-3406206108345899663</id><published>2008-08-25T07:59:00.001-07:00</published><updated>2008-08-25T08:00:49.918-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SLLI3XUWB7I/AAAAAAAAAck/dMwLhPHJotY/s1600-h/200px-Murderballads.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238470170063013810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SLLI3XUWB7I/AAAAAAAAAck/dMwLhPHJotY/s400/200px-Murderballads.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;&lt;em&gt;Clássicos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As baladas atormentadas&lt;br /&gt;De Nick Cave&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nick Cave é cavernoso no próprio nome artístico. Mas a procedência cavernosa de Nick Cave não é pose. É existencialismo destilado em cinismo, em sátira, em carnavalização religiosa e questionamentos sociais e metafísicos. A mente humana para Cave é uma partitura, que ele mergulha com seu piano alado, muitas vezes muito próximo do piano que Murilo Mendes faz a sua mãe tocar em pleno caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Murder Ballads” foi lançado em 1996 e traz em sua estética refinada, dez baladas sobre assassinos e assassinatos. É uma mistura de músicas do cancioneiro tradicional, composições suas e um cover irônico de Bob Dylan. Esse não é um disco comum e de forma nenhuma é destinado ao escutador medíocre. “Murder Ballads” tem um tom inquietante de esquina suburbana numa madrugada qualquer, enquanto a cidade espera baixar a fuligem do asfalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na voz de Nick Cave as atormentações humanas dão um salto para além do cadafalso. O tema por si só já proporciona desdobramentos inusitados. A maneira como Cave aborda o tema acaba multiplicando essas possibilidades ao impossível. São detalhes sonoros, são entonações, são timbres arranjados exatamente para evocarem sensações das mais diversas, são ruídos perturbadores, são baladas que não são baladas, são universos paralelos dentro de uma regência mágica, que só Nick Cave poderia ter concebido. “Murder Ballads” é uma aula histórica de tensão artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A epifania e a catarse estão presentes em cada história contada. Remexer o lado obscuro da mente humana através da música requer requinte sentimental. E isso Nick Cave tem de sobra. O seu som é inebriante, o seu carisma vai desde um porra louca desses perdido numa multidão de concreto até à placidez intocável das paisagens bucólicas do imaginário coletivo. Esse é um disco que vai além da audição e atinge os aparatos ritualísticos da pós-modernidade, com todos os seus viadutos e imagens de alta-definição, bem como muquifos e becos existenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Song of joy” abre essa viagem soturna em tom profético, com uma carga dramática digna da apologia musical de Nick Cave and The Bad Seeds. Essa é uma das maiores obras-primas da música pop. Ela conta a história de um homem que tem sua mulher e suas três filhas assassinadas por um maníaco que escreve versos de Milton com o sangue das vítimas. É impressionante a textura criada pela banda. O guitarrista Blixa Bargeld consegue ilustrar o sofrimento daquele homem através de ganidos e espasmos de seu instrumento. A poesia dessa faixa é genial.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238470275781717906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SLLI9hJpb5I/AAAAAAAAAcs/sF4TgY6HWB4/s400/nick1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;“Stagerr Lee” é uma música do cancioneiro tradicional, que aqui recebe um arranjo matador, sem trocadilhos. Existe um encantamento extremamente cínico nessa música. Sensações arrebatadoras podem ser notadas saindo dos auto-falantes como balas avermelhadas indo em direção à decadência do ser humano. Essa música narra um crime passional do cafajeste “Stagerr Lee”, com Blixa Bargeld extrapolando em sua estética minimalista de extrair sons esquisitos de sua guitarra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco tem participações mais do que especiais, além da própria imanência da banda The Bad Seeds, na sua mais alta perfomance. P.J. Harvey faz dueto com Nick Cave em algumas faixas, com destaque para a belíssima Hanry Lee. A cantora australiana Kylie Minogue faz dueto com Cave na faixa “Where the wild roses grow”, responsável pelo sucesso de público e crítica desse cd. Essa é outra obra-prima do pop universal. Imperdível. Poesia em seu mais alto grau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tantas idas e vindas sobre os rastros da alma humana, “Murder Ballads” encerra essa experiência transcendental com um cover de Bob Dylan, “Death is not the and”. Essa, que é uma das pérolas do repertório de um dos maiores poetas do mundo, recebe o tratamento ambíguo que seus versos exibem. É uma mistura de sátira e aconselhamento, alertando cinicamente que a morte não é o fim, nem como aniquilamento e nem como propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não conhece ainda esse disco, não perca a sua vida com futilidades, escute, compre e guarde e tenha as letras devidamente traduzidas. Insubstituível. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-3406206108345899663?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/3406206108345899663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=3406206108345899663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/3406206108345899663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/3406206108345899663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/08/clssicos-as-baladas-atormentadas-de.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SLLI3XUWB7I/AAAAAAAAAck/dMwLhPHJotY/s72-c/200px-Murderballads.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-1799674498739064319</id><published>2008-08-24T09:27:00.001-07:00</published><updated>2008-08-24T09:31:28.130-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SLGMGQYplgI/AAAAAAAAAb8/Y-iIUpaU7EE/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238121880714057218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SLGMGQYplgI/AAAAAAAAAb8/Y-iIUpaU7EE/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Clássicos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A rua misteriosa dos Stones&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Exile on main St.” é o típico album de rock cheio de mistérios. A própria banda foi envolvida ao longo da história por uma áurea de esquisitices e lances obscuros. E esse é justamente um dos encantamentos dessa banda, que é considerada por muitos como a maior banda de rock de todos os tempos. Há controvérsias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Exile on main St.” foi concebido como um disco duplo, com 18 músicas divididas em quatro lados. O clima difuso do lp começa pela capa, cheia de pequenas fotos aleatórias, cheias de bizarrices. Tal qual foi a gravação desse disco, que é uma mistura de sobras de estúdio, gravações guardadas entre 1968 e 1972 e material novo, composto para o lançamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gravações foram iniciadas em um antigo banker da gestapo durante a Segunda Guerra Mundial, alugado por Keith Richards. Nellcôte, um antigo palacete localizado no interior da França, próximo à Nice, foi o palco de muitas histórias malucas. A piração tomava de conta do guitarrista, mergulhado em milhares de dólares investidos em heroína e todo tipo de droga existente. Lá eles receberam inúmeras visitas mais malucas ainda, como a de Burroughs, poeta beat; do novelista Terry Southern, também beat; e do compositor de country-rock Graham Parsons, falecido pouco tempo depois, vitimado por overdose.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238122189029995890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SLGMYM85dXI/AAAAAAAAAcE/GnPC4GoZIvc/s400/r1.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Bill Wymam e Charlie Watts estavam em abstinência. Mick Jagger esteve ausente quase que o tempo inteiro, recém casado e com filho recém nascido. Keith Richards estava solto e comandou praticamente tudo. A zoeira foi tamanha que a polícia teve que exigir a expulsão das visitas intoxicadas. Logo depois de encerrada a temporada na França, o material foi levado por Mick Jagger para Nova York, onde inúmeras overdubs foram feitas por diversos músicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado disso tudo é uma massa sonora tipicamente stoneana. Rock, soul, blues, booggie, shuffle, western e baladas formam o caldo desse disco de mixagem tosca e som cru, com a bateria de Charlie Watts como porto seguro. Esse é um disco para ser escutado no volume máximo, pois os instrumentos foram gravados praticamente na mesma altura dos vocais, causando um certo caos devido ao excesso de overdubs em muitas faixas. Tudo resolvido com alguns decibéis desaforados do seu som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mick Taylor salva inúmeras faixas com a sua pegada bluseira. Vários artistas tocaram contra-baixo, mas todos sem nenhum destaque. A guitarra de Keith Richards às vezes soa como seminal e às vezes soa completamente descartável. Mas o todo tem uma pegada incrível, inexplicavelmente genial. Esse álbum tinha tudo para ser péssimo, mas no entanto é uma verdadeira obra-prima, fruto dessa dialética de interesses e estéticas sonoras de seus músicos. Mick Jagger nunca foi um grande cantor, mas ele encanta e aqui a sua magia aparece de forma suprema.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238122386883928402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SLGMjuA84VI/AAAAAAAAAcM/26Xs6W4pSaE/s400/StonesStudio1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;“Rock Off”; “Rip this Joint”; “Tumbling Dice”; “Happy”; “Sweet Virginia” e “All Down the Line” são verdadeiros mísseis atômicos. Com certeza essa não será uma audiência normal, pois você sentirá um ambiente sonoro narcotizado o tempo inteiro, além do detalhe de você não entender praticamente quase nada do que Mick Jagger berra. Com o tempo você percebe que existem arranjos fenomenais de rock’n’roll por trás de tudo isso. A coesão da banda está exatamente nesse clima enfumaçado, difuso e tosco de se fazer música para ser ouvida em todo volume. Definitivamente esse não é um disco para conservadores ou puristas. Esse é o puro rock, igualado ao mesmo som alcançado por bandas como Faces, James Gang, Hot Tuna, ZZ Top, Neil Young e Crazy Horse, The Band e Rod Stewart em seus primórdios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Exile on main St.” é imperdível por diversos motivos: é um disco que exala mistérios; é um disco que fornece segredos sonoros a cada audição; é uma massa sonora de tirar o fôlego quando escutada no talo; e acima de tudo, é rock’n’roll na veia, com todos os requintes que o gênero proporciona. Esse é o tipo de disco que se você escutar uma vez, você jamais se livra. É um verdadeiro vício. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-1799674498739064319?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/1799674498739064319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=1799674498739064319' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1799674498739064319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1799674498739064319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/08/clssicos-rua-misteriosa-dos-stones.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SLGMGQYplgI/AAAAAAAAAb8/Y-iIUpaU7EE/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-4131249833673527744</id><published>2008-08-23T11:26:00.001-07:00</published><updated>2008-08-23T11:29:30.892-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SLBWgidKQ5I/AAAAAAAAAas/Tc0w_OdVgNk/s1600-h/ccr.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237781483636802450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SLBWgidKQ5I/AAAAAAAAAas/Tc0w_OdVgNk/s400/ccr.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Históricos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A magia crua do&lt;br /&gt;Creedence Clearwater Revival&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nascedouro da bicho-grilagem é a São Francisco maluca das décadas de 60 e 70. Músicos, escritores, poetas, pintores, e toda sorte de artista e vagabundo andavam por lá, atrás de uma penca de ácido pra ver vida mais colorida. Mas lá também é a fonte da magia musical do psicodelismo e dos seus desdobramentos. O som especial do Creedence vem de lá. Não é à toa que essa banda é seminal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1968 é lançado o primeiro disco do Creedence Clearwater Revival, tendo como título apenas o nome da banda, que foi retirado do nome próprio de um amigo de Tom Fogerty, Creedence Nubal, e de uma propaganda de cerveja: clearwater. O disco já trazia a pegada crua característica de algumas bandas do período. Além do som puro, valvulado, com amplificadores no talo, o Creedence tinha como amuleto o som rasgado da poderosa voz de John Fogerty, guitarrista solo, líder e compositor da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade o Creedence é o resultado final de outras formações anteriores envolvendo John Fogerty, Stu Cook, baixista e Doug Clifford, baterista. Eles já foram The Blue Velvets, e Tommy Fogerty &amp;amp; The Blue Velvets, em 1959, e The Golliwogs, em 1964. Quando o selo Fantasy resolveu dar uma chance a eles o guitarrista base Tom Fogerty, irmão de John, tornou-se apenas integrante do grupo, o nome foi definitivamente trocado. Tom Fogerty já tinha um certo nome nas redondezas de “Frisco”, mas o seu som era muito careta, nada parecido com o que se tornaria o Creedence.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237781592351687346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SLBWm3czwrI/AAAAAAAAAa0/kbaL3KZYVws/s400/creedence_clearwater_revival_11.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Guitarras Telecaster, Rickenbacker e Gretsch davam uma tonalidade de swamp rock, uma espécie de folk song eletrificado com rock’n’roll. Mas o Creedence era bem mais do que isso, era uma mistura de blues, resquícios do psicodelismo, música de protesto, improvisos e soft country. John Fogerty segurava a onda na frente da banda com seus solos pentatônicos e bluseiros e um vocal marcante, verdadeiramente impagável, com interpretações emocionadas e lendárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro disco da banda é um dos maiores discos de todos os tempos de vida do rock’n’roll, prenunciando uma carreira de muitas vendagens, sucesso de crítica e de público. Breve, com apenas sete discos oficiais, mas intensa, cheia de verdadeiros ícones da música pop universal. Várias gerações foram embaladas ao som do Creedence, que sempre manteve a sua pegada visceral e suas abordagens sociais e sentimentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O choque de egos decretou o fim da banda logo na primeira metade dos anos 70. O irmão Tom não aceitava o brilho intenso do líder. Tom morreu de aids - adquirida em uma transfusão de sangue, na década de 80 - sem falar com o irmão mais novo. Ambos tiveram alguns discos lançados individualmente. Tom era mais comercial e romântico. John é mais contestador e muito mais criativo e original, pena ele ainda sofrer problemas contratuais que o impedem de uma carreira mais profícua.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237781768956335362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SLBWxJWo1QI/AAAAAAAAAa8/7R1CaSDkd4I/s400/creedence-clearwater-revival1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;“I put a Speel on You” é uma balada estradeira fenomenal, arrasa quarteirões. Essa faixa é o cartão de visita de um dos maiores vocais do rock’n’roll. Coloque essa música no som do carro, em volume topado, pegue uma estrada reta, em cima da Chapada do Araripe, e encontre o nirvana, encontre o verdadeiro feitiço bradado a plenos pulmões por John. É sonzeira demais. Timbres limpos de guitarras, com leve trêmulo do ampli na guitarra de John e um vozeirão vindo do fundo da alma. Se você tá amando, cara, desesperadamente amando, redobre os seus sentimentos com esse mantra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Suzie Q” é um clássico, que na mão do Creedence ganhou vários minutos de improviso. John não é virtuoso, ele não frita o braço da guitarra feito rato de laboratório despombalizado. E é justamente por isso que ele é eficiente demais em seus solos sensitivos, embasados em puro sentimento musical. A banda faz a cama perfeita, com pegada na medida, nem peso demais e nem leveza demais. Imperdível. É pra balançar o cabeção o tempo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco fecha com “Walk on the Water”, uma composição dos irmãos. Essa faixa tem o sabor de São Francisco, com um toque todo especial de fitas com rotações invertidas, bem ao gosto psicodélico, com direito a longa improvisação da banda. Não vou falar muito nem dessa e nem das outras faixas, justamente para você redescobrir esse tesouro. Os bons ventos anunciam reedições da discografia da banda, com remasterizações, faixas bônus e fotos inéditas. Dizem que é para o final do ano. É esperar pra comprar. Enquanto isso, aumenta aí, cara. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-4131249833673527744?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/4131249833673527744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=4131249833673527744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4131249833673527744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4131249833673527744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/08/histricos-magia-crua-do-creedence.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SLBWgidKQ5I/AAAAAAAAAas/Tc0w_OdVgNk/s72-c/ccr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-9128833430723093029</id><published>2008-08-17T08:07:00.000-07:00</published><updated>2008-08-17T08:10:51.529-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SKg-5bjfC8I/AAAAAAAAAZs/Y-gX5mDFRNo/s1600-h/DI00910.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235503723188259778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SKg-5bjfC8I/AAAAAAAAAZs/Y-gX5mDFRNo/s400/DI00910.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Achados e perdidos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Corações Futuristas&lt;br /&gt;Egberto Gismonti Senhor do Tempo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em meados dos anos 70 e primeira metade dos anos 80 o mercado fonográfico foi surpreendido com a evolução de um segmento instrumental logo rotulado de jazz fusion. Eram as trilhas abertas por Miles Davis e seus seguidores. Muitos conseguiram respeito e vendagens significantes. Outros não passavam de armações descaradas rumo ao musak, a trilha ideal para esperas de telefones e elevadores. É durante esse período que Egberto Gismonti constrói a sua imensa reputação internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários músicos brasileiros estavam estabelecidos na gringolândia e participavam ativamente desse movimento, tais como Eumir Deodato, Raul de Sousa, Airto Moreira, Flora Purim e Sérgio &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SKg_ApcfcQI/AAAAAAAAAZ0/oxS2bkM5OzY/s1600-h/egberto-gismonti-10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235503847176106242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SKg_ApcfcQI/AAAAAAAAAZ0/oxS2bkM5OzY/s400/egberto-gismonti-10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mendes, gravando com grandes nomes ou lançando seus próprios discos. Alguns moravam aqui, mas tinham contratos internacionais, tais como Hermeto Pascoal, Azymuth, João Donato, Baden Powell e Egberto Gismonti. A cena era propícia para fusões de todos os tipos: jazz, rock, samba, soul, funk, bossa, blues, tango, rumba etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A efervescência do mercado musical como um todo, proporcionou a sedimentação da globalização musical. Não eram apenas discos lançados internacionalmente, eram turnês mundiais, grandes festivais e fãs espalhados por todo mundo. Era a quebra das fronteiras, dos idiomas, das culturas, dos guetos musicais. Artistas do mundo todo comungavam o mesmo desejo de comunicação instrumental. Inúmeros discos descomunais foram lançados. Um deles é exatamente “Corações Futuristas”, de Egberto Gismonti, lançado em 1976, o nono em sua discografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse disco o multiinstrumentista brasileiro faz uma fusão de jazz, rock, progressivo, clássico e música brasileira de altíssimo nível. Sem dúvida nenhuma, junto ao álbum “Slaves Mass”, de Hermeto Pascoal, “Corações Futuristas” é o lançamento mais emblemático do período. Com uma sonoridade acústico-eletrônica e uma orquestração fenomenais, o bolachão projeta Egberto Gismonti para a eternidade e o estrelato universal. Egberto é virtuoso sem ser cansativo e sem ofuscar os arranjos e a banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dança das Cabeças, a primeira faixa, traz Egberto usando e abusando dos sintetizadores arp odissey II, obehaim, moogs e derivados, explorando timbres e extensões interplanetárias. Além dos teclados ele utiliza um phase em seu violão de oito cordas, criando ambiências estratosféricas. As músicas seguintes: “Café”, “Carmo”, e “Conforme a Altura do Sol” formam uma espécie de suíte de cerca de vinte minutos de pura viagem astral, com harmonias intercaladas e passagens climáticas seminais, verdadeiramente progressivas. Um marco. A experiência auditiva dessas músicas é sem explicação. É extasiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contraste com a parafernália eletrônica fica por conta da cozinha, completamente acústica, com a fábrica de ritmos de Roberto Silva, um dos maiores bateristas do mundo, e o baixo acústico de Luís Alves,que vai além da metafísica. Para completar essa usina sonora o sax soprano de Nivaldo Ornellas, com seus timbres experimentais, transfere tudo para a música de vanguarda. Mauro Senise e Danilo Caymmi tocam flautas, complementando essa aula de música. Em &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SKg_Ov29dAI/AAAAAAAAAZ8/xDRr5FIU6uM/s1600-h/18123.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235504089415906306" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SKg_Ov29dAI/AAAAAAAAAZ8/xDRr5FIU6uM/s400/18123.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;algumas passagens Egberto faz um arranjo para as vocalizações de Dulce Nunes, na música “Carmo” e Dulce Nunes e Joyce em “Baião do Acordar”, transformando tudo em magia, em encantamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de misturar jazz, progressivo, baião, bossa e mpb, o disco mergulha nas águas misteriosas das cordas, especialmente em “Polichinelo” e “Baião do Acordar”, com Egberto Gismonti revelando todo o seu lado erudito, sem pedantismo. São texturas delicadas, com cores nítidas de Villa-Lobos e impressionismo etéreo. As orquestrações arranjadas por Gismonti são refinadas e traduzem a contemporaneidade de um músico e compositor em estado de graça, muito bem definida pelo título do disco. “Corações Futuristas” é um disco obrigatório. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-9128833430723093029?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/9128833430723093029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=9128833430723093029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/9128833430723093029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/9128833430723093029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/08/achados-e-perdidos-coraes-futuristas.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SKg-5bjfC8I/AAAAAAAAAZs/Y-gX5mDFRNo/s72-c/DI00910.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-7810547679034777470</id><published>2008-08-15T15:40:00.000-07:00</published><updated>2008-08-15T15:41:43.788-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SKYGGG7MlaI/AAAAAAAAAZc/tie9kjQmop4/s1600-h/bandinha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234878318872663458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SKYGGG7MlaI/AAAAAAAAAZc/tie9kjQmop4/s400/bandinha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os Cabinha&lt;br /&gt;Uma banda inteira&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Qualquer tese de mestrado ou qualquer digressão doutorável se perde diante da grandeza cultural que é essa pequena banda de lata formada por meninos da Fundação Casa Grande, organização não governamental de gestão cultural de Nova Olinda. Os Cabinha é irreverência pura. É o princípio desorganizador da compartimentação cultural. É a sopa dividida ao meio pela mosca matuta, conduzindo o povo criativo em um êxodo de fuga da seca musical que se abate por essas plagas seminais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Alves, Renê Nascimento, José Wilson, Arthur Diniz e Iêdo Lopes têm entre 9 e 11 anos e 330 mil anos à frente de muita porcaria circundante, oficializada pelo cânone das emissoras-pinico caririenses. Eles não tocam nenhum instrumento de verdade, são todos instrumentos de lata e papelão. Eles não têm afetação nenhuma de grandes estrelas, mas tornaram-se a grande sensação musical do momento, apresentando o delicioso show “Música in banda de lata”, título tão criativo quanto o repertório de músicas próprias, apresentado em 45 minutos de pura diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa meninada esperta dá suporte tecnológico para todas as etapas de suas produções musicais. Eles construíram seus próprios instrumentos, gravaram suas próprias músicas, pilotaram todos os equipamentos digitais e fizeram, eles mesmos, a mixagem do primeiro cd da banda. O show deles é mais do que mimésis. Eles podem fingir que estão tocando, mas nenhum público que os assista pode fingir que isso é cultura. Esse é o purgante que a arte contabilizada precisa para pensar melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles foram mais longe ainda não só em palcos distantes, se apresentando em várias capitais e gravando com gente importante, como o novo cd que marca a volta do Aquarela Carioca, mas também na maneira de veicularem a sua arte. É possível baixar músicas deles no overmundo, no trama e no myspace. Além disso o cd da banda será vendido, com tecnologia SMD, a R$ 5 reais em máquinas da ONG Eletrocooperativa, instaladas em pontos estratégicos do país, dentro do projeto “Música livre e comércio justo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é definitivamente mandar as lombrigas setoriais que invadem as instituições culturais pra casa do cassete. Isso é cultura viva, desempalhada, desprotocolada, desarquivada, desproporcionada, desempossada, destituída da imortalidade infértil dos vampiros culturais. Os hematomas criados nas partes periféricas e íntimas e escusas do corpo cultural caririense podem ser curados pelo despudoramento de ser autêntico desses garotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ludismo de todo esse processo de assimilação cultural desses cabinha é vermelho, da cor do sangue da educação via cultura. Esse é o encantamento tão decantado pelo filósofo alemão Walter Benjamim, provando que não é preciso ser desprovido de intelectualidade para ser artista popular. Essa é a verdadeira reificação de que artista da terra é minhoca. Para os broncos restam os enlatados, os frios e os congelados, dispostos organizadamente em presépios, sem blasfêmias, dentro da data prevista de consumo pelo fabricante, em desfile solene na esteira fria dos caixas de supermercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Cabinha é riso puro, desdentado ou com dentes entramelados. Mas é boca aberta, com fome de saber. Não existe visão mais libertária do que ver a baba escorrendo dos lados dessa bocarra cultural. Serve para mim, serve para você e para aquele outro ali, com firma reconhecida e cadastro desempedido, serve para todos nós sabermos que arte não é questão de posse, é questão de vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Cabinha on line: &lt;a href="http://www.myspace.com/oscabinha"&gt;www.myspace.com/oscabinha&lt;/a&gt; - www.tramavirtual.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-7810547679034777470?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/7810547679034777470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=7810547679034777470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/7810547679034777470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/7810547679034777470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/08/os-cabinha-uma-banda-inteira-qualquer.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SKYGGG7MlaI/AAAAAAAAAZc/tie9kjQmop4/s72-c/bandinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-4611504353221633224</id><published>2008-08-03T09:31:00.001-07:00</published><updated>2008-08-03T09:33:41.587-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SJXdgwugF5I/AAAAAAAAAXk/ZV-keBtlTlw/s1600-h/Coltraneplaystheblues.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230330097166194578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SJXdgwugF5I/AAAAAAAAAXk/ZV-keBtlTlw/s400/Coltraneplaystheblues.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Clássicos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Blues direto no coração&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esse é um disco que teria tudo para soar como mais uma armação de gravadora, uma vez que foi lançado após a saída de Coltrane do selo Atlantic. “Coltrane Plays The Blues”, é o resultado de sobras de estúdio do disco “My Favorit Things”, de 1961. Mas um músico da envergadura de Coltrane jamais gravaria qualquer tipo de armação. O material todo foi gravado em 1960, tendo sido lançado só em 1962, no formato de um disco só de blues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse disco John Coltrane toca um repertório autoral, sendo acompanhado por nada menos do que Elvin Jones na bateria, um dos maiores bateristas de todos os tempos, pela sua precisão e &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SJXdwM2tiuI/AAAAAAAAAXs/eaVFP_3DTJA/s1600-h/Coltraneblue.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230330362414861026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SJXdwM2tiuI/AAAAAAAAAXs/eaVFP_3DTJA/s400/Coltraneblue.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;originalidade, coisa rara em um mar de diluições sonoras. Além de McCoy Tyner no piano, Coltrane conta com o baixista Steve Davis, para fazerem a cama necessária para o desfile de suas experiências modais, estilo depois amplamente copiado por uma enxurrada de músicos sem criatividade, espalhados por esse mundão sem cancelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um disco que toca o coração. É para ser ouvido a qualquer hora. Mas nada como um cair de tarde ou mesmo uma madrugada tranqüila, para que a magia desse gênio possa ser experimentada integralmente. O disco original conta com seis faixas essencialmente clássicas. Coltrane toca soprano nas faixas Blues to Bechet e Mr. Syms. Em Blues to Bechet, Coltrane presta uma oportuna homenagem a um dos pioneiros no sax soprano o genial Sidney Bechet, que o estimulou a fazer um verdadeiro ressurgimento do soprano para o jazz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o relançamento remasterizado do disco traz cinco faixas a mais, são tomadas alternativas de Blues to Elvin, Blues to You e uma faixa sem título original, batizada por Exotica. Todas as faixas são simplesmente demais. Quando você tem realmente um músico original tocando para você, pode ter certeza que você está perto do céu. Esse é o caso de “Coltrane Plays The Blues”. Nesse disco ele demonstra sentimento e técnica, sem abandonar jamais a ousadia em seus improvisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco abre com Blues to Elvin, uma faixa com andamento lento, em que Coltrane começa o seu trabalho de hipnose do ouvinte. É fechar os olhos e viajar profundamente por outras paragens. São poucos os músicos que têm essa magia de fazer você entrar em órbita. Muitos têm habilidade técnica, mas pouco tem o poder do teletransporte. A segunda faixa, Blues to Bechet, é outro mantra, sem o piano de MacCoy Tyner, é um trabalho de Elvin Jones histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira faixa é um verdadeiro clássico. Blues to You, também não tem o piano de MacCoy Tyner, mas tem um trio simplesmente inspirado, com Coltrane tirando harmônicos do seu tenor e despejando frases por segundo, em grande improviso. Uma verdadeira visão particular dos modos gregos. Em Mr. Day, Coltrane apresenta a sua pegada típica das casas noturnas, cheia de improvisos alucinados e interessante trabalho com o mixolídio e uma série de escalas menores. Mais uma vez o duelo entre o tenor e a bateria torna-se história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois vem outro mantra, Mr. Syms, com uma das melodias mais bonitas do repertório de Coltrane. Um tema simples, cheio de sentimento, com um Coltrane visivelmente influenciado pela música indiana. Imperdível. Um solo de piano invocado. Solos de soprano abstratos. Música por excelência. O disco original fecha com Mr. Knight, a faixa que tem mais influências de outras levadas, que pode ser definida como uma pegada latina-afro. Outra faixa memorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Coltrane Play The Blues” é um dos discos mais importantes desse músico genial do jazz universal, que está colocado entre os grandes, como Miles Davis, Charles Mingus, Thelonious Monk e Charlie Parker. Coltrane tocou com inúmeros músicos e estudou diversos compositores, mas apresentou um estilo próprio, a sua marca, que ao longo dessa incansável estrada da música, foi diluída por inúmeros músicos sem originalidade. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-4611504353221633224?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/4611504353221633224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=4611504353221633224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4611504353221633224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4611504353221633224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/08/clssicos-blues-direto-no-corao-esse-um.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SJXdgwugF5I/AAAAAAAAAXk/ZV-keBtlTlw/s72-c/Coltraneplaystheblues.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-7528961807621099495</id><published>2008-07-24T14:28:00.001-07:00</published><updated>2008-07-24T14:30:26.108-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SIj0REGZF5I/AAAAAAAAAWs/-ROPAsSLOsw/s1600-h/IMG_4311.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226695941558966162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SIj0REGZF5I/AAAAAAAAAWs/-ROPAsSLOsw/s400/IMG_4311.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Ao Vivo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O dono do palco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo e companheiro de inúmeras trilhas musicais, Aquiles, divide comigo uma mesma opinião: em se tratando de show, o artista tem que ser dono do palco, não pode pedir emprestado a quem quer que seja. Tem que mostrar a certidão de propriedade. Assim foi Cleivan Paiva no show de abertura do III Festival de Música Instrumental do Cariri, promovido pelo essencial, digo essencial, Centro Cultural do BNB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não decorei nenhum nome de nenhuma música. Também pouco importa, uma vez que elas são por si inesquecíveis enquanto composição. Fazia tempo que eu não testemunhava esse mago da guitarra em ação. Que força de improviso, em cima de harmonias complexas e andamentos sobrenaturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trio, formado por Cleivan, João Neto e Demontier Delamoni, respectivamente guitarra, baixo e bateria, exibiram técnica e talento. João Neto em noite especialmente inspirada, com trezentas mãos e uma consciência maior do que a Chapada do Araripe, deu um calor a mais. Convenções, harmonias penduradas, improvisos geniais e climas de pura dinâmica fizeram valer a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som não estava dos melhores, a guitarra muito baixa, inclusive sendo encoberta pela bateria em alguns momentos mais pirados de Delamoni. Agora baixo e bateria estavam bem mixados, sem brechas de timbres. A guitarra de Cleivan, na primeira música, estava muito abafada pelo excesso de grave, logo corrigida, mas permanecendo um pouco abaixo dos outros instrumentos, o que jamais pode acontecer, se o show é exatamente do guitarrista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cleivan é um artista único no cenário musical caririense, rápido, criativo, o riginal e preciso, sem deixar notas espalhadas no chão e sem enganações, sem aqueles clichês ridículos de jazz ou da chamada pegada brazuca, meio samba meio bossa, que tanto enche o saco. Só mesmo o solfejo de voz em cima de algumas melodias, que é completamente redundante e perfeitamente dispensável. Cleivan, esqueça o microfone meu velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guitarra limpa, com o som educado do captador do braço engordado pelos registros graves, parece ser a tônica de mil entre novecentos guitarristas de jazz. Da mesma forma que o fraseado rápido e sem bands ou qualquer outro recurso mais sujo. Cleivan apresenta essas características em seu timbre e em seu fraseado, o que eu particularmente acho um verdadeiro desperdício. Nesse ponto eu sinto saudades do som mais agressivo e mais elétrico dos tempos do Ases do Ritmo. Mas nada que possa arranhar o quadro geral, são apenas preferências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cleivan abriu com classe e estilo o III Festival de Música Instrumental do Cariri, comprovando o seu grande momento como instrumentista e compositor. A programação promete grandes apresentações, mas com certeza, a de Cleivan será uma das principais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-7528961807621099495?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/7528961807621099495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=7528961807621099495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/7528961807621099495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/7528961807621099495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/07/ao-vivo-o-dono-do-palco-um-amigo-e.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SIj0REGZF5I/AAAAAAAAAWs/-ROPAsSLOsw/s72-c/IMG_4311.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-4907867526188851595</id><published>2008-07-21T08:23:00.001-07:00</published><updated>2008-07-21T08:27:24.442-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SISqZ25Fk_I/AAAAAAAAAV0/1r9DKAxycVw/s1600-h/viva-la-vida-capa-228.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225488828865025010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SISqZ25Fk_I/AAAAAAAAAV0/1r9DKAxycVw/s400/viva-la-vida-capa-228.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffff66;"&gt;&lt;em&gt;Vitrine&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;VIVA LA VIDA EM TOM PASTEL&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois de percorrerem o mundo, lotarem estádios e embolsarem muito dinheiro, eles se reclusaram, compuseram novo material e lançaram a maior bomba de 2008. Definitivamente a banda Coldplay está configurada como uma banda de um disco só, o primeiro, e algumas faixas esporádicas. “Viva La Vida Or Death and All His Friends ”, segundo o vocalista Chris Martim, faz referência a uma frase de Frida Khalo, que ele achou o “máximo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esse novo cd, que já vendeu mais de um milhão de cópias, eles convocaram um dos maiores magos da produção do universo pop, Brian Eno, que começou a construir a sua reputação quando ainda era integrante da lendária banda Roxy Music, na década de 70. De lá para cá, Eno tem assinado a sua grife de produção, com o respaldo de parcerias de peso, como Robert Fripp, David Bowie, Carla Blay, John Zorn, entre inúmeros outros, inclusive U2, a matriz sonora do Coldplay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eno domina velhas e novas tecnologias, é músico, compositor e arranjador. Mas nada disso adiantou, a estética sonora é a mesma dos tempos de Ken Nelson, em A Rush of Blood to The Head, e em “X&amp;amp;Y”, que é produzido em sua maioria por Danton Supple e algumas faixas por Ken Nelson. Até parece que Eno compareceu apenas com o nome e deixou a sua reputação no hall de entrada do estúdio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Viva La Vida” o Coldplay não tenta se livrar de forma nenhuma da sombra sonora do U2. Muito pelo contrário, faz questão mesmo de imitar, tal qual uma banda cover. Ao longo de um interminável repertório, a banda desfila o que parece ser uma única composição, com uma &lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SISqiIgEi8I/AAAAAAAAAV8/md7IyGqVB-g/s1600-h/0,,14137512,00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225488971030891458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SISqiIgEi8I/AAAAAAAAAV8/md7IyGqVB-g/s400/0,,14137512,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mesma melodia e com os mesmos truques vocais. São faixas que não conseguem ser tristes e nem melancólicas, apenas letárgicas. É comum você encontrar nos encartes dos discos da banda, agradecimentos pela compra, pela audição e pela paciência. Nesse deveria vir um pedido formal de desculpas pela completa falta de criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som de “Viva La Vida” parece ter vindo diretamente da merdologia dos anos 80, a pior década da produção pop, em que poucas coisas se salvam. “Viva La Vida” é um meio termo entre o pior do Marillion, se é que existe algo bom deles, e uma mistureba de Simple Minds e U2. Acho que Eno chegou antes do que qualquer um dos membros da banda, e gravou uma cama sonora cheia de delays e reverbs digitais, aprontou toda a sua parafernália de processamento digital e esperou a banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até palma tem delay e reverb nesse disco. Existe um exagero de ambiências inexplicável. A bateria foi plastificada em processamentos digitais, aliás, captar baterias nunca foi o forte de Eno. A guitarra é uma chatice pobre de delays, a milhões de distância do leque de timbres de um Jack White, por exemplo. Os teclados eu vou resumir em uma única palavra: merda. Os vocais foram gravados em destaque, anunciando aí uma breve separação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém precisa dizer para o Coldplay que clima musical não é uma questão de efeitos como chorus, flange, delay, phase e reverb, muitos menos compressores e seqüenciadores; é uma questão de dinâmica, domínio dos tempos musicais, dos andamentos e a da instrumentação. É só pegar qualquer disco de Nick Cave, Tom Waits, Joni Mitchel, Van der Graff ou King Crimson e aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os fãs, nada do que foi dito aqui faz diferença. Também não importa. Para quem está de fora, no entanto, esse é um disco completamente descartável. Não existe destaque nenhum nesse disco. Quem conseguir ouvir esse disco de uma sentada só pode ser considerado um ex-combatente do golfo pérsico, cheio de seqüelas auditivas e mentais. Essa é uma bomba com mecanismos sofisticados. Para completar a banda Creaky Boards acusa Chris Martin de ter usado a música “The Songs I Didn’t Write” para fazer a faixa “Viva La Vida”. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-4907867526188851595?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/4907867526188851595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=4907867526188851595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4907867526188851595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4907867526188851595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/07/vitrine-viva-la-vida-em-tom-pastel.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SISqZ25Fk_I/AAAAAAAAAV0/1r9DKAxycVw/s72-c/viva-la-vida-capa-228.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-4871790195956026047</id><published>2008-07-20T07:55:00.000-07:00</published><updated>2008-07-20T07:59:11.833-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SINSgA9sZ_I/AAAAAAAAAVs/P3WgisN-bGs/s1600-h/2_15356.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225110702647961586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SINSgA9sZ_I/AAAAAAAAAVs/P3WgisN-bGs/s400/2_15356.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tempestade teria impedido tentativa de assassinato de Mick Jagger em 1969&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essa é uma história que parece tirada de algum livro policial de qualidade duvidosa, mas foi real. Um documentário da rede britânica BBC exibido nesta segunda-feira, 03, contou que integrantes do grupo Hell’s Angels planejavam assassinar o vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger.Segundo o programa da BBC, Jagger teria se desentendido com o grupo Hell’s Angels devido à confusão que o grupo causou no show dos Rolling Stones em Altmont, no dia 06 de dezembro de 1969, quando os Stones contrataram os Hell’s Angels para fazerem a segurança do show.Durante o show Alan Passaro, integrante dos Angels, assassinou um rapaz a facadas. A vítima, Meredith Hunter, morreu aos 18 anos, em frente ao palco dos Stones. Após o show, Jagger teria se desentendido com Passaro e outros integrantes do grupo, já que eles haviam sido contratados para fazer a segurança do espetáculo e não causar tumultos.Os Angels teriam se sentido ofendidos e enganados por Jagger e planejaram matar o cantor quando ele estivesse em sua mansão em Long Island. Os Angels alugaram um barco para chegar até a residência pelo mar, sem ter que passar pelos seguranças. Porém durante a viagem, uma forte tempestade fez o barco naufragar, impedindo que chegassem à casa de Jagger.O caso do assassinato de Hunter está documentado no vídeo “Gimme Shelter”, dos Stones. O assassino se livrou da prisão alegando que agiu em legítima defesa já que Hunter tinha uma faca. Passaro morreu afogado, tempos depois.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fonte: Rock on line  &lt;a href="http://territorio.terra.com.br/"&gt;http://territorio.terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-4871790195956026047?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/4871790195956026047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=4871790195956026047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4871790195956026047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4871790195956026047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/07/tempestade-teria-impedido-tentativa-de.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SINSgA9sZ_I/AAAAAAAAAVs/P3WgisN-bGs/s72-c/2_15356.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-793059787594141217</id><published>2008-07-20T07:46:00.000-07:00</published><updated>2008-07-20T07:51:29.423-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SINQoQefG3I/AAAAAAAAAVk/e75TBsY4xWI/s1600-h/2_16609.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225108645227731826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SINQoQefG3I/AAAAAAAAAVk/e75TBsY4xWI/s400/2_16609.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pete Best, ex-baterista dos Beatles, lança primeiro álbum solo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O baterista original dos Beatles, Pete Best, vai lançar o primeiro álbum solo com canções próprias. O disco chega às lojas 46 anos após Best ter sido despedido da banda que se tornou um dos maiores fenômenos musicais da história.O álbum recebeu o nome de “Hayman’s Green”, nome de uma rua em Liverpool onde está localizado o Casbah Coffee Club, local que pertence à mãe do baterista e onde os Beatles se apresentaram no início de carreira. “Hayman’s Green” trará 11 faixas e o lançamento está agendado para o dia 16 de setembro.As músicas têm forte acento autobiográfico e trazem a amargura vivida por Best após ter sido despedido do grupo, em 1962, pouco antes do sucesso da banda com “Love Me Do”. Abaixo os títulos das 11 faixas do álbum:01. Come With Me02. Step outside03. Start Again04. Grey River05. Gone06. Dream Me Home07. Everything I Want08. Beat Street09. Broken10. Red Light11. Haymans Green&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fonte: Rock on line  &lt;a href="http://territorio.terra.com.br/"&gt;http://territorio.terra.com.br/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-793059787594141217?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/793059787594141217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=793059787594141217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/793059787594141217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/793059787594141217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/07/pete-best-ex-baterista-dos-beatles-lana.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SINQoQefG3I/AAAAAAAAAVk/e75TBsY4xWI/s72-c/2_16609.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-1874229149580188011</id><published>2008-07-15T14:32:00.000-07:00</published><updated>2008-07-15T14:39:09.455-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0YYT1wYEI/AAAAAAAAAU8/v_BgRUKIxZ8/s1600-h/GSL126_cover_temp_461.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223357948741312578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0YYT1wYEI/AAAAAAAAAU8/v_BgRUKIxZ8/s400/GSL126_cover_temp_461.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;THE MARS VOLTA - AMPUTECHTURE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os malucos Omar Rodriguez-Lopez e Cedric Bixler-Zavala já lançaram o quarto álbum do seu caldeirão sonoro: “The Bedlam In Goliath”, com a mesma pegada visceral dos seus outros três discos anteriores, provando que o sistema solar inteiro é deles e que eles formam a banda mais interessante do novo milênio. Mas eu não posso falar do novo disco, sem antes pagar uma para o penúltimo disco “Amputechture”, uma porrada no estômago da mesmice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o The Mars Volta faz é tudo aquilo que faltava nessa merda de mercado viciado em reproduções e diluições. Alguns dizem que é progressivo, o que a banda não admite; outros babacas chamam de art rock, coisa que nem existe, é invenção de crítico imbecil, que precisa justificar o salário. Outros dizem que é música alternativa e tal e tal e tal. Na verdade o som é diferente e não tem como rotular. Sem dúvida existe uma dose generosa de rock progressivo, mas misturado a uma série de coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Omar Rodriguez-Lopez é um tremendo guitarrista, na concepção da palavra. Nem é masturbação sonora de escalas, como os debilóides da linha do Dream Theatre e perfumarias semelhantes, nem é aquele minimalismo patético do indie rock, que mistura Clodovil com Bartô Galeno, com linhas de guitarra mais duras do que paralelepípedo. É técnica com talento. Cedric Bixler-Zavala canta por que tem voz e sabe cantar. Colocar a voz no turbilhão sonoro do Mars é só para quem sabe. Se você acha que o som dessa banda tem alguma coisa haver com aquela fantasmagoria indie, com suas miadeiras plasmáticas e voz do tamanho de uma caixa de fósforo, esqueça. É alternativo, mas todos são músicos de verdade. Aqui não existe pose, existe som.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223358525129149570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0Y53DUzII/AAAAAAAAAVE/6ZNdLiayUeQ/s400/mars2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;The Mars Volta é oriundo das bandas At The Drive-In e De Facto. Linhas de jazz rock, ambientações progressivas, timbres alucinados, vocais lisérgicos e dissonâncias psicodélicas são comuns na linguagem dos marcianos. Os discos sempre têm participações especiais, principalmente dos pirados do Red Hot Chilli Peppers, Flea, no primeiro disco, uma obra prima, “De-Loused in Comatorium” e Frusciante nesse em questão, “Amputechture”, outra obra prima. A banda não é tão constante com bateristas, mas todos dão o maior gás Nesse disco as baquetas são agitadas por Jon Philip Theodore. O baixo ainda está por conta de Juan Alderete e os teclados nas mãos milagrosas de Isaiah Ikey Owens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amputechture” traz o mesmo clima conceitual das letras, embora nem todas, dos discos anteriores. As faixas são longas, como sempre, e viajantes como sempre. O universo sonoro do Mars é feito de esquisitice e tensão musical. Guitarras agressivas, às vezes com efeitos retrô, às vezes limpas, só com a força dos amplis. O doido toca no talo suas escalas pentatônicas, modais, melódicas, menores, diatônicas e atonais. Cedric tem uns falsetes de entortar, desemprega qualquer cantor de cover. Apesar dos climas criados, com ambiências e texturas diversas, existe um groove delicioso no Mars Volta, típico das grandes bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Omar Rodriguez sabe usar os pedais como poucos. Cria uma cama de fragmentos melódicos e riffs poderosos, através de um intenso trabalho de delays. Sua pegada tem punch e nexo. Baixo e bateria em “Amputechture” dão um verdadeiro show particular de peso, através de muitas mudanças de andamento e convenções de empenar qualquer apresentação ao vivo. A mixagem da bateria é bem na frente, teclados e baixo foram mixados um pouquinho mais baixos. A guitarra também fica na frente, enquanto que os vocais de Cedric estão pouco acima dos instrumentos, formando uma massa sonora de impressionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco inteiro é duca, com mais de uma hora de delírio musical. A partir da capa, como sempre, o disco é uma experiência sonora difícil de ser esquecida. A primeira audição de qualquer disco do Mars é sempre estranha, para quem não tem esse tipo de informação musical, mas depois que você descobrir os inúmeros caminhos auditivos, você vai realmente conhecer marte. Os meus destaque vão para “Tetragrammaton”, “Vermicide”, a passional “Asilos Magdalena” e a ultra psicodélica “Day of the baphomets”. Esse é um disco que não tem preço. É novo mas não é paia. Eu digo: obrigatório. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-1874229149580188011?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/1874229149580188011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=1874229149580188011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1874229149580188011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1874229149580188011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/07/mars-volta-amputechture-os-malucos-omar.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0YYT1wYEI/AAAAAAAAAU8/v_BgRUKIxZ8/s72-c/GSL126_cover_temp_461.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-2405243373223654200</id><published>2008-07-15T14:28:00.000-07:00</published><updated>2008-07-15T14:31:24.363-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0WyGsJuOI/AAAAAAAAAUk/nQDtT0U8R5A/s1600-h/Lumpy_Gravy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223356192864712930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0WyGsJuOI/AAAAAAAAAUk/nQDtT0U8R5A/s400/Lumpy_Gravy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;LUMPY GRAVY - A PIRAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Lumpy Gravy” é o quarto álbum de Frank Zappa, lançado em 1968, e verdadeiramente o primeiro com o seu nome estampado na capa, pois os três primeiros é como Mothers of Invention. A ironia e o cinismo desse que é o maior gênio da música pop em todos os seus tempos também está estampada já na capa: Franz Vincent Zappa conduz Lumpy Gravy, uma peça curiosamente inconsistente que começou como uma faixa para ballet, mas que certamente não deu certo. O nome da orquestra que ele conduz é muito demais demasiado:Abnunceals Emuukha Eletric Symphony Orchestra &amp;amp; Chorus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1966 Zappa, com o lançamento do conceitual “Freak Out!”, não deixou pedra sobre pedra na supremacia americana pública e privada. Ele meteu o dedo no orgulho racista americano, na sede de consumo, no falso moralismo, na insolência e na prepotência bélica, econômica e política. Ele satirizou a sociedade de todas as formas, foi politicamente incorreto, fez humor negro, achincalhou os tabus sexuais, carnavalizou os dogmas de qualquer religião, revirou ao avesso os bons costumes e travestiu os valores supremos da cultura americana, através de uma crítica corrosiva, de uma linguagem abusiva e de uma música simplesmente única.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0W7UGWXbI/AAAAAAAAAUs/_xM6CHVXPYg/s1600-h/fz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223356351083077042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0W7UGWXbI/AAAAAAAAAUs/_xM6CHVXPYg/s400/fz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois de abalar as estruturas íntimas da família americana com o satírico e impagável “Absolutely Free”, em 67, e depois de chocar o mundinho pop com a mais completa crítica, lúcida e escatológica dos anos 60, a partir da lendária capa de “We’re Only In It For The Money” (Só Estamos Nisso Pelo Dinheiro), em 68, em que ele satiriza de forma veemente a capa do disco Sargent Pepper... dos Beatles - até então uma unanimidade intocável - com uma montagem genial cheia de citações e intertextualidades bizarras, além da acusação histórica no título de que os pimpolhos de Liverpool eram armação do mercado, Frank Zappa lança esse inquietante e incompreendido disco de vanguarda. No encarte do disco, vestido com fraque e cartola, com ar cínico, através de um balãozinho de quadrinho Zappa afirma que “Lumpy Gravy” é a fase dois de “We’re Only In It For The Money”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zappa aliou à sua formação erudita, de maestro, as informações obtidas da música negra americana; do blues; do rock; do gospel; do espiritual; do pop; das trilhas de filmes e desenhos animados; dos jingles; da surf music; do doo-wopping,; do jazz,; da música concreta e da música contemporânea de câmara; e criou o seu vocabulário musical, com orquestrações inusitadas, vocais esquisitos, experimentalismos diversos, diálogos e instrumentações bizarras e composições geniais. Tudo isso está em “Lumpy Gravy”. Em doses concentradas e vários outros aspectos até então nunca tentados no mundo pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lumpy Gravy” é então uma sinfonia (!?) dividida em duas partes, subdivididas em segmentos intitulados, como se fossem faixas, mas com execução integral, sem espaços, que no vinil correspondem aos lados um e dois. Uma orquestra filarmônica se junta a uma banda com baixo, bateria e guitarra, para tocar uma peça descontínua e fragmentada, cheia de experiências de música concreta com fitas magnéticas e diálogos que misturam cinismo, escatologia e nonsense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas partes instrumentais têm uma orquestra tocando fragmentos de musak, &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0XDbNUmdI/AAAAAAAAAU0/3IO1fcbsSWA/s1600-h/fzguitar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223356490430323154" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0XDbNUmdI/AAAAAAAAAU0/3IO1fcbsSWA/s400/fzguitar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;completamente diatônico, outras têm surf music, rag-time, trilha de desenhos e jingles; já em outros fragmentos a música é atonal e experimental, com ruídos e intervenções diversas. Na primeira parte da peça a melodia e a estrutura harmônica do fragmento que abre a primeira parte: “The way i see it, Harry”, são descontruídas em fragmentos menores, que voltam ao longo da parte como citações aleatórias. Uma verdadeira viagem ao submundo das vanguardas, mais estranhamento do que isso, impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda parte começa com um diálogo bizarro e no meio dos falantes alguém introduz de forma fragmentada a teoria de Zappa sobre a “Big Note”, que segundo ele existe apenas uma única grande nota musical que contém todas as vibrações. Depois do diálogo entra uma orquestração de música clássica contemporânea, com uns compassos lunáticos e fragmentos de melodias em meio a ruídos. A segunda parte é encerrada com “Take your clothes off”, uma espécie de surf music, com uma das melodias zappeiras mais cínicas de todos os tempos, com direito a um vocalzinho simplesmente cretino e por isso mesmo inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato essa viagem estética já havia sido anunciada em “We’re Only In It For The Money”, nas faixas “Are you hung up”, “Nasal retentive calliope music” e “The chrome plated megaphone of destiny”. Mas é em “Lumpy Gravy” que o bicho pega. Para ouvir esse disco é necessário, como sugere a última música, tirar a roupa dos preconceitos fora e se preparar inteiramente para o estranhamento das vanguardas musicais. Estética é o nome desse disco. Concepção musical a milhões de quilômetros de distância do mercado fonográfico. É um disco para poucos, mas que significa muito para a história da música contemporânea. Escute e verá. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-2405243373223654200?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/2405243373223654200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=2405243373223654200' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/2405243373223654200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/2405243373223654200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/07/lumpy-gravy-pirao-lumpy-gravy-o-quarto.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0WyGsJuOI/AAAAAAAAAUk/nQDtT0U8R5A/s72-c/Lumpy_Gravy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-1961353116028051410</id><published>2008-07-15T14:18:00.001-07:00</published><updated>2008-07-15T14:20:27.266-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0UUSrWI4I/AAAAAAAAAUE/bMCDSZ044mA/s1600-h/rivotrill-capa-curva-do-vento.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223353481663226754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0UUSrWI4I/AAAAAAAAAUE/bMCDSZ044mA/s400/rivotrill-capa-curva-do-vento.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Vitrine&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;RIVOTRILL&lt;br /&gt;É REMÉDIO INSTRUMENTAL&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Curva de Vento” é o nome do primeiro disco da banda Rivotrill, lançado de forma independente e gravado de forma experimental. A banda levou os vários instrumentos e a parafernália de gravação para uma casa e lá passou uma semana em busca de timbres e texturas diferentes, gravando em banheiro, salas, debaixo de escadas, dentro de caixa d’água e varandas. Além disso a banda contou com participações mais do que especiais. O resultado foi um disco enxuto, coeso e com identidade própria, o que é mais importante nesse mangue de diluições ilusionistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda é formada por Júnior Crato: flauta, sax e teclados; Rafa Duarte: baixo e efeitos; e Lucas dos Prazeres: percussões diversas. Rivotrill é instrumental sem a conotação de improvisos virtuosos e muito menos os patéticos repertórios de chavões do “som brazuca”. Em “Curva de Vento” você não vai ouvir nenhum babaca cabeça de pulga “estraçalhando” a harmonia de “Asa Branca”, com execuções modais com intenção blues ou qualquer clichês desses de vídeo aulas. Aqui a “Garota de Ipanema” foi pra um museu na caixa-prego e levou todos os estandartes para uma suruba de restauração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um disco autoral. É claro que você escuta os ecos do frevo, dos caboclinhos, do coco, do maracatu, das bandas cabaçais, do rock, do jazz e da música contemporânea, mas tudo em doses equilibradas, sem que as influências se transformem em apropriações indébitas. As composições são fechadas em arranjos funcionais, sem aquela velha fórmula cansada e cansativa da execução da seqüência harmônica, ponte e improviso. Elas recebem o tratamento de texturas, de intervenções de diálogos, fragmentos sonoros, experiências com delays, intertextualidades, vozes, timbres, ambientações e climas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0Ua2-gJ1I/AAAAAAAAAUM/Gzfo4szjRCI/s1600-h/bandas_rivotrill.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223353594486466386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0Ua2-gJ1I/AAAAAAAAAUM/Gzfo4szjRCI/s400/bandas_rivotrill.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Naná Vasconcelos, dono de uma sensibilidade musical genial, aparece em “A casa” e “Groove Tube”, com sua elegância e sutileza de sempre. “A casa”, faixa que abre o disco, é climática, nela Naná toca congas e efeitos. Essa faixa é a apresentação do leque de timbres recorrentes em todo o disco. “Groove Tube” tem pegada bem nordestina e uma tensão climática muito contemporânea, com vozes, palmas e efeitos muito bem colocados. Nela Naná toca tambor falante, faz vozes e efeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spok toca sax na faixa “Cangote”, uma composição cheia de mudanças de andamentos e síncopes bem legais. Spok tem uma pronúncia fenomenal no sax, com crescentes precisos e dinâmicos. O diálogo entre o sax e o piano, e depois entre o baixo e o clavinete eletrônico, ficou muito massa. O reverb no sax, a pegada de barítono e os efeitos deram uma textura bem sacada à faixa. Esse é um dos pontos altos do disco. A percussão de Lucas, como em todas as faixas, está muito bem colocada. Segura e cheia de swing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabinho Costa toca trompete na latina “Charo Cubano”, cheia de pontuações e convenções, com uma levada balançada. O solo de Fabinho é rápido como a faixa, mas muito bem colocado. O baixista Rafa tem uma pegada também cheia de swing. Ele e Lucas formam uma dupla muita bem entrosada. E não é pelo fato de que não existem solos de sete léguas que não se pode afirmar que os três são virtuoses em seus instrumentos. Eles são sim, mas naquilo a que se propõem como banda e não naquela concepção de quebrar tudo individualmente. Júnior Crato é um flautista muito afinado. É possível perceber em sua embocadura uma variação timbrística muito legal em que ele passeia de Jean Pierre Rampal a Hubert Lewis, de Ian Anderson aos Irmãos Aniceto. O seu trabalho de sax é também consistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso vale a pena salientar algumas captações de percussão de som aberto, como em “Alaursa Quer Farinha”, que ficaram massa demais, sem aquele exagero de compressão e de médios. Sobre essa faixa também vale salientar a homenagem intertextual a Roland Kirk, um dos maiores pirados de todos os tempos, saxofonista e flautista americano, cego e gênio de nascença, um iconoclasta de vanguarda, que tirava uma onda de tocar vários saxs ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-1961353116028051410?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/1961353116028051410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=1961353116028051410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1961353116028051410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/1961353116028051410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/07/vitrine-rivotrill-remdio-instrumental.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0UUSrWI4I/AAAAAAAAAUE/bMCDSZ044mA/s72-c/rivotrill-capa-curva-do-vento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-5430427837640045033</id><published>2008-07-15T14:01:00.000-07:00</published><updated>2008-07-15T14:04:18.699-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0QWvWVl9I/AAAAAAAAAS8/ekeJi-9-zCo/s1600-h/171274.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223349125672966098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0QWvWVl9I/AAAAAAAAAS8/ekeJi-9-zCo/s400/171274.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;&lt;em&gt;Achados e Perdidos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O MALTE DE MAUTNER&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Para Iluminar a Cidade” é o primeiro disco de Jorge Mautner. Gravado ao vivo no Teatro Opinião, nos dias 27 e 30 de abril de 1972 e lançado pela Philips, através de um selo criado por Nelson Mota, que vendia discos pela metade do preço e conseqüentemente pela metade da qualidade técnica, chamado “Pirata”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música de Mautner foi lançada tardiamente, nesse período ele já tinha mais de trinta anos, o que contrariava completamente a estirpe mercadológica da juventude, maior nicho de consumo desde a década de 60, a partir do “baby boom” americano. Devido à estética de sua música e ao seu comportamento, logo ele foi relegado ao plano dos marginais malditos, para fazer companhia a Jards Macalé, Luiz Melodia, Odair Cabeça de Poeta, Sérgio Sampaio, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito antes de ser compositor e tocador de violino, Jorge Mautner já era escritor, também marginal e maldito, com vários e estranhamente interessantes livros lançados tais como “Deus da chuva e da morte”; “Narciso em tarde cinza”; “Kaos”; “Fragmentos de Sabonete” e “O vigarista Jorge”. Embora pareça o porta-voz do nonsense, Mautner tem um discurso definido e consciente, que ridiculariza tanto os ignorantes, reféns do mau gosto, quanto os intelectuais pseudo-acadêmicos, reféns das ilusões teóricas armazenadas em nitrogênio líquido.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0QdnkUU4I/AAAAAAAAATE/xWRxk6YCCKs/s1600-h/Jorge%2520anos%252070.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223349243843203970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0QdnkUU4I/AAAAAAAAATE/xWRxk6YCCKs/s400/Jorge%2520anos%252070.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A independência discursiva de Jorge Mautner é a sua marca registrada, esteve entre os tropicalistas no exílio, mas nunca foi um deles; vivenciou a efervescência do rock nos Estados Unidos e Inglaterra, mas nunca foi rockeiro; leu avidamente Sartre e Nietzche, mas nunca foi existencialista, criou sua própria teoria, a do Kaos; colaborou com a imprensa nanica, mas nunca fez parte da esquerda festiva e nem da arte de resistência. Mautner está muito mais para o anarquismo cultural de Tristan Tzara do que para o formalismo condecorado de Chico Buarque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para Iluminar a Cidade” veio para desafinar o coro dos des-contentes. Em 72 o vigarista Jorge, sem trocadilhos, não era nem contra ou a favor de nada, muito pelo contrário todavia muito embora. Em 72 ele apresentou a sua ironia ferina, de agente infiltrado no sistema, só para sabotar as jóias da coroa. O disco apresenta o estranhamento discursivo e a eterna carnavalização dos costumes sociais, amargamente sincréticos, da elite brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Mautner é desafinado e arranha literalmente as cordas de um violino bastante sofrido na mão dele. Nesse achado do cancioneiro popular brasileiro, a banda é desentrosada e não tem nenhum músico virtuose. Nota-se que o público é pequeno, como ainda hoje é o seu. Algumas músicas parecem trilhas de fim de noite em um boteco de subúrbio. Mas esse é que é o charme desse artista nada inofensivo. A vigarice musical de Jorge Mautner é o antídoto para o estelionato cultural de subprodutos como Jorge Vercilo, Ana Carolina, Adriana Calcanhoto, Quarteto em Si, Mpb 4, Seu Jorge e outros dentrifícios inorgânicos que fazem parte da higiene mental do brasileiro empedernido.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0QkigCAjI/AAAAAAAAATM/_kJUiS_VC-A/s1600-h/mautner1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223349362742133298" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0QkigCAjI/AAAAAAAAATM/_kJUiS_VC-A/s400/mautner1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A qualidade técnica do disco é sofrível, mesmo passando por um processo de remasterização do lançamento em cd, que traz três raridades como faixas bônus: as duas marchas de carnaval lançadas em compacto, “Relaxa, meu bem, relaxa” e “Planeta dos macacos”, além da histórica, hilariante e satírica “Rock da barata”, gravada ao vivo no Festival Phono 73, promovido pela Phonogram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os destaques mais do que especiais vão para as faixas “Super Mulher”, “Olhar Bestial”, “Sheridan Square” e duas faixas imperdíveis, que resumem magistralmente o que é e o que despropõe Jorge Mautner: “Estrela da Noite” e “Quero Ser Locomotiva”. Essa última, com a sonoridade que está aqui e com a interpretação histórica de Mautner, é um dos maiores achados da marginalia brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Mautner - voz e violino&lt;br /&gt;Carneiro (Nelson Jacobina) - violão&lt;br /&gt;Sérgio Amado - violão&lt;br /&gt;Alexandre - baixo&lt;br /&gt;Tide - percussão&lt;br /&gt;Otoniel percussão &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-5430427837640045033?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/5430427837640045033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=5430427837640045033' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/5430427837640045033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/5430427837640045033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/07/achados-e-perdidos-o-malte-de-mautner.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0QWvWVl9I/AAAAAAAAAS8/ekeJi-9-zCo/s72-c/171274.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-3446253788187232506</id><published>2008-07-15T13:50:00.001-07:00</published><updated>2008-07-15T13:53:05.242-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0NsckcTUI/AAAAAAAAASc/P3Tt-iHrNY4/s1600-h/58108.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223346200054091074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0NsckcTUI/AAAAAAAAASc/P3Tt-iHrNY4/s400/58108.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Saiba mais&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A REBELDIA EM FOCO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Culturas da Rebeldia - A juventude em questão”, escrito pelo sociólogo Paulo Sérgio do Carmo e editado pela Editora Senac, faz um balanço dos movimentos culturais da segunda metade do século XX. Esse é um livro dedicado basicamente aos jovens leitores, com uma linguagem sem rebuscamentos teóricos - que tanto enchem o saco -, leve e dinâmica, sem rodeios. No entanto é fácil perceber ao longo das 279 páginas que as informações nelas contidas servirão para muitas gerações, principalmente nesses tempos de ignorância recalcitrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é dividido em duas partes. A primeira aborda as décadas da segunda metade do século XX, a partir dos anos 50 até os anos 90, com subtítulos bem interessantes: “Os anos 50: anos dourados; Os 60: anos rebeldes; Os 60: a tropicália diz não ao não; Os 60: a revolta estudantil; Os 60-70: rumo à luta armada; Os 70: anos de ressaca; Os 80: o rock balança a MPB; Os 90: para além dos caras-pintadas; Os 90: funk e rap: as vozes da periferia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda parte do livro aborda assuntos imediatos da juventude, como o consumo e a moda como forma de manifestação cultural, a questão da formação acadêmica e do primeiro emprego; o problema da disseminação da violência; a questão da ideologia; além da convivência com as ferramentas digitais. Tudo isso em referência aos aspectos históricos e aos desdobramentos culturais proporcionados por esses fenômenos existenciais. Ao final do livro, além da bibliografia existe um glossário muito legal e sugestões de livros e filmes com temáticas afins.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223346500039009714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0N96Ga5bI/AAAAAAAAASk/jvaAhbmLysg/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Para quem é completamente leigo sobre o assunto ou para aqueles que vivem do achismo e da pose imediatista de levantar bandeira de porra nenhuma, esse é o passo inicial para você saber quem é quem na feira livre. Serve, por exemplo, para você entender que a banda “Cachorro Grande” é um pastiche dos mods ingleses, de bandas como The Who, e que na época existia uma ideologia por trás, não era só uma questão de figurino; ou entender que “NX0” é um subproduto emo, que por sua vez já é um subproduto do gótico, ou seja, que essas duas bandas estão classificadas nas prateleiras de cosméticos, sob o rótulo de cremes para as cutículas, extraído da crise sexual das cenouras e das vargens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse livro de Paulo Sérgio do Carmo, que é mestre em filosofia e publicou livros no gênero como o excelente A ideologia do trabalho: história e ética do trabalho no Brasil, entre outras coisas, proporcionará ao leitor um discernimento mais complexo na hora de se posicionar perante os fenômenos do consumo de arte e da cultura de massas, o que é fundamental na hora das suas escolhas, pois arte não é questão de gosto, é questão de consciência crítica, falo de critérios e não de maniqueísmos entre bom e ruim, simples e complexo, sagrado e profano, ou outras babaquices do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo na introdução do livro o autor desperta os sonâmbulos com uma instigante análise dos desdobramentos da frase “Não confie em ninguém com mais de trinta anos”, pronunciada nas agitações estudantis na Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, nos fins da década de 60. o autor analisa que esses jovens acusavam seus pais e professores, educados pela disciplina, pelos princípios do autoritarismo e da hierarquia, e que esses métodos geraram por exemplo o nazismo e a corrida armamentista da guerra-fria. Esses jovens acusavam também os executivos engravatados, que fomentavam as calúnias humanistas de Wall Street. Mas esses mesmos jovens, ou grande parte deles, se transformaram em yuppies nos anos 80, ocupando altos cargos executivos ou desenvolvendo carreiras políticas, sendo eles agora cobrados pelos ideais de liberdade e igualdade que eles acreditavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um livro não só para curar a ignorância letal daqueles pimpolhos criados pelas babás eletrônicas, que vivem à sombra do vulcão das tecnologias digitais, mas também para curar o supremo radicalismo reacionário e burro do machismo feudal de muitos pais que dirigem os sacro-santos lares de boa parte da classe média brasileira. Esse livro não contém contra-indicações é só correr para o abraço. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-3446253788187232506?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/3446253788187232506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=3446253788187232506' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/3446253788187232506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/3446253788187232506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/07/saiba-mais-rebeldia-em-foco-culturas-da.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SH0NsckcTUI/AAAAAAAAASc/P3Tt-iHrNY4/s72-c/58108.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-386233920892855552</id><published>2008-07-08T12:05:00.000-07:00</published><updated>2008-07-08T12:11:17.940-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHO7gdvqp4I/AAAAAAAAARk/b1wX2Dk0adE/s1600-h/capa196_grupoum_1979.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220722559467300738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHO7gdvqp4I/AAAAAAAAARk/b1wX2Dk0adE/s400/capa196_grupoum_1979.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Históricos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;MARCHA SOBRE A CIDADE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Era o ano de 1979 e a música instrumental estava passando por uma série de mudanças mercadológicas e estéticas. No Brasil estava começando a abertura do mercado através de lançamentos independentes. Na Europa existia um movimento em torno da gravadora ECM records, que lançava discos de jazz com uma estética própria. Nos Estados Unidos existiam várias tendências, desde o radicalismo tradicionalista até o experimentalismo eletrônico que se desdobrava em diversas tendências. “Marcha Sobre a Cidade” surge exatamente nessa efervescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem afirme que esse é de fato o primeiro disco independente da música instrumental brasileira, mas há quem aponte os lançamentos históricos de Antônio Adolfo e outros músicos, como sendo os pioneiros. Isso não importa. O que vale mesmo é que o Grupo Um fazia música de altíssima qualidade, em um nível de improvisação extremamente complexo e com uma capacidade criativa fora do normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda paulistana ainda lançaria mais dois discos: “Reflexões sobre a crise do desejo”, em 1981 e “A flor de plástico incinerada”, em 1982, todos com a mesma pegada fenomenal de sempre e com um raro senso de improvisação, a verdadeira alma do jazz. Sem delírios instrumentais sobre uma base harmônica o jazz fica enfadonho e triste. E é exatamente esse o diferencial do Grupo Um em relação às outras bandas independentes do período, como Pé ante Pé; Metalurgia; Pau Brasil; Medusa; Divina Encrenca; e vários outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As incursões pelo free jazz; pelo primitivismo étnico; pelo abstracionismo da música impressionista; pela fragmentação da música minimalista; pelos ruídos e intervenções da música concreta; pelas células harmônicas e melódicas da música de câmera contemporânea; bem como pelas harmonias complexas da música brasileira; além das inúmeras experiências atonais do jazz contemporâneo, projetam o Grupo Um para além do novo tradicionalismo careta dos irmãos Marsalis e muito próximo do experimentalismo das improvisações de Ornett Collemam, Pharoah Sanders, Sun Ra, e bandas como o Art Ensemble of Chicago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cozinha original do Grupo Um: Zé Eduardo Nazário e Zeca Assumpção, respectivamente, bateria e baixo, trabalhou com Egberto Gismonti durante alguns anos da década de 70, e fez parte de uma das várias obras-primas dele, o disco “Nó Caipira”. Além disso eles eram a banda de apoio de Hermeto Pascoal em São Paulo. Nem precisa comentar nada, uma apresentação &lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHO7mpPS0FI/AAAAAAAAARs/qARCljTzvvs/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220722665631961170" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHO7mpPS0FI/AAAAAAAAARs/qARCljTzvvs/s400/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;dessas já basta. Além deles a banda ainda contava com os sopros de Mauro Senise, que também fez inúmeros trabalhos com Egberto Gismonti e a alucinação sonora de Lelo Nazário, um dos maiores pianistas e criadores de todos os tempos da música brasileira. Dono de uma visão extremamente particular sobre estética musical, um verdadeiro mago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos discos fenomenais foram lançados na década de 70, nesse segmento de música instrumental. Miles Davis; Keith Jarret; Chik Corea; Al Di Meola; Herbie Hancok; Lee Retnour; Jeremy Steigh; Eddie Gómez; Tom Scott; Mahavishnu Orchestra; Billy Cobaham; Jaco Pastorius; Toninho Horta, Hélio Delmiro; Pat Martino; Oregon; Soft Machine; L. A. Express; Jonh Abercrombie; Terj Rapdal; Bill Evans, Whether Report, Flora Purim, Raul de Sousa, Airton Moreira e tantos outros artistas essenciais lançaram discos históricos, mas nenhum me impressionou tanto quanto “Marcha sobre a cidade”. Esse é um disco que juntou tudo o que eu tinha escutado até o período, através do trabalho jazzístico de vários artistas, de diversas tendências, mas com a tenacidade e a pauleira do jazz-rock, sem ser de forma nenhuma uma sonoridade rockeira. A faixa que dá título ao disco é uma verdadeira marca registrada do jazz universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lelo Nazário se queixa, nas notas da capa do relançamento em cd, da incompreensão dos críticos brasileiros sobre o princípio criador do free-jazz. Isso é histórico e não vai acabar nunca, pois a crítica brasileira é careta. Essa mesma crítica, dita especializada, que tem “grande apreço pela música de vanguarda”, principalmente a crítica paulista, foi incapaz de reconhecer as influências massacrantes de Frank Zappa no disco Clara Crocodilo de Arrigo Barnabé, como ela mesma foi incapaz de reconhecer o valor do Grupo Um, taxando a sua música de cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o que se tinha na mão naquele ano de 1979, era um dos discos mais importantes da música instrumental brasileira. Um disco histórico em todas as suas dimensões. Essa é uma verdadeira aula de improvisação e força criativa, só igualada pelos mestres Egberto Gismonti e Hermeto Pascoal. Ouvir as escalas outsiders de Lelo Nazário e seus acordes enigmáticos, bem como a pegada estratosférica e os ruídos do sax soprano de Mauro Senise, e os andamentos aloprados de Zeca Assumpção e Zé Eduardo Nazário é uma experiência interplanetária. Isso é história pura, verdadeira e marginal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-386233920892855552?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/386233920892855552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=386233920892855552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/386233920892855552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/386233920892855552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/07/histricos-marcha-sobre-cidade-era-o-ano.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHO7gdvqp4I/AAAAAAAAARk/b1wX2Dk0adE/s72-c/capa196_grupoum_1979.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-4984977541439639764</id><published>2008-07-08T10:54:00.000-07:00</published><updated>2008-07-08T10:57:12.433-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHOqJIaOiSI/AAAAAAAAARU/z0dWev0O3jk/s1600-h/Tinhoraohsmpb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220703466905569570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHOqJIaOiSI/AAAAAAAAARU/z0dWev0O3jk/s400/Tinhoraohsmpb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Saiba mais&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;UM LIVRO HISTÓRICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“História Social da Música Popular Brasileira” é o que se pode chamar de obra de fôlego, escrito por quem conhece do assunto e tem uma perspectiva fenomenal sobre as incidências dos fatos que compõem o momento histórico na formação estética, na criação e propagação dos produtos musicais e suas relações com o mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse livro, José Ramos Tinhorão, velho conhecido dos chavões da música popular brasileira, faz um verdadeiro apanhado científico da formação musical brasileira. É um livro escrito para o mercado europeu e depois lançado no Brasil. Apesar do aspecto cientificista, de ensaio sociológico e antropológico, Tinhorão não larga mão do seu estilo crítico, radical e intolerante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “História Social da Música Popular Brasileira”, Tinhorão analisa meticulosamente os momentos históricos referentes a cada período da formação musical brasileira, desde o período da colonização até o período do Tropicalismo. Existem nessa obra uma riqueza de detalhes e um caráter de pesquisa impressionantes. A análise paralela que ele faz do mercado fonográfico face ao desenvolvimento do capitalismo e da tecnologia é de uma lucidez sem tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que para o apreciador apenas da música, sem intuito de pesquisa, a linguagem seja muito acadêmica e o estilo muito pesado. Realmente não existe em nenhuma parte desse livro qualquer possibilidade de bom humor, ironia ou cinismo. O livro é escrito em tom didático o tempo inteiro. Para quem quer se aprofundar na estruturação do imaginário musical brasileiro, bem como na formação cultural de um povo através da música, essa é a pedida exata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros capítulos, das partes I, II e III, referentes respectivamente à Cidade em Portugal; Brasil Colônia; e Brasil Império, assumem aquela velha tonalidade monográfica, tornando a leitura muito sacal. Mas é só passar essas partes que o livro toma corpo e clima. O restante da leitura é gratificante, embora muito maçante em algumas outras passagens esporádicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora nem tudo o que reflete nesse livro tem brilho. É necessário que o leitor saiba quem é Tinhorão e entenda o seu radicalismo, por vezes exagerado, por vezes descartável. Tinhorão é respeitado e admirado por muitos, como também detestado e execrado por outros tantos. São &lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHOqPTkUDtI/AAAAAAAAARc/CvXQprSVrOs/s1600-h/entrevista_tinhorao_ago_02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220703572979879634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHOqPTkUDtI/AAAAAAAAARc/CvXQprSVrOs/s400/entrevista_tinhorao_ago_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;conhecidas demais as suas rixas públicas com Caetano Veloso, Chico Buarque e vários outros artistas. O extremismo de Tinhorão tem as cores, muitas vezes, do leninismo, com um socialismo ultrapassado e piegas, cheio de xenofobismo e aversão aos experimentalismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capítulo sobre o Tropicalismo é muito interessante, a partir da análise precisa que o autor faz do momento histórico, da evolução política e tecnológica, bem como do monopólio da chamada cultura de massas. No entanto, a visão particular que ele dedica ao resultado final do fenômeno tropicalista, chega a ser hilariante, sem a menor condescendência à interação cultural entre os povos, negando o processo de globalização como se fosse racional fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele trata as tendências pop, via rock, como uma manifestação das trincheiras americanas de aculturamento das nações submissas, com aquela concepção pueril de que o guaraná é muito melhor do que a coca-cola e que um tango pega bem melhor que um blues. Mas isso é o de menos, pois esse é um livro de fato mais do que recomendável, ele é insubstituível, até o momento. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-4984977541439639764?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/4984977541439639764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=4984977541439639764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4984977541439639764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/4984977541439639764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/07/saiba-mais-um-livro-histrico-histria.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHOqJIaOiSI/AAAAAAAAARU/z0dWev0O3jk/s72-c/Tinhoraohsmpb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-2198171122865307037</id><published>2008-07-07T09:47:00.000-07:00</published><updated>2008-07-07T09:52:17.904-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHJJFfmyJ7I/AAAAAAAAAQU/1RABNBIpoW8/s1600-h/cover_41251424122005.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220315276808169394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHJJFfmyJ7I/AAAAAAAAAQU/1RABNBIpoW8/s400/cover_41251424122005.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;ACHADOS E PERDIDOS&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;TERRENO BALDIO REVISITADO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Terreno Baldio” é o primeiro disco da banda paulista de mesmo nome. Lançado em 1975 pelo selo Pirata, com capa dupla, de luxo, revelando um certo tom de lisergia. A banda faz parte do chamado rock progressivo brasileiro e tem aquele estigma de muitas bandas: ou se gosta ou se detesta, aliás o que é bem típico das bandas progressivas. Atualmente, quando existe uma tendência de exumação de projetos musicais setentistas, que na realidade nunca foram enterrados totalmente, vale a pena passar esse Terreno a limpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rock progressivo se tornou para muitos motivo de chacota ou até mesmo de escada, se quiser parecer antenado na roda, estiloso, fashion descolado, ou então o fodão mais bem informado da rede, numa sala de bate papo aí qualquer, basta meter o pau no rock progressivo, que os outros pastéis de vento vão coçar o queixo e vão dizer, pô, o cara saca meu, ó ai! No entanto, são pouquíssimos aqueles que realmente têm informação musical suficiente para entender e saber dimensionar o que é estética musical original ou o que é encheção de saco homérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma que qualquer outro segmento da música, o rock progressivo é cheio de gênios, de babacas insuportáveis e de artistas especialmente comuns, simples diluidores das verdadeiras criações. A banda Terreno Baldio é um pouco de cada um desses aspectos. De certa forma o grosso do rock brasileiro é formado por pastiches hilariantes, mas muita coisa boa aconteceu e pouco tem acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do rock progressivo existem aqueles com maturidade criativa, como é o caso do disco “Corações Futuristas” de Egberto Gismonti, uma das maiores obras do gênero no mundo, em que &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHJJOMTgseI/AAAAAAAAAQc/WZhF2F5MT9U/s1600-h/terreno_alem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220315426245882338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHJJOMTgseI/AAAAAAAAAQc/WZhF2F5MT9U/s400/terreno_alem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;você escuta talento e genialidade; bem como aqueles que tiveram que se dobrar aos ditames das gravadoras, em busca de alimentar o mercado com replicações, como é o caso de “Lar de Maravilhas” do Casa das Máquinas, em que você escuta competência e talento, mas também escuta cópias e clichês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Terreno Baldio”, o disco, faz parte da segunda vertente. A banda é formada por músicos excelentes, mas compromissados com um produto encomendado, que acabou tolhendo a criatividade das composições e arranjos, mas que é possível detectar em momentos e climas do disco. A banda foi saudada pela crítica e fãs como o Gentle Giant brasileiro. O que deveria ser um elogio na realidade é uma constatação de imitação, não de todo, mas que ela existe além da influência, ela existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As oito faixas do disco revelam traços predominantes do rock progressivo criado pelo Gentle Giant: com contra-pontos melódicos, escalas intercaladas, mudanças de andamentos, mudanças de tons, fragmentos de escalas, música minimalista e ecos de música medieval nos vocais e arranjos, além de um intenso diálogo entre a guitarra de Mozart Melo e os teclados de Lazarini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em determinados momentos é possível perceber as cores do jazz fusion, com grooves legais de baixo e bateria e improvisação de guitarra e teclados. Já nos momentos em que existe uma mistura do rock progressivo com a música de raiz brasileira é quando a banda se torna mais original e projeta esse disco para a história do rock brasileiro como uma verdadeira peça de aquisição obrigatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vocal de Fusa é competente, afinado, com modulações difíceis, mas completamente sem carisma, frio como uma garoa paulista. Apesar de um certo tom conceitual de algumas letras, em torno do mote terreno baldio, exigido pela gravadora, existe um ar de infantilidade poética que é sem par. Esse é o ponto mais fraco do disco.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220315615510512866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHJJZNXtxOI/AAAAAAAAAQk/6dHh29wmEiE/s400/terreno2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O disco abre com “Pássaro azul”, que contrariando a sombra do Gentle Giant, tem pegada e clima inteiramente Premiata Forneria Marconi, escute “River of life” do disco “Photos of Ghosts” do Premiata que você vai entender. A guitarra com phase de “Loucuras de amor” revela uma das melhores faixas do disco, que lembra os climas da banda Embrayo, com belo solo de Mozart. Outro destaque vai para as faixas “água que corre” e “A volta”, já dentro das influências do jazz fusion dos anos 70, outro groove bem legal, e com detalhes de guitarra bem legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Quando as coisas ganham vida” existe a fusão do rock progressivo com ritmos nordestinos, muito legal mesmo. Essa vertente seria muito mais explorada no segundo trabalho da banda “Além das lendas brasileiras”. O Terreno Baldio teve uma versão remixada e remasterizada, lançada pela gravadora Rock Symphony, com embalagem luxuosa, com fotos da banda, letras em inglês e entrevistas dos componentes. Esse é um registro que vale a pena ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Carlos Kurk (Fusa)- vocal, flauta e percussão &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mozart de Mello - guitarra &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ronaldo Lazzarini - teclados &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ascenção - baixo &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Joaquim - bateria e percussão&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-2198171122865307037?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/2198171122865307037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=2198171122865307037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/2198171122865307037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/2198171122865307037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/07/achados-e-perdidos-terreno-baldio.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHJJFfmyJ7I/AAAAAAAAAQU/1RABNBIpoW8/s72-c/cover_41251424122005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2236340189607392909.post-2415284222571664673</id><published>2008-07-07T09:40:00.000-07:00</published><updated>2008-07-07T09:46:50.067-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHJHx1woD-I/AAAAAAAAAP8/iLcRINI3lr4/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220313839646019554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHJHx1woD-I/AAAAAAAAAP8/iLcRINI3lr4/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;ESSENCIAIS&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;UM PAPAGAIO DE FUTURO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Poesia. Atitude. Postura de artista grande, mesmo no início. Irreverência e originalidade na estética sonora. São esses os ingredientes que compõem um retrato de um cantor e compositor quando jovem. Tudo isso tem de sobra em “Vivo!”, terceiro disco de Alceu Valença, que projetou a sua carreira para todos os confins e o colocou definitivamente na galeria dos grandes nomes da música, sem sabotagens ou armações mercadológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano era o de 1976 e existia um quadro de várias tendências no universo fonográfico no entremeio da década. As informações eram travadas, tanto pelo subdesenvolvimento das comunicações como pelo isolamento criminoso imposto pela tirania de Ernesto Geisel. Fora as inquietações, conformismos, exibicionismos e enlatados do quadro musical internacional, a situação era peculiar no Brasil: de um lado a música brega no auge, impulsionada pela opressão da censura; do outro a intriga entre a produção musical entreguista e ufanista contra a produção musical de resistência. Paralelo a isso existia um caminho alternativo por onde, entre outros, começavam a trilhar os novos nordestinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início da década de 70 Alceu Valença já havia chamado a atenção com sua participação no filme “O Espantalho”, de Sérgio Ricardo, e pelas participações em alguns festivais, entre eles o “Abertura”. Apesar dos lançamentos de “Alceu Valença e Geraldo Azevedo” e “Molhado de &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHJH8GQkokI/AAAAAAAAAQE/JtRyG7c3AYE/s1600-h/alceu-carmo-olinda-2-70s.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220314015873671746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHJH8GQkokI/AAAAAAAAAQE/JtRyG7c3AYE/s400/alceu-carmo-olinda-2-70s.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Suor”, os dois primeiros registros em lp, o profeta das incoerências só apareceria de fato com “Vivo!”, gravado no teatro Tereza Rachel, durante a realização do show “Vou danado pra Catende”, lançado em vinil pela Som Livre, em edição de luxo, com capa dupla muito bem cuidada. Vendeu pouco, mas entrou para a história como uma verdadeira obra-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cocos, cirandas, emboladas, toadas, maracatus, aboios, cantorias e rock estruturam a parafernália provocadora de “Vivo!”. Tudo muito bem misturado e muito bem embalado numa estética sonora que definiria uma fusão repetida - por surrupiações, influências e falta de personalidade - milhares de vezes por diluidores espalhados por essa grande farsa que é o mercado fonográfico brasileiro. A irreverência, o sarcasmo, a ironia crítica e a poesia original, além de uma banda coesa e em grande momento, fizeram desse álbum uma verdadeira escola para muitos artistas. Aqui se aprende como se monta um repertório, como se veste, como se movimenta e como se toma conta de um palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qualidade sonora não é lá essas coisas, mas deixa um enorme traço de honestidade. O disco abre com “O casamento da raposa com o rouxinol”, ponteada de início pela viola de dez cordas de Zé Ramalho, uma guitarra com leve distorção e fhase, e Alceu Valença anunciando o seu imaginário popular como um apresentador de circo. Baixo, bateria, percussão e flauta vão aparecendo aos poucos, fazendo uma cama enebriante, até chegar a um corpo sonoro, com riffs de guitarra e um vocal dramático. Abertura com personalidade, pra mostrar que o palco tem dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Descida da ladeira” é um clássico da música alternativa. Parece um mantra, com trabalho competente de Paulo Lampião Rafael com o volume de guitarra. Essa ciranda modificada tem solos de flauta e muita ironia poética, em que Alceu Valença afirmando que “não acredita na força do vento que sopra e não uiva e que casca de banana é tobogã de fim-de-feira”, dá um recado todo especial aos oportunistas de plantão. Segue então “Edipiana n. 1”, música capaz de revolver o passado, o presente e o futuro. Essa é uma das mais inspiradas letras de Alceu Valença, emboladas, ironia e cinismo em forma de poesia. Ela começa lenta, criando um clima de aboio e busca uma carga dramática perfeitamente casada com o arranjo. Essa música tem um solo vocal histórico de Zé Ramalho e um vocal desesperado de Alceu no final. Imperdível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você pensa” começa com uma violada de Zé Ramalho. É a mais rockeira do disco, com uma pegada forte de bateria e letra que reflete a vida dura do período. “Punhal de prata” é a junção de várias emboladas próprias e de cantadores tradicionais nordestinos. É o ponto máximo de interpretação de um show de um artista pronto para fazer história. É também um clássico. &lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHJIF8NXNVI/AAAAAAAAAQM/OzkhEIK9dhk/s1600-h/AV_1985_MarcoCezar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220314184974546258" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHJIF8NXNVI/AAAAAAAAAQM/OzkhEIK9dhk/s400/AV_1985_MarcoCezar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“Pontos cardeais” tem uma letra visceral, apontando para as necessidades urgentes: “Não quero essa boca / jorrando para dentro / palavras e gritos / e dentes e línguas...”. É também uma faixa climática, que vai num crescendo instigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparece então “Papagaio do futuro”, com apresentação peculiar e irônica de Alceu Valença. Essa não precisa comentar. Escute e tire as suas conclusões, como diz o autor. Imperdível. “Sol e chuva” encerra o disco de forma emblemática, voltando o show para onde começou, o imaginário popular imbricado com as coisas existenciais da modernidade. A viola também ganha destaque inicial, bem como a carga dramática do arranjo. Fenomenal. Esse é um dos discos que mereceriam o seu relançamento em vinil, não por saudosismo piegas, mas por questões históricas mesmo. Esse é um disco essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alceu Valença - voz, violão e violinha&lt;br /&gt;Zé da Flauta - flauta transversal&lt;br /&gt;Paulo Lampião Rafael - guitarra&lt;br /&gt;Zé Ramalho da Paraíba - ukulelê, viola de 10 e 12 cordas, violão, vocais.&lt;br /&gt;Israel Semente Proibida - bateria&lt;br /&gt;Dicinho - baixo&lt;br /&gt;Agricio Noya - percussão &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2236340189607392909-2415284222571664673?l=peduvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peduvido.blogspot.com/feeds/2415284222571664673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2236340189607392909&amp;postID=2415284222571664673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/2415284222571664673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2236340189607392909/posts/default/2415284222571664673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peduvido.blogspot.com/2008/07/essenciais-um-papagaio-de-futuro-poesia.html' title=''/><author><name>Marcos Vinícius Leonel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07238726295752285419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ozw_AzUekFk/SCDLyOuLH4I/AAAAAAAAAEQ/8X6Ao8rEMlU/S220/Digitalizar0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ozw_AzUekFk/SHJHx1woD-I/AAAAAAAAAP8/iLcRINI3lr4/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
